domingo, 3 de março de 2019

Consumir e Jogar Consciente? Meio Difícil!


Acho que finalmente eu cheguei na resposta para minha maior dúvida quantos aos games.

Desde que comecei a mexer com dinheiro e eles, eu era desvairado – comprava tudo que queria. De tudo que comprei, acho que só terminei um terço.

Porém, houveram muitos games que não terminei, mas que joguei por horas e horas. A franquia Tomb Raider no PS1 foi um exemplo – eu tinha o 2, o 3, o Last Revelation e o Chonicles. Não terminei nenhum. No entanto joguei todos, por horas e horas. Depois comprei o Angel of Darkness no PC – não terminei. Até que cheguei no Legend do PS2, meu oficialmente primeiro Tomb Raider finalizado.

Eu sei que a melhor sensação do mundo é a de terminar um jogo. É uma mistura de diversão, desafio e compromisso.

Mas a verdade é que se você cria essa obsessão de sempre terminar, você não aproveita tudo o que pode de uma geração. Este é o grande segredo - pelo menos para mim.

Houveram vezes que cheguei em casa à noite querendo jogar tal jogo, motivadíssimo. Só que aí eu lembrei que estava mais avançado em outros, que tinha que jogar estes antes. Acabava me divertindo menos. O negócio é você jogar o que você quiser, o quanto você quiser, da maneira que você quiser. Isto é jogar videogame – pouco importa se fulano termina, mileta ou joga melhor. Você joga para você, afinal.

Agora no Xbox One, eu estava tendo todo o cuidado do mundo em manter instalado somente "aquilo que eu vou jogar". Só que não funciona assim! Tem dias que você simplesmente não quer jogar nada do que está instalado – a mensagem que seu cérebro passa é essa. Mas daí tem aquele jogo desinstalado ou aquele que está à venda...e a vida que segue. Desista de querer ter uma "gamertag bonita", pois isso não vai te dar nada – enquanto o compromisso for colocado à frente da diversão, você não estará desfrutando do melhor de ser gamer.

Não estou falando para você comprar toda semana a loja inteira. Isto é impossível para a maioria e até um meio vergonhoso.

Mas se você sente aquela simpatia ou gosta realmente do jogo; tira suas dúvidas em betas ou vídeos de gameplays; e por fim, ele está em promoção e VOCÊ QUER JOGAR ELE? Vai fundo meu camarada! Mesmo que você nunca mais toque nele depois daquele dia. Pelo menos você aproveitou no momento que queria e se você gosta realmente do jogo, certamente vai voltar para ele uma hora que outra. Basta parar de se fixar em coisas que você não quer jogar em determinado momento.

Tudo bem, acho que se deve ter a mínima organização. Devemos ter prioridades senão vira uma bagunça e uma desvalorização de seu dinheiro. Mas não adianta – colecionar é quase tão bom quanto jogar. E jogar é quase tão bom quanto terminar. E terminar é quase tão bom quanto miletar – tudo depende de você e daquele dia, daquele momento. Faça o que você está afim, sem exagerar.

Hoje, metade de meu tempo eu apenas jogo por jogar – e não estou falando de multiplayers. Quero dizer que uma parte de meu tempo vai para "conferir os games", jogar uma hora ou duas e a outra vai para o foco, para aqueles que quero chegar até o fim. Dropar um jogo, como se diz, não é um pecado – embora, do ponto de vista econômico ou administrativo pareça errado, nossa mente não funciona assim e a filosofia do que é um videogame também não, embora cada um tenha a sua.

Se você consegue ser cem por cento organizado, comprar somente o que joga e se foca totalmente, terminando toda semana um bom número de jogos e comprando pouco, meus sinceros parabéns.
Eu não consigo ser assim. Não me divirto.

Prefiro me divertir.

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