Depois de engolir tanto conteúdo por parte de jornalistas formados e especializados, com dito intelecto, conhecimento e acesso às informações, acabei por cansar. Como forma de desabafo pessoal, decidi escrever um texto a respeito - um texto feito por um cara praticamente leigo em investimentos e coisas do tipo, mas muito bem capacitado em relação a compreensão de linguagem das declarações da Xbox. E acima de tudo, jogador de Xbox desde 2009.
Muitas pessoas pensam que a filosofia da Microsoft do "ecossistema" começou com Phil Spencer e tudo mais, mas não - este se trata de um pensamento bem antigo da empresa, da qual se eu fosse dizer quem é seu devido autor, este seria ninguém menos do que Bill Gates.
Isto porque o fundador da Microsoft, na criação do primeiro Xbox, fez uma exigência para que permitisse a criação do console: que ele se relacionasse de alguma forma com o Windows. Este pensamento do tio Bill foi levado ao pé da letra, fazendo com que os jogos mais característicos da marca Xbox, em maioria, sempre tivessem versões para o sistema operacional de computadores - Halo, Gears of War ou Fable por exemplo, diferente do que alguns pensam, sempre tiveram versões para computador, jamais sendo unicamente exclusivas para os consoles Xbox. Por isso, a tecnologia "Play Anywhere" já é pensada há tempos - bem antes da era Phil Spencer.
Mas de fato por que isto acontecia? Qual a necessidade e o objetivo?
Talvez Phil Spencer e Bill Gates tivessem metodologias diferentes, mas a filosofia era exatamente a mesma. Me baseando mais em Spencer e tendo acompanhado a maioria de suas declarações (a mais recente sendo do ex-vice-presidente Mike Ybarra), o objetivo Microsoft se baseia no que vou chamar de alcance à marca - o grande objetivo Xbox é o de levar seus produtos ao maior número de pessoas possível, não importando o contexto. Diferentemente da Playstation ou dos conceitos antigos de videogames, a Xbox não tem interesse que você chegue até ela através de apenas um meio (como um console), mas através de vários. Xbox deixou de ser um simples console para se tornar o sistema de gaming da Microsoft, buscando, repito, levar seus serviços ao maior número de pessoas não importando seu dispositivo físico.
Não é de nos surpreendermos que a dimensão que Xbox está se tornando pode fazer com que coisas surpreendentes apareçam no futuro - como o próprio aparecimento da marca dentro de outros consoles (o que por si, já acontece no jogo Minecraft), como no Nintendo Switch. Mas a coisa vai bem além. O foco atual de expansão da marca, o XCloud, é uma demonstração de busca por facilidade de acesso. A "Nuvem", tal como um app tradicional, chegará a todo dispositivo que se permita, como celulares e TV's - é isto que a Microsoft busca. Os consoles Xbox são apenas um meio, dentre tantos, de termos acesso ao "verdadeiro Xbox" que deixou de ser um deles para se tornar algo muito maior - uma forma de acesso a jogos além do que víamos em gerações passadas.
Porém, esta forma de compreender a realidade atual parece um tão quanto difícil - especialmente para quem é (como eu) da velha guarda.
Afinal de contas, jogar videogame sempre foi representado para nós através de um dispositivo e suas particularidades - meu Playstation era meu Playstation, meu Xbox era meu Xbox. Dois mundos, dois universos.
Não mais.
Hoje tenho meu Xbox em meu Windows, em meu Android - amanhã em minha TV. Por mais que eu sinta aquele carinho materialista por meu console, ele é apenas uma parte de algo muito maior que deixou de ser um pedaço de plástico - é digital, algo que não posso tocar. Assim sendo - uma verdadeira revolução - é natural que se o Playstation mantiver sua filosofia como um console tradicional (o que percebemos que não é sua devida intenção, já que vemos hoje a PS Now), é natural que os mais nostálgicos prefiram ficar neste caminho - é conhecido, compreendido, vivido. Porém, não passa de uma forma emotiva de enxergar as coisas (que de forma alguma condeno), fazendo com que, caso sigam apenas este caminho, desperdicem toda a grandeza, acesso e custo-benefício do Xbox, por um simples conservadorismo bobo. Este modelo antigo não é a verdade sagrada dos games, vide cada vez mais novas formas que estão surgindo de se jogá-los (como o Google Stadia).
Mas é com vocês. Optem pelo caminho que preferirem, são livres é óbvio. Porém, vocês influenciadores, que buscam passar as notícias aos jogadores e tudo mais, sugiro que busquem entender melhor o que é o Xbox - parece que muitos anos passaram e ainda não conseguiram. Devido a ética que sabem que devem cumprir (principalmente os jornalistas, formados), tomem cuidado ao buscar o que é a verdade universal dos games - cada empresa tem a sua, vide Nintendo, vide Google. Xbox não é como Playstation, deixou de ser faz tempo - assim como sinônimo de um simples console.
Xbox é muito mais do que isto.
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