Considerando do ponto de vista superficial, já respondo que é obvio que sim!
Afinal de contas, penso eu, que cada plataforma das quatro grandes principais (Xbox, Playstation, Nintendo e PC) possui sua própria forma e peculiaridades para usarmos conforme nossas preferências. Isso vai desde a forma de jogar (console, portátil ou PC, por exemplo), o sistema operacional, serviços e o mais óbvio de tudo - os jogos. Estes, ainda que seja o mesmo game, certamente lhe oferecerá uma experiência única em cada plataforma, principalmente quando se trata de diferença mais gradativas (como console e PC, por exemplo). Por fim, se você é um verdadeiro entusiasta do mundo gamer, é sempre bom poder acompanhar o que, por si, só cada um desses universos oferece ao consumo, de sua forma completamente única e particular e pasmem, nunca ficar de fora de nada.
Porém, sabemos que esta é uma realidade um tanto quanto utópica para a maioria dos brasileiros.
O problema começa na óbvia questão financeira e termina na questão cultural. Na segunda, caso você não tenha uma "família gamer", sua esposa/marido, seus pais e outrem, ainda que possam não ter investido um centavo em sua coleção, certamente tendem a criar um patamar de desrespeito e cobrança, lhe cobrando porquê você investiu dinheiro nisso e não em uma casa ou um carro por exemplo. Nem mesmo em famílias ricas creio que este preceito seja deixado de lado. Desnecessário comentar situações de pessoas mais jovens, com dependência financeira: aqui realmente é uma questão herética.
Percebam que eu fui, de certo modo, a dois extremos. No entanto vou tentar me fixar ao mais próximo que consigo de um padrão: uma espécie de gamer brasileiro comum - pessoa de trinta anos de classe média para baixa e com renda de dois salários mínimos (já não é tão comum assim, mas enfim...). Afinal de contas, você, dono de Xbox e casado, por exemplo, vale a pena enfrentar todos estes obstáculos em prol de comprar um PS4? Ainda mais nesta reta do campeonato?
Obviamente que dei este exemplo por ser a minha situação respectiva - assim fica mais fácil, claro. Tenho tido este pensamento devido a certas peculiaridades minhas: sou entusiasta de jogos de temática oriental e de luta, dentre outros, que não têm na plataforma verde. Você poderia me questionar o porquê de eu não ter comprado um Playstation e eu já lhe respondo: na minha visão, o suporte da empresa, o custo-benefício, serviços e a totalidade do Xbox One (principalmente o X) sempre foram superiores ao PS4. Da mesma forma que este descaso com a cultura dos games orientais sempre foi algo que me incomodou no Xbox. Mas é assim mesmo: se uma plataforma tivesse tudo não veríamos por aí tantas guerras de consoles e coisas do tipo.
Mas voltando a perspectiva racional da coisa: hoje em dia, conto com cerca de 300 jogos, mais ou menos, de minha propriedade em minha conta Xbox - variando entre as 3 plataformas já criadas pela Microsoft. Também sou assinante do EA Acess e do Xbox Game Pass Ultimate, o que engorda ainda mais esta lista, sem contar, claro, que estou com o console mais poderoso da geração e uma bela televisão 4K, criando para mim, talvez a perspectiva de setup mais poderosa que um dono de console poderia ter. No entanto, se sabe que jogos não se limitam a isto - são bem mais. Talvez o que mais os defina seria o seguinte conceito: aproveitar a geração jogando tudo que você exatamente quer jogar. Simples assim.
Vou lhes dar um exemplo: sem dúvidas eu gostaria de jogar games como Nioh e Street Fighter 5, exclusivos de PS4 nos consoles. Se eu tivesse tido a oportunidade de comprá-los, quem sabe jogos que não tenho esta mesma certeza de minha propriedade, como Dark Souls, por exemplo, não estariam na minha chamada "pilha da vergonha". No entanto, é óbvio que esta perspectiva mais funcional e de aproveitamento é algo recente, sendo que até a pouco me via como um colecionador - na obrigação de ter a maioria dos jogos de renome. Hoje, devido a minha rotina complicada, percebo que o meu tempo e dinheiro são valiosos demais para serem desperdiçados. Assim, mal nenhum tem e eu abrir mão de um Red Dead Redemption 2 (que possui uma temática que, de todo, não me agrada) para um jogar um Yakuza, por exemplo. Isto significa melhor aproveitamento de minha (complicada) vida gamer.
Talvez até aqui, por si, a questão já tenha sido respondida, no entanto, existem dois pontos a se ponderar - nem sempre podemos ou devemos fazer o que queremos. Isto quer dizer que investir mais de mil reais e um novo videogame para ter acesso a jogos que o meu não tem, pode ressoar como um certo ato de gula - possivelmente desnecessário. Isto porque por mais que eu queira jogar tais jogos azuis, existem um tanto considerável de verdes que tenho o mesmo desejo e ainda não fiz - Sekiro, The Wicther 3 e Final Fantasy XV são alguns exemplos. Aqui então fica complicado não pensar que se trata de um investimento de vaidade e não necessariamente de aproveitamento, pois, ainda que você me diga que God of War foi o jogo de sua vida, em meu caso e vendo minha realidade, afirmo que tal conceito não ressoa como "vida ou morte" para mim como talvez ressoe para outras pessoas.
Por último, é claro, existe a perspectiva técnica: eu não compraria um PS4 Pro e sim um Slim ou até um FAT. Esta regressão de poder para quem está acostumado com o Xbox One X, como apareceria aos meus olhos? Claro, de novo, um game não se limita a isto - se não eu não estaria jogando Doom 2 e nem teria jogos de Xbox Clássico, por exemplo. No entanto, quando se trata de um investimento maior, este fator acaba pesando.
Para terminar, basta olhar o período que estamos: falta cerca de exatamente um ano para que as novas plataformas, PS5 e Scarlett, sejam lançadas, sem falar de grandes lançamentos prometidos para o ano que vem, como Doom Eternal e Cyberpunk 2077 - sem falar nos games que ainda não joguei, sem falar nos que chegarão ao Game Pass, sem falar nos que posso comprar nas promoções. Se minha razão falar mais alto, provavelmente não pegarei as plataformas novas em seu lançamento - irei dar a clássica esperada de uns dois anos. No entanto a emoção pode acabar falando mais alto e se eu for por ela, acaba surgindo o seguinte questionamento: melhor um Scarlett ou um Xbox One e um PS4 para os próximos dois anos? Eis uma pergunta difícil de ser respondida, embora o PS4 leve certa vantagem devido ao menor investimento - que certamente não será o do Scarlett em seus primeiros meses de lançamento. No entanto, o adquirir do PS4 me deixaria ainda mais longe do Scarlett, embora eu desconheça ainda qual é sua necessidade - quem ele é perante o Xbox One X? Acredito que a resposta desta pergunta me ajudaria.
Dois anos de Playstation 4, somados a Game Pass e meu backlog do Xbox One X...bastante coisa.
Será que eu daria conta? Seria necessário muito filtro.
No final das contas, a percepção que tenho é que a união dos dois consoles parece algo mais forte que o "vazio" novo console - poder não são jogos, creio eu.
Minha conclusão é que se o Scarlett não puder me oferecer uma experiência 4k60 em meus jogos velhos de Xbox, de início, ele não se sobressairia à dupla XONE-PS4. Somente quando trouxesse seus próprios jogos, principalmente alguns de origem japonesa, ele poderia me fazer esquecer do console azul. Mas ora, isso não é algo que eu acredite. No fim, comprar o PS4 parece ser o melhor e, daqui a três anos, ter uma moeda de troca a mais pelo novo console da Microsoft ou, até mesmo, manter a dupla Scarlett e PS4, até que o PS5 inspire desejos o suficiente para tê-lo. Pela emoção, esta última parece ser a melhor ideia. Pela razão, no entanto, negócio é ficar com meu One X, esperar o momento e trocar pelo novo - frio, simples, mas eficaz.
Razão ou emoção?
quinta-feira, 14 de novembro de 2019
sexta-feira, 8 de novembro de 2019
Por Que Jogar Videogame?
Depois que me tornei adulto, a partir da geração passada, esta foi sempre uma questão que me intrigou.
Tanto que sinto que aproveitei pouco tal geração - tenho tentado fazer o contrário, da melhor maneira que posso com esta.
O que jogar videogame exatamente representa na vida de um ser humano ou por que motivo eu mesmo faço este questionamento?
Vejamos bem.
Se sabe que a infância ou a adolescência são momentos de nossas vidas nos quais dá a impressão do quesito responsabilidade ser algo mais leve - sobre a visão de um adulto, óbvio. Indo mais a fundo: sem dúvida alguma existe tanta responsabilidade ou esforços e desafios nas vidas dos mais jovens, porém, a consciência destes fatos é mais nula. Basicamente, não nos preocupamos tanto em como usamos nosso tempo ou se estamos "vivendo bem" nossas vidas - apenas fazemos o que gostamos e o que temos que fazer. Ponto final.
Não quero me estender muito na questão psico-filosófica aqui, mas sua introdução é importante.
Na vida adulta, porém, assim que a ficha cai, passamos a nos cobrar mais por sucessos maiores - se antigamente eu seria o rei do mundo ao dar um beijo na menina que gostava e tirar notas boas ao longo de todo ano, hoje a coisa fica mais complicada. Precisamos trabalhar - sobreviver, de forma mais direta. Isto parece exigir um direcionamento sobre no que vamos usar nosso tempo e esforço, afinal de contas, nossos pais "não vivem para sempre", falando de forma mais brutal. O profissional acaba sendo o centro - sem ele, parece que não conseguimos nada, como casamento, por exemplo.
Mas então vamos fazer um teletransporte para você gamer adulto que, digamos, já passou por estes desafios - tem um emprego estável, uma esposa, talvez um filho. Se sabe que para o trabalhador, o momento de lazer é crucial para que mantenha a sanidade e jogar videogame talvez seja uma forma de usar este seu tempo mais para você - se divertir fazendo o que gosta, simples. No entanto, certamente já lhe ocorreram questionamentos sobre o papel disto em sua vida. O tempo que você joga videogame, em tese, você poderia estar fazendo algo mais produtivo, por exemplo. Ficando com sua família, praticando exercícios, estudando. O dinheiro também faz a diferença: os 4mil que você irá pagar no seu console de nova geração, assinaturas e jogos, certamente terão um impacto sobre sua renda - não valeria mais a pena investir em cursos, mestrados, especializações?
Me parece totalmente injusto afirmarmos que jogar videogame se trata de algo improdutivo. Para mim, improdutivo é você estar insatisfeito com qualquer coisa que faça e desta forma de manter, em uma zona de conforto. O trabalho, o casamento e tudo mais da vida adulta demandam nossa energia - de novo, é crucial que tenhamos estes momentos de lazer para nos recuperarmos. E danem-se completamente os "mais deveres"! Só podemos eles aceitarmos, de acordo com nossa perspectiva do momento - se queremos ganhar mais ou algo parecido. No entanto, se, como meu caso, você só busca viver sua vida, os games em nada se diferenciam de qualquer outra atividade. Digo mais: se você cresceu com eles, sua prática e interação representam uma verdadeira energia para sua alma se renovar. De novo, entra a questão da perspectiva: o que representam os games em sua vida?
Posso dizer que na minha, em muitos aspectos, me formaram. Meu amor pelo esporte e pelas artes marciais, em muito vieram dos jogos de luta, Mortal Kombat, mais necessariamente. De praxe, este game me trouxe outras coisas (junto com muitos outros) como a paixão pelo universo oriental - que olhem só, uso como referência em meu trabalho como psicólogo.
A questão então acaba ficando em quem você é. Se você jogou videogame ao longo de sua vida, mas tudo aquilo não passou de uma brincadeira de esconde-esconde infantil, bem, talvez manter os hábitos com isso em sua vida não seja para você. Mas se você mergulhou nos personagens, aprendeu conceitos sobre a vida e as virtudes, aprendeu inglês e tantas outras coisas, podemos dizer que os games têm cadeira cativa em seus hábitos - mesmo que você mais jogue do que leia ou faça atividades físicas.
Se os games fazem parte da base de sua alma, só você sabe. E se fazem, dê a eles o valor que eles merecem.
O Todo de sua vida agradece.
Tanto que sinto que aproveitei pouco tal geração - tenho tentado fazer o contrário, da melhor maneira que posso com esta.
O que jogar videogame exatamente representa na vida de um ser humano ou por que motivo eu mesmo faço este questionamento?
Vejamos bem.
Se sabe que a infância ou a adolescência são momentos de nossas vidas nos quais dá a impressão do quesito responsabilidade ser algo mais leve - sobre a visão de um adulto, óbvio. Indo mais a fundo: sem dúvida alguma existe tanta responsabilidade ou esforços e desafios nas vidas dos mais jovens, porém, a consciência destes fatos é mais nula. Basicamente, não nos preocupamos tanto em como usamos nosso tempo ou se estamos "vivendo bem" nossas vidas - apenas fazemos o que gostamos e o que temos que fazer. Ponto final.
Não quero me estender muito na questão psico-filosófica aqui, mas sua introdução é importante.
Na vida adulta, porém, assim que a ficha cai, passamos a nos cobrar mais por sucessos maiores - se antigamente eu seria o rei do mundo ao dar um beijo na menina que gostava e tirar notas boas ao longo de todo ano, hoje a coisa fica mais complicada. Precisamos trabalhar - sobreviver, de forma mais direta. Isto parece exigir um direcionamento sobre no que vamos usar nosso tempo e esforço, afinal de contas, nossos pais "não vivem para sempre", falando de forma mais brutal. O profissional acaba sendo o centro - sem ele, parece que não conseguimos nada, como casamento, por exemplo.
Mas então vamos fazer um teletransporte para você gamer adulto que, digamos, já passou por estes desafios - tem um emprego estável, uma esposa, talvez um filho. Se sabe que para o trabalhador, o momento de lazer é crucial para que mantenha a sanidade e jogar videogame talvez seja uma forma de usar este seu tempo mais para você - se divertir fazendo o que gosta, simples. No entanto, certamente já lhe ocorreram questionamentos sobre o papel disto em sua vida. O tempo que você joga videogame, em tese, você poderia estar fazendo algo mais produtivo, por exemplo. Ficando com sua família, praticando exercícios, estudando. O dinheiro também faz a diferença: os 4mil que você irá pagar no seu console de nova geração, assinaturas e jogos, certamente terão um impacto sobre sua renda - não valeria mais a pena investir em cursos, mestrados, especializações?
Me parece totalmente injusto afirmarmos que jogar videogame se trata de algo improdutivo. Para mim, improdutivo é você estar insatisfeito com qualquer coisa que faça e desta forma de manter, em uma zona de conforto. O trabalho, o casamento e tudo mais da vida adulta demandam nossa energia - de novo, é crucial que tenhamos estes momentos de lazer para nos recuperarmos. E danem-se completamente os "mais deveres"! Só podemos eles aceitarmos, de acordo com nossa perspectiva do momento - se queremos ganhar mais ou algo parecido. No entanto, se, como meu caso, você só busca viver sua vida, os games em nada se diferenciam de qualquer outra atividade. Digo mais: se você cresceu com eles, sua prática e interação representam uma verdadeira energia para sua alma se renovar. De novo, entra a questão da perspectiva: o que representam os games em sua vida?
Posso dizer que na minha, em muitos aspectos, me formaram. Meu amor pelo esporte e pelas artes marciais, em muito vieram dos jogos de luta, Mortal Kombat, mais necessariamente. De praxe, este game me trouxe outras coisas (junto com muitos outros) como a paixão pelo universo oriental - que olhem só, uso como referência em meu trabalho como psicólogo.
A questão então acaba ficando em quem você é. Se você jogou videogame ao longo de sua vida, mas tudo aquilo não passou de uma brincadeira de esconde-esconde infantil, bem, talvez manter os hábitos com isso em sua vida não seja para você. Mas se você mergulhou nos personagens, aprendeu conceitos sobre a vida e as virtudes, aprendeu inglês e tantas outras coisas, podemos dizer que os games têm cadeira cativa em seus hábitos - mesmo que você mais jogue do que leia ou faça atividades físicas.
Se os games fazem parte da base de sua alma, só você sabe. E se fazem, dê a eles o valor que eles merecem.
O Todo de sua vida agradece.
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