domingo, 26 de maio de 2019

Pessoal, Stealth e Assassin's Creed

Decidi dar uma passada aqui e tirar a poeira do blog. Infelizmente, como trabalho também com escrita, acabo tendo que direcionar a maior parte de minha dedicação para a questão profissional. No entanto, não está em meus planos abandonar meu humilde blog sobre games, até porque hoje, em um mundo onde redes sociais colocam limite de caracteres no que você escrever, sei que aqui sempre será um espaço aberto.

Optei por no texto de hoje falar simplesmente sobre o que estou vivendo pessoalmente em relação ao universo gamer - quase que como um diário. Concluí que isto me ajuda na inspiração, pois ao escrever sobre um tema específico, você sente quase sempre que faltou algo. Isto sem falar que você fica naquela selva de repetições sobre coisas que todo mundo está falando (sobre a E3, por exemplo) e então você é só mais um. Como não sou youtuber, pro gamer ou qualquer referência no universo gamer, acho que sou mais bem mais como a maioria dos jogadores. Assim, descrevendo minha vida pessoal gamer é mais fácil do leitor se identificar.

Mas chega de enrolação! Primeiro quero falar sobre o que estou jogando. No meu Xbox One tenho uma aba, um grupo que criei chamado "Prioridades" - lá estão os jogos que pretendo dar sequência (embora eu não a siga religiosamente, óbvio). Desde outubro do ano passado tenho buscado miletar Assassin's Creed Odyssey. Já estou com cerca de 91% - terminei todo o jogo principal, com exploração de todos os mapas, coletáveis e diabo a quatro, assim como as três partes da primeira DLC, "O Legado da Primeira Lâmina". E por fim, terminei a primeira parte, explorando o novo mapa, "os campos de Elísio" da segunda DLC, "O Destino de Atlântida. Agora estou aguardando a segunda parte - que não sei se será a última. Em meio a este tempo, ontem fiz umas conquistas básicas que ainda não tinha feito. Ficou faltando uma que realmente parece estar bugada e está me irritando.

Ao longo da semana e ontem também, joguei bastante um outro jogo de minha lista, que ora jogo sozinho, nas questões mais secundárias, ora jogo em cooperativo com meu amigo WillSouza55. Trata-se de Ghost Recon: Wildlands. Admito que quando comprei este jogo, minha expectativa era alta. Quando fui jogar, no entanto, dei uma desanimada, acho que porque existe bastante coisa para aprender. Mas quando retomei o jogo com aprimoramento no Xbox One X, meu Deus! Aconteceu uma das maiores melhoras que vi em comparação ao meu antigo Xbox One FAT - parece quase outro jogo em beleza gráfica. E por fim, apesar de não ser um grande jogador, fui entendendo as mecânicas do jogo e a principal delas, de que não se trata de um jogo de tiro e ação, mas de stealth - e enquanto você não domina isto, você simplesmente não joga. Simples assim.

Percebo que ultimamente tenho andado de mãos dadas com este gênero, vide minha paixão por Assassin's Creed.

E como este não é um blog basicamente sobre games, mas sobre pensarmos a respeito deles, acho que a grande questão que abordo hoje é esta: qual o motivo do sucesso do uso dessa técnica perante o tradicional tiroteio/conflito de espadas? Porque é mais prazeroso você matar um inimigo a extrema curta distância, sem ele te perceber do que em um confronto direto? Ou mesmo, nem matar para atingir o objetivo? Talvez seja um sinônimo de esperteza, de desafio maior, aos olhos de alguns. Podemos estranhamente usar os jogos de luta como referência. Quando vencemos nosso adversário sem perdermos uma gota de HP, é considerado o alto calibre da vitória (e humilhação adversária). O mesmo acontece com o stealth. O desafio de progredir sem ser visto, como uma sombra, tem superado, para muitos o "olho por olho". Isto porque não basta atirar é bem - é preciso pensar, articular, elaborar uma estratégia e ter paciência. Para mim, isto é totalmente um símbolo da inteligência superando a força bruta - e muitos de nós nos identificamos com isto, certo?

Há pouco tempo também, por insistência de meu amigo Cafubira12, decidi jogar um símbolo dos games stealth, Hitman. Já conhecia este jogo e aparentemente nunca havia demonstrado tanto interesse pelo mesmo. No entanto quando fui jogar esta nova leva da franquia, fiquei impressionado com o tanto de opções que você tem em mãos para executar suas missões sem ser visto. Em Hitman (diferente de Assassin's Creed ou Ghost Recon) não existe a opção "ser visto e trocar tiros". Se isto acontecer, as chances do fracasso são praticamente 100%. Com entusiasmo e por sua estrutura mais linear, terminei o jogo em poucos dias, extremamente satisfeito com o que ele me proporcionava. Porém, deixo avisado: Hitman é um jogo de nicho e tudo que você via encontrar nele é baseado no stealth. Se você não apresenta o perfil psicológico para este tipo de jogo, passe longe, diferente de Assassin's Creed, por exemplo, que você pode sempre resolver tudo "na porrada".

Inclusive este seria um desejo meu em meio à nova fase da franquia da Ubisoft - esta que está tentando tornar AC um RPG. Acredito que a dificuldade em meio ao stealth deveria aumentada significativamente, assim como a exigência, sem muito foco na batalha. Sei que isto que talvez fizesse as vendas do jogo caírem, mas que houvesse ao menos um "modo de jogo" - para os assassinos mais entusiastas das sombras. Em Odyssey podemos dar um desconto devido aos "semideuses" Alexios e Kassandra - no entanto me lembro de Altair e Ezio, do início da franquia. Eles eram simplesmente humanos tinham apenas "traços" de poder sobre-humano (como a famosa Visão de Águia). Mas no geral, eram humanos comuns. Na época, o realismo não era tão exigido nos games como hoje, no entanto, todos esperamos um novo jogo com a Irmandade dos Assassinos já formada, sem "origens" ou "precursores". Isto faz com que devamos jogar com um ser humano comum - que dificilmente vence cinco homens em batalha. Por isso, gostaria que a Ubisoft trabalhasse um pouco neste quesito.

Por hora, encerro por aqui, para que existe a possibilidade física de alguém ler. Gostaria de opiniões ou feedbacks sobre este modelo de escrita mais pessoal. Quem puder, profundamente agradeço.

Até!

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