Olá gamers! Cá estou eu, depois de um tempo afastado, dedicado à outros assuntos da vida. Não por acaso, que escolhi a temática do texto, algo relacionado.
Afinal de contas, quanto de nosso tempo como ser humano que esta "vida gamer" merece? Até onde ela vai além do "pegar o controle e jogar"?
Talvez eu já devo ter feito diversos textos que falam a respeito, mas realmente é algo que me intriga até em relação à minha própria vida, da qual ainda hoje permaneço sem progresso quanto a compreensão do tema. Também já falei sobre a necessidade social humana, inclusive usando fontes acadêmicas, que explicam o porquê temos esta necessidade de "vestir camisas", pertencermos à grupos e tudo mais. No entanto, depois de um acontecimento, percebi que eu havia esquecido de fazer uma pergunta:
Será que simples ato de jogar videogame carrega mesmo uma ideologia? Algo que "escolher um lado" e se esforçar em prol dele pode ser considerado um comportamento saudável?
Bom, vou-lhes relatar o dito acontecimento antes de falarmos sobre esta questão.
Tudo começou com a questão dos exclusivos do X1 e do PS4 de 2018, assim como alguns youtubers - querendo ou não, estes hoje simbolizam (às vezes mesmo sem querer) os maiores "totens" dos quais os jogadores usam como referência, tanto por se identificar pessoalmente, como pelo acesso fácil. Além do mais, parece que "apenas jogar" se tornou algo ultrapassado no mundo tecnológico de hoje em dia - é necessário compreender, desde questões técnicas, econômicas e até mesmo políticas e artísticas das empresas de games e até mesmo, pertencer a grupos.
Como a maioria, também tenho minhas principais referências - a principal delas, no caso, ArnaldoDK.
Me identifico com ele em diversos aspectos - assim como a idade, a classe econômica...enfim. Também gosto dos Xbox Mil Grau, dos quais criaram uma verdadeira revolução no Youtube gamer brasileiro. Arnaldo e XMG eram ligados e amigos e obviamente que eu me sentia bem com isto. No entanto, estes acabaram por se desentender e hoje passaram a ser quase rivais. Em si, este está longe de ser o problema - todos têm o direito de ter sua opinião, quer eu julgue justa ou não. No entanto o novo caminho tomado pelo canal de DK, acabou me deixando assustado no sentido de me fazer questionar se minhas ações quanto a vida no geral estavam corretas e saudáveis.
Afinal, eu estava "seguro" e na zona de conforto no papel de "caixista" e seguidor de diversas ideologias XMG. Porém, passei a me perguntar se realmente eu estava certo, em alguns aspectos.
Começando com a questão ali em cima, primeiro: será que de fato, sou gamer?
Não estou falando no questionando idiota bem popular hoje em dia - o "gamer de verdade" - mas sim o fato do nível de importância que jogar tem em minha vida. Afinal, durante o período em que eu tinha um papel social (universitário), os games praticamente haviam perdido TANTA importância. Na própria adolescência, quando comecei a me relacionar com música, minha paixão por jogar se tornaria bem casual - típico jogador de PES e FIFA. Desta forma, será que não tenho usado meu "caixismo" como forma de "fuga da realidade" (isso é óbvio) e de que forma isto pode me prejudicar pessoalmente? Porque uma coisa é certa: as coisas que eu dedicava mais meu tempo antes de jogar e acompanhar notícias de Xbox eram bem mais produtivas, como ler, escrever e me dedicar ao esporte, algo que tem sido difícil hoje em dia.
Em segundo plano, mais dentro do universo gamer: o "caixismo" faz sentido?
Juntamente com ele, o incentivo aos "produtos originais". DK tem feito vídeos com emuladores, games piratas, plataformas rivais - aspectos dos quais eu passei e tive momentos maravilhosos em minha vida. Hoje, por questão de evolução e oportunismo, sinto que os mesmos não são mais necessários, mas mesmo assim, sempre existe a nostalgia e inclusive o questionamento - não estaria eu perdendo peças importantes do universo gamer, simplesmente por meu ideologismo? Talvez eu devesse dar uma chance ao PS4, talvez eu devesse jogar um pouco de PS1 e PS2 nos emuladores, talvez eu devesse esquecer de vez o gamescore ou a priorização dos exclusivos Microsoft...é possível, afinal, ser o tal "isentão"? Aqui também entra o fator "classe social" - a pobreza lhe dá o direito de desfrutar de pirataria?
Aqui entra um cara que a filosofia dele me é de muita admiração, o Salatiel do canal AMX Gameplays.
Sala deixa claro sua preferência pelo Xbox, mas joga sem problemas os exclusivos de PS4, sem "vestir nenhuma camisa". No entanto, sobre emuladores e pirataria, Sala parece não adentrar. De fato eu também não quero - no entanto, minha condição social escolhe mais isto do que eu. Penso o quanto eu já gastei só em games desde 2016, quando comprei o X1, e como este dinheiro poderia ter ajudado em minha vida, que está em condições complicadas. Ao mesmo tempo que também concluo que eu vivia um momento mentalmente difícil em minha vida quando a faculdade terminou e o X1 foi uma solução altamente eficaz para lidar com todo o sofrimento em minha cabeça.
E onde é o lugar do Playstation em minha vida?
Acredito que é mais ou menos como o Sala faz. Talvez eu deva me manter aberto à possibilidade de um dia jogar os games da Sony - que mal isto pode fazer? E no caso do PS1 ou PS2, eles representam a nostalgia, e tudo bem se eu quiser jogar algum jogo em algum emulador - porém, não é algo que eu tenho vontade, sinceramente; os vídeos são suficientes. Desta forma, concluo que, mesmo com a injustiça da mídia para com o Xbox (isso eu vi já como totalmente verídico), admirar o lado azul e reconhecer suas grandezas é algo inteligente - assim como a Nintendo ou a Steam. Poder aproveitar tudo sempre será o ideal.
E onde é o lugar da pirataria em minha vida?
Acredito que o quanto eu puder evitar, melhor. Não só por uma questão legal (das quais as autoridades pouco fazem) mas pelo perigo e falta de qualidade dos serviços de um produto pirata - vocês não fazem ideia o quanto já me irritei com isto. Alguns itens de PC, aqui ou ali, talvez sejam inevitáveis - até porque tenho que pensar de forma conjunta (familiar). Mas outros, principalmente relacionados ao Xbox, eu dispenso completamente. Fora que sempre é bom lembrar que seu tão amado filme, jogo ou música saiu da mente algum ser humano que se esforçou para isto - e ele não tem culpa que sua família seja pobre ou que vivamos em um sistema doente. Simples assim.
E o mais difícil: o papel do videogame em minha vida?
O certo dos certos sempre será o equilíbrio. Existe um conceito na psicologia (roubado dos hindus) que diz que devemos nos dedicar igualmente em tempo e esforço nos diversos aspectos de nossa vida - aqui entram família, trabalho, relacionamentos, saúde, recreação...nenhum deve se sobressair ao outro. E se o videogame está dentro de "recreação" em minha vida, posso desfrutá-lo de todas as formas, desde que não deixe esse esforço e tempo nele, roubar energia dos "outros pontos". Em segundo plano, vem a recreação no total, e o quanto de coisas que "coloco ali". Gosto de artes marciais e de fisiculturismo, por exemplo - o tempo que dedico a eles deve ser exatamente o mesmo que dedico aos games, ainda que eles atinjam por tabela a questão "saúde", o que lhes dá mais direito ainda. Pois é, fazer este "cálculo" não é fácil, mas saber se ele está correto é - basta nos perguntarmos se estamos satisfeitos com nossa vida neste atual momento.
Por fim, a conclusão é que vou continuar acompanhando os canais, tanto do DK quanto dos XMG, quanto do AMX...todos que eu gosto. Assim como vou continuar jogando meu X1, fazendo meu gamescore ou jogando games Microsoft ou de outras empresas. E por fim, se eu tiver a oportunidade, poder jogar os games de outras empresas "rivais", é uma honra que eu não posso deixar passar - não se deve julgar um game por sua empresa, mas sim por sua qualidade individual, penso eu. Quanto ao "caixismo", é divertido fazer brincadeiras com meu primo, mas chegar ao ponto de participar de debates na internet ou ficar sempre do lado verde, isso não parece ser o certo. Tenho meu lado verde como principal hoje, mas os lados vermelho e azul (assim como "preto", da Steam) que me formaram como gamer, no passado. Por isso, ainda que a mídia ou as próprias empresas se usem de políticas injustas com o consumidor, isso não me dá o direito de odiar ou debochar. No máximo criticar. O deboche só sobra mesmo para os jornalistas/youtubers que "não jogam" e querem fazer "reviews e análises" - estes, quero bem longe de mim. Confio mais no velho e "povão" DK (assim como no Sala e Capim), no que no curso de jornalismo desses caras, que em maioria só falam e não jogam. Aqui sou totalmente XMG.
Basicamente é isto então. Espero que o DK volte com os indies. Espero que o jornalismo seja mais equilibrado. E por fim, espero que o "nome Xbox" consiga se equilibrar com o "nome Playstation" e possamos ter uma geração de igualdade e disputa sadia - sem imprensas parciais ou "falsos isentos" ficarem sempre puxando a sardinha para um lado.
E que eu consigo equilibrar minha "recreação" com os demais itens na minha vida. Sabedoria e prática sempre.
Obrigado para quem leu e prosperidade sempre.
segunda-feira, 25 de junho de 2018
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