Ao longo desta minha jornada recente pelos games, uma das coisas que mais tem me intrigado é isto: como, de fato, devemos jogar videogame, ou melhor, como nós, em específico, devemos fazê-lo? Afinal, sabemos, antes de tudo que as pessoas são diferentes, únicas. Nós próprios somos assim - mudamos com o tempo, com o humor.
A pergunta parece simples, até idiota no quesito geral. Mas definitivamente, não é.
Sim, de fato, nosso estilo de jogar muda conforme a pessoa, conforme a circunstância. Mas acredito, no meu caso, que uma essência deve ser mantida. A minha no caso, acredito que se baseia no "bom consumo".
Serei mais específico para que compreendam o que quero dizer.
Digamos que você comprou seu console no dia do lançamento. Veio com ele seu primeiro exclusivo. Tem coisa melhor? Você começa então a jogá-lo e, dentro de um certo tempo, sente que precisa de mais variação - de jogos diferentes. Você compra outro jogo e joga - mas será que seu jogo "antigo" deu tudo já que tinha que dar? Você zerou sua campanha? Aproveitou seu online? Fez um bom número de conquistas? Esta é a essência de meu questionamento: o intervalo entre compras de jogos e o quanto desfrutamos deles.
Isto vem de uma espécie de "trauma" meu.
Vivi a época de outro da pirataria no Brasil. Tive muitos jogos de PS1, PS2, X360. E tenho certeza, de pernas juntas, que não terminei nem 50% dos games que tive em todas as plataformas. Hoje tenho praticamente 150 games em minha conta de XONE - nunca tinha tido um número tão alto. E sei que não terminei a metade, mas também me questiono o que é de fato, "terminar".
Se você não se incomoda com os jogos que "desiste" ou não termina, devo dizer que eu me importo. Assim como grandes jogos da geração que deixo de aproveitar, por qualquer motivo que seja - PRINCIPALMENTE por estar prendido demais a algum, fazendo coisas que, digamos, desnecessárias, como horas demais em conquistas, missões secundárias, coletáveis e por aí vai. Um jogo, para mim, é sua campanha principal, terminada entre e o normal e o difícil e acabou. Luta e esportes (inclusive corrida) você estabelece uma meta ou joga sem compromisso, como qualquer multiplayer online. Sempre sem exagero.
A busca por gamescore e os indies fizeram com que eu alavancasse muito meu número de jogos. Some isto aos Games With Gold, ao EA Acess, ao Xbox Game Pass - serviços do XONE que simplesmente "lhe entopem" de jogos. Posso dizer que games de maior orçamento, de meus 150, posso dizer que são a metade. E desta metade (75) se terminei 20, foi muito.
Obviamente que houveram motivos para isto acontecer. Por exemplo, um de meus parâmetros para considerar um game terminado, era de ter conseguido pelo menos 50% de suas conquistas. Alguns deu, outros não - simplesmente impossível. Assim se gerou uma disparidade em minha gamertag. Enquanto Sleeping Dogs eu fiz 70%, Gears of War 3, consegui 20%.
Também fui vítima do "câncer" da franquia. Decidi terminar toda a franquia Assassin's Creed em sequência, por qual me apaixonei. E quando falo terminar é buscar o 100%, no caso, o do jogo.
A conclusão que cheguei é que não devia ter feito as coisas desta maneira. Em meu primeiro ano de XONE, também comprei muitos Triple A's que ainda estão ali, parados, me perturbando. Não, eu não teria deixado de jogar os indies para fazer GS - me orgulho de minha pontuação. Porém, talvez eu tivesse dado um intervalo maior entre e um Assassin's Creed e outro, além de não ter feito missões secundárias ao nível que fiz. A minha conclusão é que devemos deixar nossa "gamertag bonita" - sem arrogância ou preconceito. E esta beleza não vem com um monte de 100% - pode até vir - mas não faz com que você aproveite o melhor de uma geração.
Se eu pudesse voltar no tempo, teria feito assim:
Comprei meu XONE no segundo semestre de 2016, um período de grandes lançamentos e de uma boa biblioteca já - somando à retrocompatibilidade e aos serviços então, nem se fala. Meu console veio com Gears of War Ultimate e um resgate que variava entre escolher Forza Motosport 6, Rise of the Tomb Raider e Halo 5. Teria terminado Gears Ultimate, no difícil, e teria resgatado Forza 6 - estilos distantes um do outro. Enquanto Gears eu terminaria em um dia, Forza eu "escolheria um fim", pois é praticamente sem. Aí então, provavelmente compraria o Sleeping Dogs e o intercalaria sempre com os indies e até mesmo com outro grande, de estilo distante (tipo Halo: Masterchief Collection, que também comprei).
Esta seria minha regra e na verdade ainda é: um grande intercalado com indies é uma boa forma de aproveitar o ano. Porém, aqui entra os "tabus", como os sucessos antigos, lançamentos e jogos de serviços - - sentir sua biblioteca "dosada e aproveitável" é quase impossível. Mas acredito que este seria meu objetivo principal. Talvez eu não assinasse nem Live Gold, nem EA Acess, nem Game Pass - não sou grande fã de multiplayer, quanto mais dos games EA, salve a sagrada exceção, FIFA. Então, eu poderia comprar um lançamento da época que iria me render muito tempo de jogo: Gears of War 4, que vinha com todos os Gears antigos, em sua versão física. Assim, depois de ter terminado o Gears Ultimate, poderia ir para o Gears 1, depois para o Halo 1, depois Gears 2...ir intercalando.
Sei que com isto eu iria perder muita coisa boa. Final Fantasy XV e Doom são alguns exemplos.
Mas acredito que a conclusão final seja esta: não há como aproveitar TOTALMENTE uma geração: você provavelmente terá que abrir mão de algumas franquias e priorizar outras, principalmente se você compra seu console no meio da geração - e nem mesmo comprando no início você estaria livre, pois há franquias que começam em gerações anteriores. Por isto, acredito que o melhor é você escolher sabiamente poucas franquias que você queira acompanhar desde gerações anteriores (eu escolheria Halo, Gears e Assassin's Creed, por exemplo) e se focar mais naquelas que começam em sua própria geração.
Tudo que escrevi, se resume em comprar com sabedoria e acima de tudo, CONSUMIR, não deixar lá, parado. Isto significa selecionar bem aquilo que você joga - jogue e compre apenas aquilo que você quer muito, não aquilo que você "achou legal", apenas. No Xbox, existem os serviços, as demos, as versões de avaliação - é sempre bom contar com elas. E se não há nada, sobra o Youtube - mas antes de comprar qualquer coisa, o importante é se questionar se você está sem o que jogar, principalmente em jogos grandes.
Só compre um jogo novo (grande), quando tiver todos os seus (grandes) terminados. E não perca muitas horas em singles com fatores secundários - é perda de tempo. Enquanto você pega todos os baús do Assassin's Creed, poderia estar jogando The Witcher - bem melhor. Indies e gamescore são legais, mas não abuse disto - não deixe ser sua prioridade. Escolha eles próprios com sabedoria, priorizando o tempo de jogo/qualidade, fatores que fazem com que você "não veja o tempo passar".
Para mim, hoje, só resta fazer cada vez menos aquisições e sempre com sabedoria. Quanto aos meus triple A's, devo me conformar que alguns nem terminarei, mas aqueles que farei, será desfrutando do jogo, sem me importar com qualquer percentual. Também não recomendo expansões ou season pass - deixam você mais horas no mesmo jogo, por mais maravilhoso que seja. É sempre melhor mudar. Irei terminar estas minhas três prioridades de franquia (AC, Halo e Gears) e então partir para outra (provavelmente Fable), intercalada com outra, de estilo diferente. E entender que jogos de corrida ou de luta, não valem a pena "serem terminados", pois não têm fim - são apenas diversão ou um modo história rápido.
Espero que meu relato tenha ajudado. Lembrando que tudo isto é apenas a minha opinião. Abraço.
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