quinta-feira, 12 de abril de 2018

Uma Review Sincera

Texto dedicado a um canal que gosto, Xbox Mil Grau.

O jogo escolhido foi o remaster de Darksiders 1 para Xbox One. Minha gamertag é jeanfernandes34.

Confesso que eu não conhecia esta franquia, até há pouco tempo. Joguei bem pouco tanto a versão de Xbox 360, quanto recentemente a nova que adquiri pelas promoções de outono da Microsoft, juntamente com Darksiders 2. Somando a versão do 360 com a do One, devo ter menos de trinta minutos de jogo.

Confesso que o que despertou meu interesse no jogo foi um vídeo de Darksiders 2. Como velho fã de God of War, sinto que esta temática está em falta no mercado, principalmente depois de ver as gameplays do novo God of War de abril de 2018. Temática que, pessoalmente, gosto muito. Assim como GoW, o gênero, conhecido como "hack'n slash" para "ser bom" deve seguir a fórmula de GoW, não só em jogabilidade mas em temática. Adaptações de história ou mitologia acadêmica é o que tornam games como GoW e Dante's Inferno, por exemplo, "superiores" à Devil May Cry 5, na minha preferência.

Em resumo, a história de Kratos me atraía pelo enredo, pela jogabilidade, violência e temática erótica, mas também principalmente pela cultura grega disseminada. Um bom ponto de aprendizagem, digamos.

Voltando à Darksiders, confesso que não li nenhum texto da história - pulei as CG's ou li "por cima". O jogo começa com uma invasão do inferno na Terra contemporânea, contida pelas forças do Céu, lembrando o livro bíblico de Apocalipse. No entanto, ao me lembrar da gameplay de Darksiders 2 que vi, que se passava na neve, me questionei se o tema de Darksiders é bíblico realmente ou nórdico, devido a aparência do personagem - se usa de semelhança com deuses nórdicos, como Odin e Thor. Sequer sei quem ele é e não, não vou pesquisar na Wikipedia.

Irei começar falando dos gráficos. Sem dúvidas existem grandes evoluções da versão 360 para a do One - é aquele raro tipo de remaster que você vê que "foi realmente remasterizado". Porém, pelo fato de ser o remaster de um jogo antigo, não existe o número de detalhes que você, fã de Forza Horizon 3, poderia exigir. É tudo bem feito e otimizado, porém, simples. Um adendo determinante na comparação das duas versões é que o game busca contar uma história e a versão 360 é em inglês - diferente da nova, em português e se não me engano, dublada.

Chega então a parte da jogabilidade. O jogo bebe da exata fonte que popularizou God of War - é um hack'n slash OCIDENTAL legítimo. Até mesmo detalhes como escaladas, ataques aéreos e finalizações nos combates estão presentes - apesar dessas não terem o mesmo nível de violência de GoW ou de Dante's Inferno. Deve haver sim algum sistema de evolução, mas que também parece ser bem mais simples do que os games que citei, o que para uma versão de geração posterior, pode soar meio absurdo.

A trilha sonora não me marcou, pois eu não prestei atenção realmente. No entanto acredito que se assim tivesse feito, poderia dar um feedback diferente.

Conclusão: Darksiders é um game simples, mas com uma simplicidade bem-feita. É uma ótima pedida para os fãs de Kratos ou de Dante (de Dante's Inferno) no Xbox One, justamente pelo escassez do gênero. Não posso opinar sobre suas demais qualidades ou defeitos (como narrativa ou sistema de evolução) pois não os vi. Minha nota final para o jogo, baseado em quinze minutos de gameplay é 7,5/10.

Vou perguntar agora: o que escrevi ajudaria você na compra de Darksiders?

Me colocando como leitor do que escrevi, acredito que não. O motivo principal nem chega a ser o texto em si, do qual fui completamente parcial e baseado em minhas opiniões assumidamente - o que pode ser melhor do que o contrário. Porém, como minha experiência foi limitada, não há o nível de informação para o investimento, penso eu.

Mas digamos que eu fosse um "gamer influente", como o Zangado. Zangado então, ao invés de tentar fazer análises imparciais, dá sua cara à tapa e conta suas experiências pessoais que têm com os jogos - certamente os que ele "gostasse pessoalmente", automaticamente se tornariam os "jogos bons" e vice-versa. Meu relato foi extremamente pessoal, além de ser verdadeiro e onde apontei toda minha limitada experiência com o jogo - acredito que seja mais ou menos assim, com este nível de limitação, que o jornalista gamer faça sua "review".

Porém, ele vai fazer algumas coisas diferentes. Buscar informações técnicas como data de lançamento, empresa do jogo e vai por aí. Vai também usar uma parcialidade "enrustida", no qual está dando uma opinião pessoal, mas usa de palavras e termos técnicos que dão impressão que assim não está sendo. E aí que possivelmente mora o perigo.

O que penso de reviews e análises?

Enquanto não forem substituídas por experiências pessoais, se tornam completamente inúteis. E na própria experiência pessoal, o escritor deve expressar seus gostos pessoais - meu primo, por exemplo, não gosta deste gênero, certamente escreveria algo bem diferente. E ainda que ele tenha capacidade para ser "imparcial", de nossa escrita sairia algo diferente, pois somos pessoas diferentes.

Uma review pode ser útil, desde que tirado este negócio de imparcialidade. Ela deve oferecer um sistema de identificação entre leitor e escritor - uma identificação pessoal - pois através disso as chances de "acerto" são plenamente maiores. Ainda que o escritor não goste do gênero, o texto dele teria utilidade para os que não gostam do gênero - saberiam se vale a pena andar por este terreno de onde guardam más lembranças. Porém, isto se torna impossível enquanto o escritor tornar sua opinião pessoal "isenta", pois se trata de uma farsa, uma impossibilidade, um travestismo: sua opinião sempre estará ali, não importa como. E como não é retratada de forma pessoal a identificação, o grande fator determinante, acaba por ser prejudicado.

Devido a tudo isto, concluo de forma simples: reviews da imprensa, atualmente, são completamente descartáveis e inúteis. Faz muito mais sentido, antes de tudo, jogar a demo ou versão de avaliação; assistir gameplays sem comentários; e por último e totalmente opcional, buscar relatos de experiências pessoais de gamers que você sabe que possuem preferências semelhantes às tuas - assim como terem tido experiências significativas em tempo e progresso com o game (aí que entra a importância da gamertag). Desta forma, mais uma vez, as chances de acerto são maiores, afinal, ninguém quer jogar seu santo dinheiro no lixo.

Termino por aqui, espero que tenham gostado. Um abraço e até o próximo texto.

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