Talvez um dos "dramas" mais vividos por jogadores desta geração.
Antigamente, em minha adolescência, não me lembro de me preocupar com isto ou sentir que minha lista de jogos a serem terminados estava sobrecarregada. O motivo principal talvez fosse a própria "leveza" do momento, onde games, apesar de importantes, não ocupavam o topo da pirâmide - lá estava toda a instabilidade, questionamento e rebeldia adolescente. O que mudou de lá para cá talvez foi justamente isto - a questão da consciência.
Isto porque em minha jovem idade adulta, na geração de consoles passada, eu já me cobrava pelos poucos games que eu levava até o fim. Hoje então, nem se fala. E imagino que não seja apenas eu que esteja passando por isto.
Mas alto lá, com certeza existem aqueles que representam uma opinião de que isto não tem importância. O jogador casual e seu FIFA ou viciado multiplayer são exemplos de pessoas que não se preocupam em "aproveitar a geração terminando o maior número possível de jogos". Inclusive já vi em comentários nas redes, pessoas que conseguem assumidamente comprar um jogo, jogar por meia-hora e "jogá-lo ao canto", nunca mais sequer o inicializando.
De fato, se tomarmos a diversão com a função principal, eles estão longe de estar errados. Percebo eu que nada melhor que inicializar um jogo novo - ao mesmo tempo que dificilmente a paixão por jogá-lo se mantém estável. É natural que "esfrie" e então o prazer passa a se tornar responsabilidade ou desafio. E é justamente neste momento que uns param e poucos continuam.
Eu faço das duas alternativas, com a consciência de que deixar de jogar um jogo me causa incômodo - sinto que sempre devo ir até o fim e isto aumenta conforme o nível de investimento. Obviamente que isto não se aplica a jogos que não gosto, mas convenhamos, estes, embora presentes, são um número menor na maioria das bibliotecas - erros todos nós cometemos na hora de comprar.
Mas então? O que fazer quando você tem uma biblioteca lotada? Será que é se organizar e ir terminando um a um?
Bom, eu concluí recentemente, até em textos passados, que é impossível você aproveitar cem por cento de uma geração. Sempre haverão jogos que você não chegará até o fim ou mesmo que sequer chegará a experimentar. Entender esta limitação é importante. Ainda que em meu Xbox One os serviços de aluguel contribuam com o aumento de minha biblioteca, preciso ser sempre sincero comigo na hora do que vou jogar. Acredito que não espaço para terminarmos os "jogos legais", somente os "que amamos, os preferidos". E isto nos obriga também a fazer cortes para tornar as coisas mais adequadas.
Vou citar um exemplo: RPG's.
Em minha conta Microsoft eu tenho acesso a vários "gigantes" deste gênero: a trilogia Dark Souls, a trilogia The Witcher, a trilogia Mass Effect ou mesmo a trilogia Dragon Age. São de dois a três jogos da mesma série, às vezes de XONE, outras de X360. Quantos de nós nos daríamos o trabalho de terminar os três Dark Souls e em uma mesma pegada os quatro Mass Effect? Concluí que temos a difícil missão de descartar - seja a franquia toda, seja parte dela. No meu caso, descartei Dragon Age, uma série que foi a que me atraiu menos e da qual eu apenas tive acesso devido ao EA Acess. Por outro lado, todos os Dark Souls viram a cor de meu dinheiro. Merece ser jogado, como já fiz. Agora, terminar os três jogos até o fim talvez seja outra história. Com Mass e Witcher, você também tem a opção de descartar partes - embora quando tentei fazer isto em Witcher, admito que foi desagradável, o que não aconteceu em Mass.
E quanto ao futuro?
Sei que cada vez mais jogos até o fim desta geração me esperam. O número vai aumentar e apenas cabe a mim fazer escolhas honrosas daqueles que pretendo chegar até o fim. Assumi também o compromisso de terminar algumas franquias como Assassin's Creed, Halo e Gears. No final de contas, minhas escolhas serão um seleto grupo, do qual os que não pertencem a ele, cairão no esquecimento.
Por isso, caros gamers que se importam em terminar os jogos, compram e assinem sempre com consciência.
Nada é melhor que você olhar uma gamertag, mesmo que sem tantos cem por cento, mas porcentagens altas no maior números de jogos. Isto comprova que você usou bem seu tempo e seu dinheiro.
Há diversos caminhos e este apenas um deles. Cada um se diverte como quer. Isto é videogame.
Então meu caro amigo com a biblioteca cheia, escolha com sabedoria onde você vai investir seu dinheiro e tempo - para evitar gastos, para evitar "aquele jogo de dois anos atrás que você comprou no lançamento e o percentual dele está em zero". E repito aos fãs de lançamentos, induzidos pela mídia: veja o lançamento como mais um jogo e não como algo melhor do que você já tem. Compre-o ou jogue-o no devido lugar de sua "fila".
Espero ter contribuído algo mais uma vez. Abraços!
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