Todos sabemos a incrível habilidade que a internet tem de nos irritar.
Principalmente aqueles que lá passam mais tempo. Ou já são, digamos, "macacos velhos".
Em minhas inevitáveis observações pela navegação, das quais naturalmente vou construindo padrões, pois penso, logo existo, tenho percebido que existe um fenômeno que está simplesmente fora de controle - embora seja importante citar que este é meu mero pensamento. Na verdade isto provavelmente sempre existiu e sempre existirá, do ponto de vista acadêmico. Só que no caso, só percebemos estas coisas quando elas passam a fazer parte de nossa vida.
Talvez o texto de hoje fuja um pouco dos conceitos do blog, mas tudo bem. Cultura nunca é demais.
Ao observar a internet de hoje (assim como outras realidades), por diversos motivos pessoais (um deles o fato de eu estar chegando aos trinta anos), tenho percebido que a doença da nostalgia tem sido protuberante nos comentários de todos os sites. Pessoas que vão lá e comentam assuntos municiados diretamente pelo material afetivo mais influente de suas vidas, as lembranças de sua infância e adolescência.
Pelo fato de meu campo acadêmico principal ser a psicologia, compreendo bem o que exatamente acontece.
De fato, como bem explica o psicanalista Sigmund Freud, a primeira etapa de nossas vidas possui um valor crucial em todo o resto - se pode dizer que é a raiz de toda nossa personalidade. Nossas relações interpessoais e culturais deste período acabam sendo grandes influências nas experiências da idade adulta. Isto porque, a grosso modo, um cérebro novo, recém saído de um ventre materno é bem mais maleável e sensível que a dura cabeça de um adulto, já construído fisicamente e com opiniões e crenças fortes devido à experiência de vida.
Mas se é um fenômeno natural por que questioná-lo ou irritar-se com ele?
A questão é que nem tudo é tão simples como parece. Nossa mente nos deu uma habilidade que consegue, vezes sim, vezes não, bater de frente ou ser tão forte contra estes impulsos infantis que é nosso intelecto - caso contrário você chamaria sua mãe chorando quando seu chefe não lhe desse aumento. Nossa capacidade de livre-arbítrio nos permite lidar e controlar com nossos impulsos mais primitivos, conseguindo até mesmo condicioná-los ao estado de meras alegorias. Tudo depende da disciplina e do autocontrole ou, até mesmo, de novas relações afetivas pois, apesar de serem menos regulares do que na infância, novas descobertas e emoções não deixam de acontecer em nossas vidas. Nossa totalidade do eu não é unicamente a juventude. Não deixamos de viver e mudar afetivamente em nossas vidas adultas - a diferença está mais na regularidade.
Agora, depois de explicar o conceito teórico, posso falar sobre a questão prática.
Muitas pessoas tem vindo sempre com aquelas conversas do tipo "a música do meu tempo era melhor", "as pessoas eram mais honestas" e até mesmo "minha geração de games era melhor". Obviamente que, pelos motivos que citei, as nossas mais intensas lembranças são as joviais. Porém, esta relação afetiva com a nostalgia, muitas vezes acaba desligando nosso senso crítico, fazendo com que nossos olhos se fechem para coisas que, no sentido funcional e técnico, de fato, são melhores, mas acabam batendo de frente com nossas paixões antigas, mergulhadas em um afeto que cega nossa inteligência.
Parabéns aos guerreiros que até aqui conseguiram vir: a grande recompensa será agora!
Aqui que acaba por entrar um dos grandes motivos do sucesso do Playstation.
Todos sabemos que o mercado gamer de hoje é constituído em grande parte por crianças e adolescentes, mas seu nível de adultos é extremamente (eu digo, extremamente, podendo se aproximar da metade) significativo. Todos sabemos que os dois primeiros consoles da Sony, por diversos motivos (leitura de CD's e DVD's e pirataria, por exemplo) foram o grande sucesso comercial perante seus concorrentes e certamente estiveram nas estantes da maioria destes gamers adultos. Gamers adultos que hoje, por sinal, fazem parte de uma publicidade gigantesca, inexistente em suas infâncias, quer sejam jornalistas, vloggers e até mesmo, bloggers - qualquer integrante da comunicação em si, que deixou de ser algo de nicho, devido à internet, principalmente.
O próprio papel social dos games mudou, hoje possuindo mais prestígio e influência, além de investimentos cada vez mais milionários. O que era brincadeira, hoje, de fato ficou sério.
E que fique bem claro que este foi apenas um dos tantos motivos do sucesso do Playstation - não é isto que estou tentando explicar aqui. Trata-se de um pequeno exemplo do efeito da "doença da nostalgia". Posso citar também questões como o gaming online e o multiplayer - métodos de jogo populares e significativos para os mais jovens, mas para a maioria dos mais velhos, sem tanta relevância assim, pois era uma realidade inexistente em "nosso tempo". Tantos outros exemplos poderiam ser citados, mas acredito que minha analogia já está clara, certo? Resumindo: queremos ver nossa realidade jovial em nossa realidade atual, seja nos games, seja na vida em si. E aí que entra o perigo.
A Sony trabalha se utilizando deste recurso psicológico - esperta, ela, pois tem este poder. Diferente da Microsoft, que só surgiu posteriormente neste mercado.
O principal problema da mesma trabalhar assim (problema para nós, lucro para eles) é que muitas vezes, deixamos de ver a realidade exata das coisas. Posso citar minha experiência pessoal com o novo God of War: posso dizer que fiquei simplesmente emocionado; senti minha identificação pessoal com o protagonista Kratos, sua maturidade expressa no game (assim como aconteceu em minha vida pessoal) e tudo aquilo que me fazia ser fã da série. No entanto, depois de me desprender um pouco desta questão afetiva e ver o game de forma mais crítica, o que encontrei acabou não sendo tão bom assim, longe de ser ruim. No geral, um caso de superestima - um game que no sentido técnico não merecia tanto "amor" assim.
Por isto muitas vezes o Xbox é taxado de "vilão". Ainda mais para nós, brasileiros.
Sabemos que sua primeira versão, o Xbox original de 2001, foi a realidade de muito poucos aqui - assim como seu direto "ancestral", o protocolo do Windows conhecido como DirectX, que lhe permitia rodar games de forma mais otimizada. A maioria dos computadores brasileiros eram bem de nicho e quase sempre voltados ao trabalho - PC Gamers eram praticamente inexistentes ou incomparáveis aos videogames.
A grande questão e motivação deste texto não é pedir, porém, que "amem o Xbox". Longe disso.
Cada um consome o produto que quer, na medida que quer - é um direito cívico básico. No entanto, é sempre importante que nós, gamers - pessoas que já tem um apelo amoroso pelo hábito de jogar - não fechemos nossos olhos para a qualidade do serviço que estamos consumindo. Devemos ver o Playstation 4 como o Playstation 4, não como o 2 ou o 1, assim como o novo God of War em comparação com seus títulos originais de PS2. Da mesma forma que devemos ver o Xbox One ou o Sea of Thieves como aquilo que realmente são - não são Playstations, nem God of Wars, nem single-players.
Talvez o que esteja faltando neste universo e em outros seja esta capacidade de discernir o nostálgico do real. Nos adaptarmos e vivenciarmos estes tempos de forma mais presente, sem relevar tanto o que já foi.
Temos cérebro para isto, garanto. Basta pensar um pouco.
Espero que tenham gostado e até mais ver, sempre pensando e existindo.
sexta-feira, 13 de abril de 2018
quinta-feira, 12 de abril de 2018
Uma Review Sincera
Texto dedicado a um canal que gosto, Xbox Mil Grau.
O jogo escolhido foi o remaster de Darksiders 1 para Xbox One. Minha gamertag é jeanfernandes34.
Confesso que eu não conhecia esta franquia, até há pouco tempo. Joguei bem pouco tanto a versão de Xbox 360, quanto recentemente a nova que adquiri pelas promoções de outono da Microsoft, juntamente com Darksiders 2. Somando a versão do 360 com a do One, devo ter menos de trinta minutos de jogo.
Confesso que o que despertou meu interesse no jogo foi um vídeo de Darksiders 2. Como velho fã de God of War, sinto que esta temática está em falta no mercado, principalmente depois de ver as gameplays do novo God of War de abril de 2018. Temática que, pessoalmente, gosto muito. Assim como GoW, o gênero, conhecido como "hack'n slash" para "ser bom" deve seguir a fórmula de GoW, não só em jogabilidade mas em temática. Adaptações de história ou mitologia acadêmica é o que tornam games como GoW e Dante's Inferno, por exemplo, "superiores" à Devil May Cry 5, na minha preferência.
Em resumo, a história de Kratos me atraía pelo enredo, pela jogabilidade, violência e temática erótica, mas também principalmente pela cultura grega disseminada. Um bom ponto de aprendizagem, digamos.
Voltando à Darksiders, confesso que não li nenhum texto da história - pulei as CG's ou li "por cima". O jogo começa com uma invasão do inferno na Terra contemporânea, contida pelas forças do Céu, lembrando o livro bíblico de Apocalipse. No entanto, ao me lembrar da gameplay de Darksiders 2 que vi, que se passava na neve, me questionei se o tema de Darksiders é bíblico realmente ou nórdico, devido a aparência do personagem - se usa de semelhança com deuses nórdicos, como Odin e Thor. Sequer sei quem ele é e não, não vou pesquisar na Wikipedia.
Irei começar falando dos gráficos. Sem dúvidas existem grandes evoluções da versão 360 para a do One - é aquele raro tipo de remaster que você vê que "foi realmente remasterizado". Porém, pelo fato de ser o remaster de um jogo antigo, não existe o número de detalhes que você, fã de Forza Horizon 3, poderia exigir. É tudo bem feito e otimizado, porém, simples. Um adendo determinante na comparação das duas versões é que o game busca contar uma história e a versão 360 é em inglês - diferente da nova, em português e se não me engano, dublada.
Chega então a parte da jogabilidade. O jogo bebe da exata fonte que popularizou God of War - é um hack'n slash OCIDENTAL legítimo. Até mesmo detalhes como escaladas, ataques aéreos e finalizações nos combates estão presentes - apesar dessas não terem o mesmo nível de violência de GoW ou de Dante's Inferno. Deve haver sim algum sistema de evolução, mas que também parece ser bem mais simples do que os games que citei, o que para uma versão de geração posterior, pode soar meio absurdo.
A trilha sonora não me marcou, pois eu não prestei atenção realmente. No entanto acredito que se assim tivesse feito, poderia dar um feedback diferente.
Conclusão: Darksiders é um game simples, mas com uma simplicidade bem-feita. É uma ótima pedida para os fãs de Kratos ou de Dante (de Dante's Inferno) no Xbox One, justamente pelo escassez do gênero. Não posso opinar sobre suas demais qualidades ou defeitos (como narrativa ou sistema de evolução) pois não os vi. Minha nota final para o jogo, baseado em quinze minutos de gameplay é 7,5/10.
Vou perguntar agora: o que escrevi ajudaria você na compra de Darksiders?
Me colocando como leitor do que escrevi, acredito que não. O motivo principal nem chega a ser o texto em si, do qual fui completamente parcial e baseado em minhas opiniões assumidamente - o que pode ser melhor do que o contrário. Porém, como minha experiência foi limitada, não há o nível de informação para o investimento, penso eu.
Mas digamos que eu fosse um "gamer influente", como o Zangado. Zangado então, ao invés de tentar fazer análises imparciais, dá sua cara à tapa e conta suas experiências pessoais que têm com os jogos - certamente os que ele "gostasse pessoalmente", automaticamente se tornariam os "jogos bons" e vice-versa. Meu relato foi extremamente pessoal, além de ser verdadeiro e onde apontei toda minha limitada experiência com o jogo - acredito que seja mais ou menos assim, com este nível de limitação, que o jornalista gamer faça sua "review".
Porém, ele vai fazer algumas coisas diferentes. Buscar informações técnicas como data de lançamento, empresa do jogo e vai por aí. Vai também usar uma parcialidade "enrustida", no qual está dando uma opinião pessoal, mas usa de palavras e termos técnicos que dão impressão que assim não está sendo. E aí que possivelmente mora o perigo.
O que penso de reviews e análises?
Enquanto não forem substituídas por experiências pessoais, se tornam completamente inúteis. E na própria experiência pessoal, o escritor deve expressar seus gostos pessoais - meu primo, por exemplo, não gosta deste gênero, certamente escreveria algo bem diferente. E ainda que ele tenha capacidade para ser "imparcial", de nossa escrita sairia algo diferente, pois somos pessoas diferentes.
Uma review pode ser útil, desde que tirado este negócio de imparcialidade. Ela deve oferecer um sistema de identificação entre leitor e escritor - uma identificação pessoal - pois através disso as chances de "acerto" são plenamente maiores. Ainda que o escritor não goste do gênero, o texto dele teria utilidade para os que não gostam do gênero - saberiam se vale a pena andar por este terreno de onde guardam más lembranças. Porém, isto se torna impossível enquanto o escritor tornar sua opinião pessoal "isenta", pois se trata de uma farsa, uma impossibilidade, um travestismo: sua opinião sempre estará ali, não importa como. E como não é retratada de forma pessoal a identificação, o grande fator determinante, acaba por ser prejudicado.
Devido a tudo isto, concluo de forma simples: reviews da imprensa, atualmente, são completamente descartáveis e inúteis. Faz muito mais sentido, antes de tudo, jogar a demo ou versão de avaliação; assistir gameplays sem comentários; e por último e totalmente opcional, buscar relatos de experiências pessoais de gamers que você sabe que possuem preferências semelhantes às tuas - assim como terem tido experiências significativas em tempo e progresso com o game (aí que entra a importância da gamertag). Desta forma, mais uma vez, as chances de acerto são maiores, afinal, ninguém quer jogar seu santo dinheiro no lixo.
Termino por aqui, espero que tenham gostado. Um abraço e até o próximo texto.
O jogo escolhido foi o remaster de Darksiders 1 para Xbox One. Minha gamertag é jeanfernandes34.
Confesso que eu não conhecia esta franquia, até há pouco tempo. Joguei bem pouco tanto a versão de Xbox 360, quanto recentemente a nova que adquiri pelas promoções de outono da Microsoft, juntamente com Darksiders 2. Somando a versão do 360 com a do One, devo ter menos de trinta minutos de jogo.
Confesso que o que despertou meu interesse no jogo foi um vídeo de Darksiders 2. Como velho fã de God of War, sinto que esta temática está em falta no mercado, principalmente depois de ver as gameplays do novo God of War de abril de 2018. Temática que, pessoalmente, gosto muito. Assim como GoW, o gênero, conhecido como "hack'n slash" para "ser bom" deve seguir a fórmula de GoW, não só em jogabilidade mas em temática. Adaptações de história ou mitologia acadêmica é o que tornam games como GoW e Dante's Inferno, por exemplo, "superiores" à Devil May Cry 5, na minha preferência.
Em resumo, a história de Kratos me atraía pelo enredo, pela jogabilidade, violência e temática erótica, mas também principalmente pela cultura grega disseminada. Um bom ponto de aprendizagem, digamos.
Voltando à Darksiders, confesso que não li nenhum texto da história - pulei as CG's ou li "por cima". O jogo começa com uma invasão do inferno na Terra contemporânea, contida pelas forças do Céu, lembrando o livro bíblico de Apocalipse. No entanto, ao me lembrar da gameplay de Darksiders 2 que vi, que se passava na neve, me questionei se o tema de Darksiders é bíblico realmente ou nórdico, devido a aparência do personagem - se usa de semelhança com deuses nórdicos, como Odin e Thor. Sequer sei quem ele é e não, não vou pesquisar na Wikipedia.
Irei começar falando dos gráficos. Sem dúvidas existem grandes evoluções da versão 360 para a do One - é aquele raro tipo de remaster que você vê que "foi realmente remasterizado". Porém, pelo fato de ser o remaster de um jogo antigo, não existe o número de detalhes que você, fã de Forza Horizon 3, poderia exigir. É tudo bem feito e otimizado, porém, simples. Um adendo determinante na comparação das duas versões é que o game busca contar uma história e a versão 360 é em inglês - diferente da nova, em português e se não me engano, dublada.
Chega então a parte da jogabilidade. O jogo bebe da exata fonte que popularizou God of War - é um hack'n slash OCIDENTAL legítimo. Até mesmo detalhes como escaladas, ataques aéreos e finalizações nos combates estão presentes - apesar dessas não terem o mesmo nível de violência de GoW ou de Dante's Inferno. Deve haver sim algum sistema de evolução, mas que também parece ser bem mais simples do que os games que citei, o que para uma versão de geração posterior, pode soar meio absurdo.
A trilha sonora não me marcou, pois eu não prestei atenção realmente. No entanto acredito que se assim tivesse feito, poderia dar um feedback diferente.
Conclusão: Darksiders é um game simples, mas com uma simplicidade bem-feita. É uma ótima pedida para os fãs de Kratos ou de Dante (de Dante's Inferno) no Xbox One, justamente pelo escassez do gênero. Não posso opinar sobre suas demais qualidades ou defeitos (como narrativa ou sistema de evolução) pois não os vi. Minha nota final para o jogo, baseado em quinze minutos de gameplay é 7,5/10.
Vou perguntar agora: o que escrevi ajudaria você na compra de Darksiders?
Me colocando como leitor do que escrevi, acredito que não. O motivo principal nem chega a ser o texto em si, do qual fui completamente parcial e baseado em minhas opiniões assumidamente - o que pode ser melhor do que o contrário. Porém, como minha experiência foi limitada, não há o nível de informação para o investimento, penso eu.
Mas digamos que eu fosse um "gamer influente", como o Zangado. Zangado então, ao invés de tentar fazer análises imparciais, dá sua cara à tapa e conta suas experiências pessoais que têm com os jogos - certamente os que ele "gostasse pessoalmente", automaticamente se tornariam os "jogos bons" e vice-versa. Meu relato foi extremamente pessoal, além de ser verdadeiro e onde apontei toda minha limitada experiência com o jogo - acredito que seja mais ou menos assim, com este nível de limitação, que o jornalista gamer faça sua "review".
Porém, ele vai fazer algumas coisas diferentes. Buscar informações técnicas como data de lançamento, empresa do jogo e vai por aí. Vai também usar uma parcialidade "enrustida", no qual está dando uma opinião pessoal, mas usa de palavras e termos técnicos que dão impressão que assim não está sendo. E aí que possivelmente mora o perigo.
O que penso de reviews e análises?
Enquanto não forem substituídas por experiências pessoais, se tornam completamente inúteis. E na própria experiência pessoal, o escritor deve expressar seus gostos pessoais - meu primo, por exemplo, não gosta deste gênero, certamente escreveria algo bem diferente. E ainda que ele tenha capacidade para ser "imparcial", de nossa escrita sairia algo diferente, pois somos pessoas diferentes.
Uma review pode ser útil, desde que tirado este negócio de imparcialidade. Ela deve oferecer um sistema de identificação entre leitor e escritor - uma identificação pessoal - pois através disso as chances de "acerto" são plenamente maiores. Ainda que o escritor não goste do gênero, o texto dele teria utilidade para os que não gostam do gênero - saberiam se vale a pena andar por este terreno de onde guardam más lembranças. Porém, isto se torna impossível enquanto o escritor tornar sua opinião pessoal "isenta", pois se trata de uma farsa, uma impossibilidade, um travestismo: sua opinião sempre estará ali, não importa como. E como não é retratada de forma pessoal a identificação, o grande fator determinante, acaba por ser prejudicado.
Devido a tudo isto, concluo de forma simples: reviews da imprensa, atualmente, são completamente descartáveis e inúteis. Faz muito mais sentido, antes de tudo, jogar a demo ou versão de avaliação; assistir gameplays sem comentários; e por último e totalmente opcional, buscar relatos de experiências pessoais de gamers que você sabe que possuem preferências semelhantes às tuas - assim como terem tido experiências significativas em tempo e progresso com o game (aí que entra a importância da gamertag). Desta forma, mais uma vez, as chances de acerto são maiores, afinal, ninguém quer jogar seu santo dinheiro no lixo.
Termino por aqui, espero que tenham gostado. Um abraço e até o próximo texto.
segunda-feira, 2 de abril de 2018
Videogames e a Vida Humana
Antes de escrever este texto, acabei por ver um pouco de um vídeo que sempre tive medo, chamado "Videogame não é tudo", do canal "100% Games". Fui com o intuito de mergulhar um pouco em outra ideia semelhante à deste texto para assim fazer algo de melhor conteúdo. Infelizmente, aconteceu de o nível técnico do vídeo ter sido baixo para meus parâmetros, mergulhado em tendenciosismo e emoção. Mas ainda assim, com certo esforço, consegui captar em seu autor aquilo que eu esperava.
De fato, videogames não são tudo. Mas é preciso mais que "uma vida social" para retirar os "bitolados" deste mundo.
Veja bem.
Recentemente, eu tive uma experiência prática envolvendo tudo isso. Minha vida estava complicada e sem perspectiva quando comprei meu Xbox One e ele acabou por oferecer tudo que eu precisava - pena que eu não usei com sabedoria. Nem sempre é assim, mas no meu caso foi - jogar se tornou minha "válvula de escape" para meus problemas. Meu erro foi, ao invés de usar a paz interior que jogar me deu para resolver estas questões pessoais, simplesmente virei totalmente as costas para elas. O resultado foi que, assim como todo analgésico tomado regularmente, um dia ele deixa de funcionar. Foi o que aconteceu comigo.
Assim, acordei em um "choque de realidade", um mundo pegando fogo e uma sensação de desespero e angústia. Meu relacionamento, minha idade, minha vida profissional - tudo estava desmoronando ao meu redor. Coisas que me regiam, que eram meus pilares para enfrentar a vida, eu havia deixado de lado, simplesmente pelo "vício em analgésico", que se não usado com sabedoria, serve apenas para "tapar feridas". Para curar, pouco serve.
O que lhe perturba e o que lhe faz feliz?
O que você precisa fazer para se curar? Para chegar à felicidade?
Não deixe que a "ilusão gamer", seja de jogar, seja de framewar, vlogs e tudo que este universo engloba faça com que não resolva coisas mais importantes - coisas que realmente lhe dão paz. O efeito de jogar é falho - é bem inferior ao da atividade física, ao da sensação de crescimento profissional, ao de construir uma vida ao lado de quem você ama. E se tu fores adolescente ainda, traduza as coisas que falei no progresso na vida escolar, no obter do conhecimento, no prazer de descobrir as coisas da vida prática e de dar risada com as pessoas de quem tu aprecias a companhia. Lhe garanto, não vais se arrepender.
(In) Felizmente eu estava errado. Talvez até nosso destino humano seja uma tragédia, uma distopia e tudo mais.
Mas existe o porém. E este porém faz toda a diferença.
O porém é que nosso corpo, nossa mente simplesmente não consegue suportar uma vida de tragédia e ociosidade. Ele pode aguentar cinco, dez, talvez vinte anos. Mas existe um momento que este balão explode - isto é nossa "ligação" com o restante da sociedade humana. E ainda que sejamos eremitas ou solitários, pertencemos de corpo e alma à humanidade - chega um momento que nosso "lado coletivo" irá querer o que é dele. Assim, se isso não lhe damos, o sofrimento doentio acaba por se tornar nosso destino. Ansiedade, depressão, esquizofrenia e vícios são pequenos exemplos da "fuga excessiva da realidade".
Por isso, da mesma forma que você progride com tua gamertag, com teu número de games terminados ou teu "número de kills" no multiplayer, progride também nos outros setores de tua vida. Sejas um bom aluno, um bom profissional. Aumentas tua autoestima. Tens bons hábitos. Sinta o crescimento em todos os setores de tua vida. Equilibras.
Que parte de minha vida está "mais fraca"? Como fortalecê-la?
Pode ser minha saúde orgânica. Minha saúde mental. Minha saúde profissional. Social. Amorosa. É importante frisar também que nada se resolve da noite para o dia - é um progresso, uma escada. O mais é importante é sempre o desenho da meta - dar o primeiro passo até sentir o maravilhoso gosto de que está na direção correta. Aí, basta caminhar, lutar - vem então a primeira vitória, a segunda...podem até virem mil derrotas antes, mas se sabes que este é teu adversário, o enfrentará quantas vezes for necessário até vencer. Como um Dark Souls.
E então? Já deu seu seu primeiro passo no fortalecimento de tuas fraquezas hoje?
Sai deste dispositivo tecnológico e o fazes agora. Ou fazes nele próprio, se assim for necessário. Mas fazes.
Simples assim.
De fato, videogames não são tudo. Mas é preciso mais que "uma vida social" para retirar os "bitolados" deste mundo.
Veja bem.
Recentemente, eu tive uma experiência prática envolvendo tudo isso. Minha vida estava complicada e sem perspectiva quando comprei meu Xbox One e ele acabou por oferecer tudo que eu precisava - pena que eu não usei com sabedoria. Nem sempre é assim, mas no meu caso foi - jogar se tornou minha "válvula de escape" para meus problemas. Meu erro foi, ao invés de usar a paz interior que jogar me deu para resolver estas questões pessoais, simplesmente virei totalmente as costas para elas. O resultado foi que, assim como todo analgésico tomado regularmente, um dia ele deixa de funcionar. Foi o que aconteceu comigo.
Assim, acordei em um "choque de realidade", um mundo pegando fogo e uma sensação de desespero e angústia. Meu relacionamento, minha idade, minha vida profissional - tudo estava desmoronando ao meu redor. Coisas que me regiam, que eram meus pilares para enfrentar a vida, eu havia deixado de lado, simplesmente pelo "vício em analgésico", que se não usado com sabedoria, serve apenas para "tapar feridas". Para curar, pouco serve.
O que lhe perturba e o que lhe faz feliz?
O que você precisa fazer para se curar? Para chegar à felicidade?
Não deixe que a "ilusão gamer", seja de jogar, seja de framewar, vlogs e tudo que este universo engloba faça com que não resolva coisas mais importantes - coisas que realmente lhe dão paz. O efeito de jogar é falho - é bem inferior ao da atividade física, ao da sensação de crescimento profissional, ao de construir uma vida ao lado de quem você ama. E se tu fores adolescente ainda, traduza as coisas que falei no progresso na vida escolar, no obter do conhecimento, no prazer de descobrir as coisas da vida prática e de dar risada com as pessoas de quem tu aprecias a companhia. Lhe garanto, não vais se arrepender.
(In) Felizmente eu estava errado. Talvez até nosso destino humano seja uma tragédia, uma distopia e tudo mais.
Mas existe o porém. E este porém faz toda a diferença.
O porém é que nosso corpo, nossa mente simplesmente não consegue suportar uma vida de tragédia e ociosidade. Ele pode aguentar cinco, dez, talvez vinte anos. Mas existe um momento que este balão explode - isto é nossa "ligação" com o restante da sociedade humana. E ainda que sejamos eremitas ou solitários, pertencemos de corpo e alma à humanidade - chega um momento que nosso "lado coletivo" irá querer o que é dele. Assim, se isso não lhe damos, o sofrimento doentio acaba por se tornar nosso destino. Ansiedade, depressão, esquizofrenia e vícios são pequenos exemplos da "fuga excessiva da realidade".
Por isso, da mesma forma que você progride com tua gamertag, com teu número de games terminados ou teu "número de kills" no multiplayer, progride também nos outros setores de tua vida. Sejas um bom aluno, um bom profissional. Aumentas tua autoestima. Tens bons hábitos. Sinta o crescimento em todos os setores de tua vida. Equilibras.
Que parte de minha vida está "mais fraca"? Como fortalecê-la?
Pode ser minha saúde orgânica. Minha saúde mental. Minha saúde profissional. Social. Amorosa. É importante frisar também que nada se resolve da noite para o dia - é um progresso, uma escada. O mais é importante é sempre o desenho da meta - dar o primeiro passo até sentir o maravilhoso gosto de que está na direção correta. Aí, basta caminhar, lutar - vem então a primeira vitória, a segunda...podem até virem mil derrotas antes, mas se sabes que este é teu adversário, o enfrentará quantas vezes for necessário até vencer. Como um Dark Souls.
E então? Já deu seu seu primeiro passo no fortalecimento de tuas fraquezas hoje?
Sai deste dispositivo tecnológico e o fazes agora. Ou fazes nele próprio, se assim for necessário. Mas fazes.
Simples assim.
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