quarta-feira, 27 de março de 2019

Games With Gold - Porque Precisa Melhorar

Decidi fazer este texto para ajudar a traduzir o pensamento de meu mentor, ArnaldoDK, de uma maneira diferente, com o objetivo de ser pela leitura e ser por uma outra pessoa, chegarmos às luzes da razão. Tudo começa com a própria palavra da qual utilizei para chamar o Arnaldo - mentor. Isto quer dizer que ele é minha referência, que me identifico com ele, mas definitivamente que não concordo com tudo que ele diz - e aí que mora um dos grandes perigos atuais da comunidade verde (talvez até além).

A maioria das referências públicas do Xbox não dá relevância ao resultado dos Games With Gold, seja porque não querem se envolver em problemas, porque não compreendem o conceito coletivo deles ou porque, como trabalham com games, não precisam depender de games "grátis" - egoísmo, no geral. No entanto, saiba que eu já fui um dependente dos GWG e sim, eles possuem mais importância do que você, o que você joga ou sua relação com a Microsoft podem imaginar!

De novo, vou usar meu primo como exemplo.

Como dito no texto passado, o pai dele repudia o conceito moderno dos games - aquela história de pagar duzentos reais em jogo (no caso dele até cinquenta é muito). Meu primo adora jogar e hoje sua principal fonte, que lhe traz alguma coisa que lhe agrade é o EA Access. Isto porque ele não é assinante do Xbox Game Pass e seus meses de Live Gold foram conseguidos com muito esforço, inclusive minha ajuda. Seu gênero preferido é shooter-multiplayer-online, por isso se encaixa bem no que a EA oferece, com seus Battlefields. Só que nem só de shooters vive o homem e nem todo homem vive de shooters. Troque meu primo por alguém que gosta de Dark Souls. Mortal Kombat. Grand Theft Auto. E por aí vai.

A maioria dos jogadores adultos não dependem dos GWG, isto é fato. Eles podem comprar jogos, assim como assinar o Xbox Game Pass. Porém, eles também precisam pagar pela Xbox Live Gold. E não são todos que podem comprar jogos todo mês. E não são todos que podem assinar o Xbox Game Pass. Os GWG acabam sendo uma alternativa valiosa que, aos poucos está sendo deixada de lado.

O que este pessoal, seguidor de seitas ou que só pensa no próprio umbigo precisa entender é que a maioria das pessoas quer jogar, eu diria de forma preconceituosa, games de verdade. Indies é um gênero de nicho, da mesma forma que jogos antigos, do Xbox 360 e do Xbox clássico. Games de verdade são os Triple A famosos, de qualidade garantida, como a própria trindade da Microsoft ou esses outros que antes citei. E para um número bem grande de pessoas, os GWG são a alternativa que resta, perante as circunstâncias.

Você pode chegar e me vir com aquela com conversa parecida com a mentalidade do Don Mattrick - que no momento que o presidente da Sony fez algo parecido, você ironizou - de que você deveria saber que as coisas são assim quando comprou seu Xbox One ou que você deve trabalhar para mudar sua condição. Mas pensemos: será que não soa no mínimo absurdo que não exijamos qualidade de uma, se não a maior, empresa do tamanho e capital da Microsoft? Eu não espero menos que o máximo, como consumidor.

Porque penso no meu primo, assim como nas pessoas que necessitam dos GWG. Elas têm o direito - como a Microsoft têm o dever. Se fosse a Sony ou a Nintendo, não sei, talvez eu não exigisse tanto. Mas é a Microsoft - vocês têm noção do tamanho dela? Se estou com a melhor empresa, nada menos do que o melhor. E se aquela pessoa de menor renda, que não pode comprar muitos jogos ou assinar os serviços deu duro e comprou um Xbox One e assinou a Live Gold, ela merece sim qualidade por tudo aquilo que ela pagou. Até mesmo por jogos "grátis".

O mundo não gira em torno de como você joga ou enxerga os games - é preciso ver além. Se eu pensasse só em mim, não estaria fazendo este texto. A própria Microsoft - ou Xbox - se ajudaria se melhorasse os defeitos de seus serviços. E não me venha com essa que devemos bater palmas só para o positivo - vejam o que aconteceu com a Sony e sua relação com o consumidor por falta de cobrança. Estamos com a melhor empresa, então ela deve provar o porquê é a melhor, atingindo todas as massas e sem fanáticos para justificar aquilo que não é o melhor para todos - que não estou dizendo que é o que eu digo, mas na minha opinião.

Por fim, meu caro fã de Xbox, deixo um recado para você e sua vida: por mais que você seja fã ou seguidor de qualquer pessoa pública do meio gamer, saiba que esta pessoa é de carne e osso como você. Saiba que ela comete erros, age de má índole e tudo mais que você espera de um ser humano. Busque ser melhor que ela e não ser como ela. Você tem seu potencial, ela tem o dela - absorva o que é útil, descarte o que é inútil. Ninguém chega a lugar nenhum pensando exatamente como outro alguém.

Pior ainda pensando só em si-mesmo.

domingo, 24 de março de 2019

Meu Abandono do Gamescore

O relato desta situação está meio atrasado. Creio que já fazem uns quatro meses desde que abandonei este estilo de jogo.

Não sei bem explicar o motivo. O intuito deste texto é justamente descobrir isto, ver se meu estilo de jogo atual é melhor, assim como prever se possivelmente eu volto algum dia. Algo assim.

O cerne para entender todas as questões é acompanhar tudo, desde o início.

Para mim, pelo menos, toda essa coisa de conquistas ou aquilo que me achou mais atenção, os "percentuais" da Xbox Live, começou quando comprei o Xbox One em 2016. Isto porque meu Xbox 360 era desbloqueado e sabemos que as plataformas mais antigas não trabalhavam com estes patamares - a não ser questões semelhantes como pontuações e também, percentuais - estes sempre foram os que mais seduziram, tal como um obsessivo-compulsivo clássico.

Minhas primeiras experiências com o XONE, por total desconhecimento de serviços como os Games With Gold ou o EA Access (ainda não havia o Xbox Game Pass), foram com games-lançamento que comprei, como comprava jogo pirata, assim, sem refletir muito. Neles, porém, ao olhar meu perfil e ir descobrindo o mundo maravilhoso do Xbox, vi que haviam desafios a serem batidos. E eu estava disposto a consegui-los.

De início, como meus games eram todos triple A, rapidamente concluí que atingir cem por cento era algo um tanto quanto insano - ainda mais se você sempre jogou com o ímpeto simples de apenas terminar o jogo. Baixei esta exigência para setenta por cento, depois para cinquenta - algo acessível para os mortais. Mas ainda assim alguns jogos, teimavam em não atingir grandes números e tinham conquistas extremamente difíceis, umas ligadas ao online e outros jogadores, outras à DLC's. Assim, percebi que atingir os tais percentuais altos, não era algo viável para ser feito.

Foi então que conheci uma figura no Youtube - conhecido e polêmico integrante da comunidade verde, nosso querido ArnaldoDK.

Eu já conheci a Xbox Mil Grau e após os "exposed" deles em lendas como o Zangado, ou a questão da "gamertag fechada" dos jornalistas, fizeram eu dar mais importância à esta questão. No entanto, quando observava a forma de ser e jogar dos XMG e a de DK, percebi que era mais identificado com a cabra - um cara de origem humilde, que tinha que comprar seus jogos e nem sempre isto era possível. Também havia detalhes mais pessoais que não mencionarei, mas de todo, me achei bem parecido com o Arnaldo. Foi então que ouvi a sua grande marca, o maior gamerscore do Brasil ou o primeiro milhão.

Não sei bem ao certo qual foi o primeiro, mas eu tinha um certo preconceito com games indies - falta de informação mesmo. Foi então que decidi aumentar o meu gamerscore, assim como ArnaldoDK. Outra coisa me motivou também - conforme fui comprando os primeiros games, tinha eu a conta compartilhada com meu primo, um pré-adolescente, do qual o pai abominou seu desejo de ter um Xbox, quanto mais o gasto com games originais. Desta forma, Nicolas, o nome dele, dificilmente poderia comprar jogos, como um adulto como eu. Compartilhei a conta com ele por compaixão. Só que quando comecei a pontuar no gamescore, rapidamente ele começou a fazer a mesma coisa, o que considerei injusta a forma, pois era eu quem pagava cem por cento os jogos. Troquei então o compartilhamento dele com meu amigo, este, com emprego e dinheiro. Mais produtivo para mim.

E então, meio de forma automática, o negócio foi crescendo. Acompanhava sempre o quadro das "Deals With Gold" do Arnaldo e lá, sempre dava um jeito de fazer a festa. Lembro que alguns games foram prazerosos de jogar como Dear Esther, enquanto outros, aqueles que você joga com guia como Burning Test, aumentavam ao máximo meu nível de estresse. E claro que junto com isso não deixei de jogar meus Triple A, como as franquias Halo, Gears e Assassin's Creed.

Como todo bom gamescorer, descobri o site do TrueAchievements e então, comecei a estabelecer metas de onde eu queria chegar. Começou com vinte mil, trinta, até chegar aos cinquenta. E cada vez mais minha pontuação, em minha cabeça, me gerava uma "autoestima gamer" - a que eu não tinha para jogar shooters multiplayer. A coisa foi indo assim até eu chegar em minha grande meta, os cem mil. No entanto, foi neste período que eu terminei Tomb Raider Definitive Edition e começaram as conversas de transição de geração. Assim, me veio um pensamento de que eu deveria aproveitar melhor meu tempo com games de qualidade garantida - não havia tempo para experiências ou descobertas. Assim, abandonei o gamescore.

Hoje, depois de quatro meses jogando neste estilo, se fosse fazer uma comparação sobre mais ou menos diversão entre o ano passado e este, entre a vida do gamer individualista, que só busca terminar campanhas e o pontuador de indies, eu sinto que não existe uma diferença significativa, pois ambos os estilos têm suas belezas. Quando eu era gamescorer, lembro das pessoas vendo eu como aquele cara jogando os games estranhos sempre com a pontuação alta - e uma média de horas jogadas mais alta no videogame. Hoje, porém, como sou mais focado no término de jogos grandes, estes episódios são mais raros - por isso quando acontecem, fico bem satisfeito. Minha vida pessoal também mudou, com emprego e dedicação aos esportes. Menos horas para Xbox.

No fim, concluí que no meu caso, por não ser streamer ou youtuber, ninguém se importaria com a minha gamertag. Então, passei a me focar no término dos jogos grandes - não importando o tempo que levasse ou o menos tempo que tinha para jogar. Não me arrependo, pois de certo modo, jogar games indies "ruins" é como desperdiçar o potencial do Xbox, assim como seu próprio tempo. Sei que às vezes você quer jogar uma coisa mais "arcade" sem muita frescura naquele dia cansado - e para mim, jogos como os de luta ou esporte cumprem bem esta função, sem ligar para progresso ou história.

No fim das contas, meu grande objetivo é ter terminado pelo menos um jogo de uma franquia consagrada que eu goste - o que naturalmente me obriga a descartar algumas. Dragon Age é o exemplo que sempre cito. Agora, com o lançamento de Sekiro, Dark Souls acabou se tornando um sério candidato. No fim das contas, acredito que não vou ter muitos orgulhos para contar de grandes jogos que terminei, mas os que tenho, já bastam. Isto porque sinto que a forma como lido com os games hoje é bem mais saudável que ano passado - onde vivia uma vida sedentária e desprovida de renda.

Mas será que algum dia voltarei ao gamescore? Buscar chegar aos 150 mil?

Sinceramente, não me atrai muito. O dinheiro que gasto com estes jogos, sinto que poderia gastar em games de bem mais valor para mim - e não falo de lançamentos. Clássicos como Tomb Raider Legend que comprei esta semana, parecem importar mais para mim hoje do que aumentar meu gamescore - isto não muda minha vida em nada. Às vezes eu até questiono o a atividade de jogar videogame - se não deveria voltar para minha antiga vida de leitor e estudante neste tempo. Porém, percebo que merecemos um pouco de lazer nas vinte e quatro horas de nosso dia - fazermos aquilo que gostamos. E sei que videogame sempre estará lá, me esperando - não preciso me preocupar se vai estar disponível ou não. Da mesma forma, para terminar qualquer game que seja, preciso do esforço mental que assistir filmes, séries ou vídeos, não me proporciona. Hoje, praticamente abandonei o cinema, sendo minha única atividade tecnológica os games e a busca por informações sobre eles.

Assim, espero que mais campanhas cheguem ao fim pelos meus dedos. Obrigado pela leitura!

domingo, 3 de março de 2019

Consumir e Jogar Consciente? Meio Difícil!


Acho que finalmente eu cheguei na resposta para minha maior dúvida quantos aos games.

Desde que comecei a mexer com dinheiro e eles, eu era desvairado – comprava tudo que queria. De tudo que comprei, acho que só terminei um terço.

Porém, houveram muitos games que não terminei, mas que joguei por horas e horas. A franquia Tomb Raider no PS1 foi um exemplo – eu tinha o 2, o 3, o Last Revelation e o Chonicles. Não terminei nenhum. No entanto joguei todos, por horas e horas. Depois comprei o Angel of Darkness no PC – não terminei. Até que cheguei no Legend do PS2, meu oficialmente primeiro Tomb Raider finalizado.

Eu sei que a melhor sensação do mundo é a de terminar um jogo. É uma mistura de diversão, desafio e compromisso.

Mas a verdade é que se você cria essa obsessão de sempre terminar, você não aproveita tudo o que pode de uma geração. Este é o grande segredo - pelo menos para mim.

Houveram vezes que cheguei em casa à noite querendo jogar tal jogo, motivadíssimo. Só que aí eu lembrei que estava mais avançado em outros, que tinha que jogar estes antes. Acabava me divertindo menos. O negócio é você jogar o que você quiser, o quanto você quiser, da maneira que você quiser. Isto é jogar videogame – pouco importa se fulano termina, mileta ou joga melhor. Você joga para você, afinal.

Agora no Xbox One, eu estava tendo todo o cuidado do mundo em manter instalado somente "aquilo que eu vou jogar". Só que não funciona assim! Tem dias que você simplesmente não quer jogar nada do que está instalado – a mensagem que seu cérebro passa é essa. Mas daí tem aquele jogo desinstalado ou aquele que está à venda...e a vida que segue. Desista de querer ter uma "gamertag bonita", pois isso não vai te dar nada – enquanto o compromisso for colocado à frente da diversão, você não estará desfrutando do melhor de ser gamer.

Não estou falando para você comprar toda semana a loja inteira. Isto é impossível para a maioria e até um meio vergonhoso.

Mas se você sente aquela simpatia ou gosta realmente do jogo; tira suas dúvidas em betas ou vídeos de gameplays; e por fim, ele está em promoção e VOCÊ QUER JOGAR ELE? Vai fundo meu camarada! Mesmo que você nunca mais toque nele depois daquele dia. Pelo menos você aproveitou no momento que queria e se você gosta realmente do jogo, certamente vai voltar para ele uma hora que outra. Basta parar de se fixar em coisas que você não quer jogar em determinado momento.

Tudo bem, acho que se deve ter a mínima organização. Devemos ter prioridades senão vira uma bagunça e uma desvalorização de seu dinheiro. Mas não adianta – colecionar é quase tão bom quanto jogar. E jogar é quase tão bom quanto terminar. E terminar é quase tão bom quanto miletar – tudo depende de você e daquele dia, daquele momento. Faça o que você está afim, sem exagerar.

Hoje, metade de meu tempo eu apenas jogo por jogar – e não estou falando de multiplayers. Quero dizer que uma parte de meu tempo vai para "conferir os games", jogar uma hora ou duas e a outra vai para o foco, para aqueles que quero chegar até o fim. Dropar um jogo, como se diz, não é um pecado – embora, do ponto de vista econômico ou administrativo pareça errado, nossa mente não funciona assim e a filosofia do que é um videogame também não, embora cada um tenha a sua.

Se você consegue ser cem por cento organizado, comprar somente o que joga e se foca totalmente, terminando toda semana um bom número de jogos e comprando pouco, meus sinceros parabéns.
Eu não consigo ser assim. Não me divirto.

Prefiro me divertir.

Porquê Não Trocar de Xbox

 Existem pessoas que respiram o assunto dos videogames boa parte de seu tempo de lazer - eu sou uma delas. Os games também provaram que são ...