Na verdade, tenho que admitir que escrever sobre este tema não estava em meus planos.
Afinal, o que dizer a respeito? Tudo parece bem claro para mim - possivelmente o videogame esteja entre as três ou cinco coisas das quais a minha vida gira em torno. Algo um tanto quanto importante.
No entanto, parece que para algumas pessoas isto não está muito claro. Vou tentar informá-las e assim desfazer qualquer tipo de confusão que quiçá tem sim seus motivos.
Sempre acompanhei e joguei todas as gerações de games desde que me conheço por gente, começando pelos Nintendos, passando pelos Playstations e PC's até chegar nos Xbox. E justamente aqui que o "problema" começou.
De fato, reconheço: não acompanhei a geração passada (x360) como ela merecia. Estava com a cabeça em outros lugares.
Isto porque havia realizado meu grande objetivo de entrar na universidade e lá também confirmei aquela que seria outra de minhas grandes paixões - o conhecimento. Com isto também vem aquela coisa de idealismo ou de "mudar o mundo" tradicional do universitário - acabava sobrando pouco tempo para jogar. Foi neste período que minha imagem "nerd" ou "gueek" acabou sendo substituída por algo mais, não sei, "intelectual", "hipster" e por aí vai. Fases da vida.
Porém, assim que tudo isso terminou e logo após me casei, meu instinto original me chamou e acabei voltando às minhas origens - não só nos games, mas também nos quadrinhos e todo este universo. Acabou sobrando menos espaço para estudos intelectuais e coisas do tipo - ainda que naturalmente eles ainda existam. Porém sei que de fato não são minha essência - essa é voltada ao universo gamer e acabou.
Um grande amigo meu durante a faculdade, meu grande companheiro de debates filosóficos e vizinho desde os oito anos de idade, que havia também se casado e se mudado de cidade na mesma na mesma época que eu assim fiz, volta então. E quem esperava encontrar? Sim o mesmo pensador, dissecador de ideias que ele conheceu nos últimos anos. No entanto, posso afirmar que este não sou mais eu. Para sua decepção, talvez, hoje sou mais próximo de coisas mais práticas, da tecnologia e afins. E se antigamente eu leria romances dos grandes escritores franceses e russos, hoje jamais trocaria isto por uma graphic novel da Liga da Justiça. Simples assim.
Não faz muito tempo que a coleção de Final Fantasies foram anunciados para XONE.
Quando os vi, por mais que minha condição financeira talvez me impeça de os comprar no lançamento, simplesmente saber que este conteúdo existe e tenho acesso a ele me traz uma felicidade imensa e nostálgica - me recordo de minha infância, daqueles que joguei e lia a respeito nas revistas gamers. Uma imersão gigantesca de um tempo que não volta mais e no qual a imaginação não tinha limites. Ainda que muitos digam que o universo gamer seja uma fuga da realidade, onde estão nossos problemas e preocupações, eu sempre os verei como parte do meu ser, de minha essência, de tudo aquilo que sou. Sem eles, eu nada seria.
E ainda que eu tenha que revisitar o campo intelectual novamente, hoje não será mais por uma busca do significado das coisas, mas puramente por uma questão profissional - e óbvio, com seu grande valor. Mas ainda assim, incomparável com meu universo fantástico de heróis, aventuras e simulações, cada vez mais avançados e potentes ou mesmo aqueles exemplares que sempre serão imortais, por mais velhos que sejam.
Por isso meu amigo, ainda que doa meu coração lhe dizer isto devido às circunstâncias que sei que vivemos, quem você busca não existe mais também - foi uma mera fase de alguém que sempre existiu. Basta se lembrar de quem eu era na infância, na adolescência. E se tem uma coisa que aprendi com toda a literatura, história, ciência e filosofia que estudei é que tentar entender tudo ou pior, a si-mesmo, é um caminho que definitivamente não lhe abole o sofrimento. Vale muito mais a pena você viver e ser quem você é de verdade, pois acredito que todos nós já sabemos - apenas não queremos enxergar.
Sente ao meu lado, chama teu irmão que sei que gosta, enquanto chamo meu primo e nossos outros velhos amigos - e vamos jogar!
Espero poder trazer aqueles games que sei que representaram muito para ti, como Silent Hill 3 e Final Fantasy X. Tenho certeza que vais gostar do novo Tomb Raider. Tekken, Mortal Kombat...e já que não temos mais Guitar Hero, por que não conhecer o tal Rock Band? Não dói. Não causa ansiedade, nem tristeza - Hellblade talvez seja uma boa nova sugestão. Jamais diga que está perdendo teu tempo ou dinheiro enquanto joga - há games que falam muito mais do que livros como livros que falam mais do que games, lhe garanto. Relaxa - é disso que tu precisa. Que tua mente precisa. E não te preocupas com o futuro: tudo vai dar certo. Ao seu tempo.
Enquanto isto, vai um Final Fight aí?
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
A Realidade Sobre o Criador de Conteúdo
Antes de tudo, creio que seria prudente eu explicar o título do texto, pois sem sua compreensão, o mesmo pode acabar acontecendo com a postagem.
O que seria um Criador de Conteúdo?
Bom, para mim, não encontrei uma palavra unânime que se refira ao sujeito faz vídeos para tantos sites disponíveis hoje em dia - ao vivo ou não. Isto porque normalmente ele também está em sites e rede sociais e seu conteúdo também. Então, no geral pensem que estou falando do seu amado "youtuber" ou "streamer", mas que também é blogger, "facebooker", "mixer" e por aí vai. É importante ressaltar que irei me restringir ao meio gamer, pois caso contrário, o assunto ficaria muito abrangente.
Em minha vida, estas pessoas detém grande importância, pois desde que esta profissão surgiu, troquei completamente a televisão por eles. E a mesma coisa em relação aos sites "especializados". A maioria do conteúdo que uso na internet provém deles. O Youtube foi a maneira inicial que encontrei de poder "assistir sobre games", algo um tanto quanto raro na televisão aberta e com isto consumir um conteúdo com visual e som, diferente de um simples site ou qualquer outra forma de leitura sobre (coisa que fiz a vida inteira).
Antigamente eram as revistas de videogame que faziam este papel, que então foram substituídos pelos sites. A dimensão da coisa ficou tão gigantesca que estes aí receberam até o título de "mídia especializada" - algo inédito para o que antes era uma brincadeira. Obviamente que para o gamer hardcore nunca foi e de uma forma ou de outra, buscávamos nos manter sempre informados sobre os games e suas novidades, algo essencial para seu consumo.
Desta forma, assim como houve a primeira revolução (a das revistas), a segunda foi mais marcante. Por fim, acabamos chegando em uma geração (pelo menos para mim) em que houve outra revolução: construir e editar um vídeo já não era o bastante. Acabamos chegando na era dos vídeos ao vivo, as lives, do streaming. Que maneira melhor de você saber que aquela pessoa que produzia os vídeos ou sites realmente era alguém que jogava como você?
Isto então acabou se tornando algo crucial para mim. O produtor de conteúdo que não tenta minimamente demonstrar que joga videogame é totalmente sem credibilidade para até mesmo tweetar alguma opinião. Por ironia, eu acabei percebendo que os pequenos criadores (que jogam!), sim, muitas vezes não têm o mesmo carisma, intelecto ou respeito à ética do que os grandes (e talvez isto os mantenha lá), no entanto quando vão fazer algum comentário sobre games, aquilo acaba tendo bem mais valia que o generalista e frio mundo dos "grandes", assim como da mídia.
Percebe-se aqui um problema que muitos criadores enfrentam, algo que provavelmente ultrapassa o mundo virtual - a ausência do direito de podermos ser nós próprios, pois não nos "encaixamos" naquilo que faz sucesso ou não sei, "é o certo". Do lado "isento", o criador normalmente fica impossibilitado de dizer que odiou um jogo ou uma plataforma, caso contrário vai perder em audiência. A mesma coisa em relação ao próprio conteúdo produzido.
Não sei exatamente as regras, mas percebo que eu fosse um criador - algo que eu gostaria - provavelmente eu não faria sucesso. Primeiramente porque eu não usaria máscara e nem criaria um "personagem". Segundo porque eu não pretenderia fazer palhaçadas ou vídeos de humor ou brigas com outras pessoas - gostaria de produzir um streaming bem tranquilo de jogos que eu estivesse afim de jogar naquele momento, pouco importando a plataforma ou data de lançamento. Com isto tecer comentários sobre meu jogo sendo eu próprio - alguém que não é muito engraçado, com um certo jeito de alguém que preza pelo conhecimento e pelo respeito. Também jamais faria vídeos sobre minha vida pessoal. Sim, eu seria alguém bem sem graça - do ponto de vista do que é engraçado hoje.
Por isso eu admiro muito os criadores que apesar de saberem que estão remando contra a maré, nela continuam - são o mais autênticos possíveis. E ainda talvez acabem sabendo o osso do ofício de fazer alguns sensacionalismos, não tornam isso um hábito, mas algo mais secundário. Tão importante quanto a autenticidade, para mim é a oportunidade de ver o cara jogando, sem edições. Nem todos querem que "o vídeo fique mais dinâmico" e sim preferem saber que o cara joga, que é um verdadeiro gamer como aquele que o assiste.
Se tem algo que sempre desconfiei é do criador que consegue elaborar uma opinião sobre todos os jogos. Isto é praticamente impossível, a menos que ele literalmente não tenha vida pessoal.
A verdade é que todos nós temos preferências e momentos. Se as empresas me dessem jogos com o dever de eu fazer análise, tenho certeza que pelo menos a metade sairia algo, digamos, "mentiroso". Isto porque eu ou não conseguiria jogar tudo ou uma parte eu jogaria sem "tesão", o que torna ruim qualquer tipo de jogo. Somos seres humanos e os games são formas de entretenimento - é um tanto complicado se entreter com algo quando queremos nos entreter com outro.
Concluindo: pode até ser que uma hora eu arrisque e quem sabe meu material até faça sucesso. Da mesma forma, fico feliz por ter encontrado uma parcela (por menor que seja) de criadores que fazem algo com estes atributos que citei com essenciais - e tiro meu chapéu para eles. A arte está ligada, antes de tudo, a autenticidade. Por isso desconfie sempre daquele cara que tem opinião argumentativa sobre tudo - não é possível gostar de tudo ou entender do que não gostamos.
O que seria um Criador de Conteúdo?
Bom, para mim, não encontrei uma palavra unânime que se refira ao sujeito faz vídeos para tantos sites disponíveis hoje em dia - ao vivo ou não. Isto porque normalmente ele também está em sites e rede sociais e seu conteúdo também. Então, no geral pensem que estou falando do seu amado "youtuber" ou "streamer", mas que também é blogger, "facebooker", "mixer" e por aí vai. É importante ressaltar que irei me restringir ao meio gamer, pois caso contrário, o assunto ficaria muito abrangente.
Em minha vida, estas pessoas detém grande importância, pois desde que esta profissão surgiu, troquei completamente a televisão por eles. E a mesma coisa em relação aos sites "especializados". A maioria do conteúdo que uso na internet provém deles. O Youtube foi a maneira inicial que encontrei de poder "assistir sobre games", algo um tanto quanto raro na televisão aberta e com isto consumir um conteúdo com visual e som, diferente de um simples site ou qualquer outra forma de leitura sobre (coisa que fiz a vida inteira).
Antigamente eram as revistas de videogame que faziam este papel, que então foram substituídos pelos sites. A dimensão da coisa ficou tão gigantesca que estes aí receberam até o título de "mídia especializada" - algo inédito para o que antes era uma brincadeira. Obviamente que para o gamer hardcore nunca foi e de uma forma ou de outra, buscávamos nos manter sempre informados sobre os games e suas novidades, algo essencial para seu consumo.
Desta forma, assim como houve a primeira revolução (a das revistas), a segunda foi mais marcante. Por fim, acabamos chegando em uma geração (pelo menos para mim) em que houve outra revolução: construir e editar um vídeo já não era o bastante. Acabamos chegando na era dos vídeos ao vivo, as lives, do streaming. Que maneira melhor de você saber que aquela pessoa que produzia os vídeos ou sites realmente era alguém que jogava como você?
Isto então acabou se tornando algo crucial para mim. O produtor de conteúdo que não tenta minimamente demonstrar que joga videogame é totalmente sem credibilidade para até mesmo tweetar alguma opinião. Por ironia, eu acabei percebendo que os pequenos criadores (que jogam!), sim, muitas vezes não têm o mesmo carisma, intelecto ou respeito à ética do que os grandes (e talvez isto os mantenha lá), no entanto quando vão fazer algum comentário sobre games, aquilo acaba tendo bem mais valia que o generalista e frio mundo dos "grandes", assim como da mídia.
Percebe-se aqui um problema que muitos criadores enfrentam, algo que provavelmente ultrapassa o mundo virtual - a ausência do direito de podermos ser nós próprios, pois não nos "encaixamos" naquilo que faz sucesso ou não sei, "é o certo". Do lado "isento", o criador normalmente fica impossibilitado de dizer que odiou um jogo ou uma plataforma, caso contrário vai perder em audiência. A mesma coisa em relação ao próprio conteúdo produzido.
Não sei exatamente as regras, mas percebo que eu fosse um criador - algo que eu gostaria - provavelmente eu não faria sucesso. Primeiramente porque eu não usaria máscara e nem criaria um "personagem". Segundo porque eu não pretenderia fazer palhaçadas ou vídeos de humor ou brigas com outras pessoas - gostaria de produzir um streaming bem tranquilo de jogos que eu estivesse afim de jogar naquele momento, pouco importando a plataforma ou data de lançamento. Com isto tecer comentários sobre meu jogo sendo eu próprio - alguém que não é muito engraçado, com um certo jeito de alguém que preza pelo conhecimento e pelo respeito. Também jamais faria vídeos sobre minha vida pessoal. Sim, eu seria alguém bem sem graça - do ponto de vista do que é engraçado hoje.
Por isso eu admiro muito os criadores que apesar de saberem que estão remando contra a maré, nela continuam - são o mais autênticos possíveis. E ainda talvez acabem sabendo o osso do ofício de fazer alguns sensacionalismos, não tornam isso um hábito, mas algo mais secundário. Tão importante quanto a autenticidade, para mim é a oportunidade de ver o cara jogando, sem edições. Nem todos querem que "o vídeo fique mais dinâmico" e sim preferem saber que o cara joga, que é um verdadeiro gamer como aquele que o assiste.
Se tem algo que sempre desconfiei é do criador que consegue elaborar uma opinião sobre todos os jogos. Isto é praticamente impossível, a menos que ele literalmente não tenha vida pessoal.
A verdade é que todos nós temos preferências e momentos. Se as empresas me dessem jogos com o dever de eu fazer análise, tenho certeza que pelo menos a metade sairia algo, digamos, "mentiroso". Isto porque eu ou não conseguiria jogar tudo ou uma parte eu jogaria sem "tesão", o que torna ruim qualquer tipo de jogo. Somos seres humanos e os games são formas de entretenimento - é um tanto complicado se entreter com algo quando queremos nos entreter com outro.
Concluindo: pode até ser que uma hora eu arrisque e quem sabe meu material até faça sucesso. Da mesma forma, fico feliz por ter encontrado uma parcela (por menor que seja) de criadores que fazem algo com estes atributos que citei com essenciais - e tiro meu chapéu para eles. A arte está ligada, antes de tudo, a autenticidade. Por isso desconfie sempre daquele cara que tem opinião argumentativa sobre tudo - não é possível gostar de tudo ou entender do que não gostamos.
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
Muitos Jogos Para Jogar!
Talvez um dos "dramas" mais vividos por jogadores desta geração.
Antigamente, em minha adolescência, não me lembro de me preocupar com isto ou sentir que minha lista de jogos a serem terminados estava sobrecarregada. O motivo principal talvez fosse a própria "leveza" do momento, onde games, apesar de importantes, não ocupavam o topo da pirâmide - lá estava toda a instabilidade, questionamento e rebeldia adolescente. O que mudou de lá para cá talvez foi justamente isto - a questão da consciência.
Isto porque em minha jovem idade adulta, na geração de consoles passada, eu já me cobrava pelos poucos games que eu levava até o fim. Hoje então, nem se fala. E imagino que não seja apenas eu que esteja passando por isto.
Mas alto lá, com certeza existem aqueles que representam uma opinião de que isto não tem importância. O jogador casual e seu FIFA ou viciado multiplayer são exemplos de pessoas que não se preocupam em "aproveitar a geração terminando o maior número possível de jogos". Inclusive já vi em comentários nas redes, pessoas que conseguem assumidamente comprar um jogo, jogar por meia-hora e "jogá-lo ao canto", nunca mais sequer o inicializando.
De fato, se tomarmos a diversão com a função principal, eles estão longe de estar errados. Percebo eu que nada melhor que inicializar um jogo novo - ao mesmo tempo que dificilmente a paixão por jogá-lo se mantém estável. É natural que "esfrie" e então o prazer passa a se tornar responsabilidade ou desafio. E é justamente neste momento que uns param e poucos continuam.
Eu faço das duas alternativas, com a consciência de que deixar de jogar um jogo me causa incômodo - sinto que sempre devo ir até o fim e isto aumenta conforme o nível de investimento. Obviamente que isto não se aplica a jogos que não gosto, mas convenhamos, estes, embora presentes, são um número menor na maioria das bibliotecas - erros todos nós cometemos na hora de comprar.
Mas então? O que fazer quando você tem uma biblioteca lotada? Será que é se organizar e ir terminando um a um?
Bom, eu concluí recentemente, até em textos passados, que é impossível você aproveitar cem por cento de uma geração. Sempre haverão jogos que você não chegará até o fim ou mesmo que sequer chegará a experimentar. Entender esta limitação é importante. Ainda que em meu Xbox One os serviços de aluguel contribuam com o aumento de minha biblioteca, preciso ser sempre sincero comigo na hora do que vou jogar. Acredito que não espaço para terminarmos os "jogos legais", somente os "que amamos, os preferidos". E isto nos obriga também a fazer cortes para tornar as coisas mais adequadas.
Vou citar um exemplo: RPG's.
Em minha conta Microsoft eu tenho acesso a vários "gigantes" deste gênero: a trilogia Dark Souls, a trilogia The Witcher, a trilogia Mass Effect ou mesmo a trilogia Dragon Age. São de dois a três jogos da mesma série, às vezes de XONE, outras de X360. Quantos de nós nos daríamos o trabalho de terminar os três Dark Souls e em uma mesma pegada os quatro Mass Effect? Concluí que temos a difícil missão de descartar - seja a franquia toda, seja parte dela. No meu caso, descartei Dragon Age, uma série que foi a que me atraiu menos e da qual eu apenas tive acesso devido ao EA Acess. Por outro lado, todos os Dark Souls viram a cor de meu dinheiro. Merece ser jogado, como já fiz. Agora, terminar os três jogos até o fim talvez seja outra história. Com Mass e Witcher, você também tem a opção de descartar partes - embora quando tentei fazer isto em Witcher, admito que foi desagradável, o que não aconteceu em Mass.
E quanto ao futuro?
Sei que cada vez mais jogos até o fim desta geração me esperam. O número vai aumentar e apenas cabe a mim fazer escolhas honrosas daqueles que pretendo chegar até o fim. Assumi também o compromisso de terminar algumas franquias como Assassin's Creed, Halo e Gears. No final de contas, minhas escolhas serão um seleto grupo, do qual os que não pertencem a ele, cairão no esquecimento.
Por isso, caros gamers que se importam em terminar os jogos, compram e assinem sempre com consciência.
Nada é melhor que você olhar uma gamertag, mesmo que sem tantos cem por cento, mas porcentagens altas no maior números de jogos. Isto comprova que você usou bem seu tempo e seu dinheiro.
Há diversos caminhos e este apenas um deles. Cada um se diverte como quer. Isto é videogame.
Então meu caro amigo com a biblioteca cheia, escolha com sabedoria onde você vai investir seu dinheiro e tempo - para evitar gastos, para evitar "aquele jogo de dois anos atrás que você comprou no lançamento e o percentual dele está em zero". E repito aos fãs de lançamentos, induzidos pela mídia: veja o lançamento como mais um jogo e não como algo melhor do que você já tem. Compre-o ou jogue-o no devido lugar de sua "fila".
Espero ter contribuído algo mais uma vez. Abraços!
Antigamente, em minha adolescência, não me lembro de me preocupar com isto ou sentir que minha lista de jogos a serem terminados estava sobrecarregada. O motivo principal talvez fosse a própria "leveza" do momento, onde games, apesar de importantes, não ocupavam o topo da pirâmide - lá estava toda a instabilidade, questionamento e rebeldia adolescente. O que mudou de lá para cá talvez foi justamente isto - a questão da consciência.
Isto porque em minha jovem idade adulta, na geração de consoles passada, eu já me cobrava pelos poucos games que eu levava até o fim. Hoje então, nem se fala. E imagino que não seja apenas eu que esteja passando por isto.
Mas alto lá, com certeza existem aqueles que representam uma opinião de que isto não tem importância. O jogador casual e seu FIFA ou viciado multiplayer são exemplos de pessoas que não se preocupam em "aproveitar a geração terminando o maior número possível de jogos". Inclusive já vi em comentários nas redes, pessoas que conseguem assumidamente comprar um jogo, jogar por meia-hora e "jogá-lo ao canto", nunca mais sequer o inicializando.
De fato, se tomarmos a diversão com a função principal, eles estão longe de estar errados. Percebo eu que nada melhor que inicializar um jogo novo - ao mesmo tempo que dificilmente a paixão por jogá-lo se mantém estável. É natural que "esfrie" e então o prazer passa a se tornar responsabilidade ou desafio. E é justamente neste momento que uns param e poucos continuam.
Eu faço das duas alternativas, com a consciência de que deixar de jogar um jogo me causa incômodo - sinto que sempre devo ir até o fim e isto aumenta conforme o nível de investimento. Obviamente que isto não se aplica a jogos que não gosto, mas convenhamos, estes, embora presentes, são um número menor na maioria das bibliotecas - erros todos nós cometemos na hora de comprar.
Mas então? O que fazer quando você tem uma biblioteca lotada? Será que é se organizar e ir terminando um a um?
Bom, eu concluí recentemente, até em textos passados, que é impossível você aproveitar cem por cento de uma geração. Sempre haverão jogos que você não chegará até o fim ou mesmo que sequer chegará a experimentar. Entender esta limitação é importante. Ainda que em meu Xbox One os serviços de aluguel contribuam com o aumento de minha biblioteca, preciso ser sempre sincero comigo na hora do que vou jogar. Acredito que não espaço para terminarmos os "jogos legais", somente os "que amamos, os preferidos". E isto nos obriga também a fazer cortes para tornar as coisas mais adequadas.
Vou citar um exemplo: RPG's.
Em minha conta Microsoft eu tenho acesso a vários "gigantes" deste gênero: a trilogia Dark Souls, a trilogia The Witcher, a trilogia Mass Effect ou mesmo a trilogia Dragon Age. São de dois a três jogos da mesma série, às vezes de XONE, outras de X360. Quantos de nós nos daríamos o trabalho de terminar os três Dark Souls e em uma mesma pegada os quatro Mass Effect? Concluí que temos a difícil missão de descartar - seja a franquia toda, seja parte dela. No meu caso, descartei Dragon Age, uma série que foi a que me atraiu menos e da qual eu apenas tive acesso devido ao EA Acess. Por outro lado, todos os Dark Souls viram a cor de meu dinheiro. Merece ser jogado, como já fiz. Agora, terminar os três jogos até o fim talvez seja outra história. Com Mass e Witcher, você também tem a opção de descartar partes - embora quando tentei fazer isto em Witcher, admito que foi desagradável, o que não aconteceu em Mass.
E quanto ao futuro?
Sei que cada vez mais jogos até o fim desta geração me esperam. O número vai aumentar e apenas cabe a mim fazer escolhas honrosas daqueles que pretendo chegar até o fim. Assumi também o compromisso de terminar algumas franquias como Assassin's Creed, Halo e Gears. No final de contas, minhas escolhas serão um seleto grupo, do qual os que não pertencem a ele, cairão no esquecimento.
Por isso, caros gamers que se importam em terminar os jogos, compram e assinem sempre com consciência.
Nada é melhor que você olhar uma gamertag, mesmo que sem tantos cem por cento, mas porcentagens altas no maior números de jogos. Isto comprova que você usou bem seu tempo e seu dinheiro.
Há diversos caminhos e este apenas um deles. Cada um se diverte como quer. Isto é videogame.
Então meu caro amigo com a biblioteca cheia, escolha com sabedoria onde você vai investir seu dinheiro e tempo - para evitar gastos, para evitar "aquele jogo de dois anos atrás que você comprou no lançamento e o percentual dele está em zero". E repito aos fãs de lançamentos, induzidos pela mídia: veja o lançamento como mais um jogo e não como algo melhor do que você já tem. Compre-o ou jogue-o no devido lugar de sua "fila".
Espero ter contribuído algo mais uma vez. Abraços!
segunda-feira, 25 de junho de 2018
Questionamentos
Olá gamers! Cá estou eu, depois de um tempo afastado, dedicado à outros assuntos da vida. Não por acaso, que escolhi a temática do texto, algo relacionado.
Afinal de contas, quanto de nosso tempo como ser humano que esta "vida gamer" merece? Até onde ela vai além do "pegar o controle e jogar"?
Talvez eu já devo ter feito diversos textos que falam a respeito, mas realmente é algo que me intriga até em relação à minha própria vida, da qual ainda hoje permaneço sem progresso quanto a compreensão do tema. Também já falei sobre a necessidade social humana, inclusive usando fontes acadêmicas, que explicam o porquê temos esta necessidade de "vestir camisas", pertencermos à grupos e tudo mais. No entanto, depois de um acontecimento, percebi que eu havia esquecido de fazer uma pergunta:
Será que simples ato de jogar videogame carrega mesmo uma ideologia? Algo que "escolher um lado" e se esforçar em prol dele pode ser considerado um comportamento saudável?
Bom, vou-lhes relatar o dito acontecimento antes de falarmos sobre esta questão.
Tudo começou com a questão dos exclusivos do X1 e do PS4 de 2018, assim como alguns youtubers - querendo ou não, estes hoje simbolizam (às vezes mesmo sem querer) os maiores "totens" dos quais os jogadores usam como referência, tanto por se identificar pessoalmente, como pelo acesso fácil. Além do mais, parece que "apenas jogar" se tornou algo ultrapassado no mundo tecnológico de hoje em dia - é necessário compreender, desde questões técnicas, econômicas e até mesmo políticas e artísticas das empresas de games e até mesmo, pertencer a grupos.
Como a maioria, também tenho minhas principais referências - a principal delas, no caso, ArnaldoDK.
Me identifico com ele em diversos aspectos - assim como a idade, a classe econômica...enfim. Também gosto dos Xbox Mil Grau, dos quais criaram uma verdadeira revolução no Youtube gamer brasileiro. Arnaldo e XMG eram ligados e amigos e obviamente que eu me sentia bem com isto. No entanto, estes acabaram por se desentender e hoje passaram a ser quase rivais. Em si, este está longe de ser o problema - todos têm o direito de ter sua opinião, quer eu julgue justa ou não. No entanto o novo caminho tomado pelo canal de DK, acabou me deixando assustado no sentido de me fazer questionar se minhas ações quanto a vida no geral estavam corretas e saudáveis.
Afinal, eu estava "seguro" e na zona de conforto no papel de "caixista" e seguidor de diversas ideologias XMG. Porém, passei a me perguntar se realmente eu estava certo, em alguns aspectos.
Começando com a questão ali em cima, primeiro: será que de fato, sou gamer?
Não estou falando no questionando idiota bem popular hoje em dia - o "gamer de verdade" - mas sim o fato do nível de importância que jogar tem em minha vida. Afinal, durante o período em que eu tinha um papel social (universitário), os games praticamente haviam perdido TANTA importância. Na própria adolescência, quando comecei a me relacionar com música, minha paixão por jogar se tornaria bem casual - típico jogador de PES e FIFA. Desta forma, será que não tenho usado meu "caixismo" como forma de "fuga da realidade" (isso é óbvio) e de que forma isto pode me prejudicar pessoalmente? Porque uma coisa é certa: as coisas que eu dedicava mais meu tempo antes de jogar e acompanhar notícias de Xbox eram bem mais produtivas, como ler, escrever e me dedicar ao esporte, algo que tem sido difícil hoje em dia.
Em segundo plano, mais dentro do universo gamer: o "caixismo" faz sentido?
Juntamente com ele, o incentivo aos "produtos originais". DK tem feito vídeos com emuladores, games piratas, plataformas rivais - aspectos dos quais eu passei e tive momentos maravilhosos em minha vida. Hoje, por questão de evolução e oportunismo, sinto que os mesmos não são mais necessários, mas mesmo assim, sempre existe a nostalgia e inclusive o questionamento - não estaria eu perdendo peças importantes do universo gamer, simplesmente por meu ideologismo? Talvez eu devesse dar uma chance ao PS4, talvez eu devesse jogar um pouco de PS1 e PS2 nos emuladores, talvez eu devesse esquecer de vez o gamescore ou a priorização dos exclusivos Microsoft...é possível, afinal, ser o tal "isentão"? Aqui também entra o fator "classe social" - a pobreza lhe dá o direito de desfrutar de pirataria?
Aqui entra um cara que a filosofia dele me é de muita admiração, o Salatiel do canal AMX Gameplays.
Sala deixa claro sua preferência pelo Xbox, mas joga sem problemas os exclusivos de PS4, sem "vestir nenhuma camisa". No entanto, sobre emuladores e pirataria, Sala parece não adentrar. De fato eu também não quero - no entanto, minha condição social escolhe mais isto do que eu. Penso o quanto eu já gastei só em games desde 2016, quando comprei o X1, e como este dinheiro poderia ter ajudado em minha vida, que está em condições complicadas. Ao mesmo tempo que também concluo que eu vivia um momento mentalmente difícil em minha vida quando a faculdade terminou e o X1 foi uma solução altamente eficaz para lidar com todo o sofrimento em minha cabeça.
E onde é o lugar do Playstation em minha vida?
Acredito que é mais ou menos como o Sala faz. Talvez eu deva me manter aberto à possibilidade de um dia jogar os games da Sony - que mal isto pode fazer? E no caso do PS1 ou PS2, eles representam a nostalgia, e tudo bem se eu quiser jogar algum jogo em algum emulador - porém, não é algo que eu tenho vontade, sinceramente; os vídeos são suficientes. Desta forma, concluo que, mesmo com a injustiça da mídia para com o Xbox (isso eu vi já como totalmente verídico), admirar o lado azul e reconhecer suas grandezas é algo inteligente - assim como a Nintendo ou a Steam. Poder aproveitar tudo sempre será o ideal.
E onde é o lugar da pirataria em minha vida?
Acredito que o quanto eu puder evitar, melhor. Não só por uma questão legal (das quais as autoridades pouco fazem) mas pelo perigo e falta de qualidade dos serviços de um produto pirata - vocês não fazem ideia o quanto já me irritei com isto. Alguns itens de PC, aqui ou ali, talvez sejam inevitáveis - até porque tenho que pensar de forma conjunta (familiar). Mas outros, principalmente relacionados ao Xbox, eu dispenso completamente. Fora que sempre é bom lembrar que seu tão amado filme, jogo ou música saiu da mente algum ser humano que se esforçou para isto - e ele não tem culpa que sua família seja pobre ou que vivamos em um sistema doente. Simples assim.
E o mais difícil: o papel do videogame em minha vida?
O certo dos certos sempre será o equilíbrio. Existe um conceito na psicologia (roubado dos hindus) que diz que devemos nos dedicar igualmente em tempo e esforço nos diversos aspectos de nossa vida - aqui entram família, trabalho, relacionamentos, saúde, recreação...nenhum deve se sobressair ao outro. E se o videogame está dentro de "recreação" em minha vida, posso desfrutá-lo de todas as formas, desde que não deixe esse esforço e tempo nele, roubar energia dos "outros pontos". Em segundo plano, vem a recreação no total, e o quanto de coisas que "coloco ali". Gosto de artes marciais e de fisiculturismo, por exemplo - o tempo que dedico a eles deve ser exatamente o mesmo que dedico aos games, ainda que eles atinjam por tabela a questão "saúde", o que lhes dá mais direito ainda. Pois é, fazer este "cálculo" não é fácil, mas saber se ele está correto é - basta nos perguntarmos se estamos satisfeitos com nossa vida neste atual momento.
Por fim, a conclusão é que vou continuar acompanhando os canais, tanto do DK quanto dos XMG, quanto do AMX...todos que eu gosto. Assim como vou continuar jogando meu X1, fazendo meu gamescore ou jogando games Microsoft ou de outras empresas. E por fim, se eu tiver a oportunidade, poder jogar os games de outras empresas "rivais", é uma honra que eu não posso deixar passar - não se deve julgar um game por sua empresa, mas sim por sua qualidade individual, penso eu. Quanto ao "caixismo", é divertido fazer brincadeiras com meu primo, mas chegar ao ponto de participar de debates na internet ou ficar sempre do lado verde, isso não parece ser o certo. Tenho meu lado verde como principal hoje, mas os lados vermelho e azul (assim como "preto", da Steam) que me formaram como gamer, no passado. Por isso, ainda que a mídia ou as próprias empresas se usem de políticas injustas com o consumidor, isso não me dá o direito de odiar ou debochar. No máximo criticar. O deboche só sobra mesmo para os jornalistas/youtubers que "não jogam" e querem fazer "reviews e análises" - estes, quero bem longe de mim. Confio mais no velho e "povão" DK (assim como no Sala e Capim), no que no curso de jornalismo desses caras, que em maioria só falam e não jogam. Aqui sou totalmente XMG.
Basicamente é isto então. Espero que o DK volte com os indies. Espero que o jornalismo seja mais equilibrado. E por fim, espero que o "nome Xbox" consiga se equilibrar com o "nome Playstation" e possamos ter uma geração de igualdade e disputa sadia - sem imprensas parciais ou "falsos isentos" ficarem sempre puxando a sardinha para um lado.
E que eu consigo equilibrar minha "recreação" com os demais itens na minha vida. Sabedoria e prática sempre.
Obrigado para quem leu e prosperidade sempre.
Afinal de contas, quanto de nosso tempo como ser humano que esta "vida gamer" merece? Até onde ela vai além do "pegar o controle e jogar"?
Talvez eu já devo ter feito diversos textos que falam a respeito, mas realmente é algo que me intriga até em relação à minha própria vida, da qual ainda hoje permaneço sem progresso quanto a compreensão do tema. Também já falei sobre a necessidade social humana, inclusive usando fontes acadêmicas, que explicam o porquê temos esta necessidade de "vestir camisas", pertencermos à grupos e tudo mais. No entanto, depois de um acontecimento, percebi que eu havia esquecido de fazer uma pergunta:
Será que simples ato de jogar videogame carrega mesmo uma ideologia? Algo que "escolher um lado" e se esforçar em prol dele pode ser considerado um comportamento saudável?
Bom, vou-lhes relatar o dito acontecimento antes de falarmos sobre esta questão.
Tudo começou com a questão dos exclusivos do X1 e do PS4 de 2018, assim como alguns youtubers - querendo ou não, estes hoje simbolizam (às vezes mesmo sem querer) os maiores "totens" dos quais os jogadores usam como referência, tanto por se identificar pessoalmente, como pelo acesso fácil. Além do mais, parece que "apenas jogar" se tornou algo ultrapassado no mundo tecnológico de hoje em dia - é necessário compreender, desde questões técnicas, econômicas e até mesmo políticas e artísticas das empresas de games e até mesmo, pertencer a grupos.
Como a maioria, também tenho minhas principais referências - a principal delas, no caso, ArnaldoDK.
Me identifico com ele em diversos aspectos - assim como a idade, a classe econômica...enfim. Também gosto dos Xbox Mil Grau, dos quais criaram uma verdadeira revolução no Youtube gamer brasileiro. Arnaldo e XMG eram ligados e amigos e obviamente que eu me sentia bem com isto. No entanto, estes acabaram por se desentender e hoje passaram a ser quase rivais. Em si, este está longe de ser o problema - todos têm o direito de ter sua opinião, quer eu julgue justa ou não. No entanto o novo caminho tomado pelo canal de DK, acabou me deixando assustado no sentido de me fazer questionar se minhas ações quanto a vida no geral estavam corretas e saudáveis.
Afinal, eu estava "seguro" e na zona de conforto no papel de "caixista" e seguidor de diversas ideologias XMG. Porém, passei a me perguntar se realmente eu estava certo, em alguns aspectos.
Começando com a questão ali em cima, primeiro: será que de fato, sou gamer?
Não estou falando no questionando idiota bem popular hoje em dia - o "gamer de verdade" - mas sim o fato do nível de importância que jogar tem em minha vida. Afinal, durante o período em que eu tinha um papel social (universitário), os games praticamente haviam perdido TANTA importância. Na própria adolescência, quando comecei a me relacionar com música, minha paixão por jogar se tornaria bem casual - típico jogador de PES e FIFA. Desta forma, será que não tenho usado meu "caixismo" como forma de "fuga da realidade" (isso é óbvio) e de que forma isto pode me prejudicar pessoalmente? Porque uma coisa é certa: as coisas que eu dedicava mais meu tempo antes de jogar e acompanhar notícias de Xbox eram bem mais produtivas, como ler, escrever e me dedicar ao esporte, algo que tem sido difícil hoje em dia.
Em segundo plano, mais dentro do universo gamer: o "caixismo" faz sentido?
Juntamente com ele, o incentivo aos "produtos originais". DK tem feito vídeos com emuladores, games piratas, plataformas rivais - aspectos dos quais eu passei e tive momentos maravilhosos em minha vida. Hoje, por questão de evolução e oportunismo, sinto que os mesmos não são mais necessários, mas mesmo assim, sempre existe a nostalgia e inclusive o questionamento - não estaria eu perdendo peças importantes do universo gamer, simplesmente por meu ideologismo? Talvez eu devesse dar uma chance ao PS4, talvez eu devesse jogar um pouco de PS1 e PS2 nos emuladores, talvez eu devesse esquecer de vez o gamescore ou a priorização dos exclusivos Microsoft...é possível, afinal, ser o tal "isentão"? Aqui também entra o fator "classe social" - a pobreza lhe dá o direito de desfrutar de pirataria?
Aqui entra um cara que a filosofia dele me é de muita admiração, o Salatiel do canal AMX Gameplays.
Sala deixa claro sua preferência pelo Xbox, mas joga sem problemas os exclusivos de PS4, sem "vestir nenhuma camisa". No entanto, sobre emuladores e pirataria, Sala parece não adentrar. De fato eu também não quero - no entanto, minha condição social escolhe mais isto do que eu. Penso o quanto eu já gastei só em games desde 2016, quando comprei o X1, e como este dinheiro poderia ter ajudado em minha vida, que está em condições complicadas. Ao mesmo tempo que também concluo que eu vivia um momento mentalmente difícil em minha vida quando a faculdade terminou e o X1 foi uma solução altamente eficaz para lidar com todo o sofrimento em minha cabeça.
E onde é o lugar do Playstation em minha vida?
Acredito que é mais ou menos como o Sala faz. Talvez eu deva me manter aberto à possibilidade de um dia jogar os games da Sony - que mal isto pode fazer? E no caso do PS1 ou PS2, eles representam a nostalgia, e tudo bem se eu quiser jogar algum jogo em algum emulador - porém, não é algo que eu tenho vontade, sinceramente; os vídeos são suficientes. Desta forma, concluo que, mesmo com a injustiça da mídia para com o Xbox (isso eu vi já como totalmente verídico), admirar o lado azul e reconhecer suas grandezas é algo inteligente - assim como a Nintendo ou a Steam. Poder aproveitar tudo sempre será o ideal.
E onde é o lugar da pirataria em minha vida?
Acredito que o quanto eu puder evitar, melhor. Não só por uma questão legal (das quais as autoridades pouco fazem) mas pelo perigo e falta de qualidade dos serviços de um produto pirata - vocês não fazem ideia o quanto já me irritei com isto. Alguns itens de PC, aqui ou ali, talvez sejam inevitáveis - até porque tenho que pensar de forma conjunta (familiar). Mas outros, principalmente relacionados ao Xbox, eu dispenso completamente. Fora que sempre é bom lembrar que seu tão amado filme, jogo ou música saiu da mente algum ser humano que se esforçou para isto - e ele não tem culpa que sua família seja pobre ou que vivamos em um sistema doente. Simples assim.
E o mais difícil: o papel do videogame em minha vida?
O certo dos certos sempre será o equilíbrio. Existe um conceito na psicologia (roubado dos hindus) que diz que devemos nos dedicar igualmente em tempo e esforço nos diversos aspectos de nossa vida - aqui entram família, trabalho, relacionamentos, saúde, recreação...nenhum deve se sobressair ao outro. E se o videogame está dentro de "recreação" em minha vida, posso desfrutá-lo de todas as formas, desde que não deixe esse esforço e tempo nele, roubar energia dos "outros pontos". Em segundo plano, vem a recreação no total, e o quanto de coisas que "coloco ali". Gosto de artes marciais e de fisiculturismo, por exemplo - o tempo que dedico a eles deve ser exatamente o mesmo que dedico aos games, ainda que eles atinjam por tabela a questão "saúde", o que lhes dá mais direito ainda. Pois é, fazer este "cálculo" não é fácil, mas saber se ele está correto é - basta nos perguntarmos se estamos satisfeitos com nossa vida neste atual momento.
Por fim, a conclusão é que vou continuar acompanhando os canais, tanto do DK quanto dos XMG, quanto do AMX...todos que eu gosto. Assim como vou continuar jogando meu X1, fazendo meu gamescore ou jogando games Microsoft ou de outras empresas. E por fim, se eu tiver a oportunidade, poder jogar os games de outras empresas "rivais", é uma honra que eu não posso deixar passar - não se deve julgar um game por sua empresa, mas sim por sua qualidade individual, penso eu. Quanto ao "caixismo", é divertido fazer brincadeiras com meu primo, mas chegar ao ponto de participar de debates na internet ou ficar sempre do lado verde, isso não parece ser o certo. Tenho meu lado verde como principal hoje, mas os lados vermelho e azul (assim como "preto", da Steam) que me formaram como gamer, no passado. Por isso, ainda que a mídia ou as próprias empresas se usem de políticas injustas com o consumidor, isso não me dá o direito de odiar ou debochar. No máximo criticar. O deboche só sobra mesmo para os jornalistas/youtubers que "não jogam" e querem fazer "reviews e análises" - estes, quero bem longe de mim. Confio mais no velho e "povão" DK (assim como no Sala e Capim), no que no curso de jornalismo desses caras, que em maioria só falam e não jogam. Aqui sou totalmente XMG.
Basicamente é isto então. Espero que o DK volte com os indies. Espero que o jornalismo seja mais equilibrado. E por fim, espero que o "nome Xbox" consiga se equilibrar com o "nome Playstation" e possamos ter uma geração de igualdade e disputa sadia - sem imprensas parciais ou "falsos isentos" ficarem sempre puxando a sardinha para um lado.
E que eu consigo equilibrar minha "recreação" com os demais itens na minha vida. Sabedoria e prática sempre.
Obrigado para quem leu e prosperidade sempre.
terça-feira, 29 de maio de 2018
O Sentido de Ser Fanboy
Você vestir a camisa de uma marca pode estar muito além de uma necessidade social. Vamos lá.
Este texto é um complemento ao vídeo do canal Detonando Gueek do grande youtuber Gotikozzy, uma das raras mentes inteligentes deste meio. Gotikozzy utilizou um estudo do psicólogo norte-americano Edward Thorndike como referência e definição do conceito de ser fanboy. Embora a psicologia experimental não seja necessariamente de minha especialidade, percebi que o conceito de Thorndike se assemelha aos estudos de alguns autores dos quais domino mais. Entre eles, o filósofo Arthur Schopenhauer e o psicanalista Sigmund Freud. Por isso utilizarei mais esta via, por questão de experiência e domínio.
Schopenhauer, de sua forma polêmica, expressava que o "homem comum", isto é, aquele que havia aperfeiçoado pouco suas faculdades mentais, tendia a ter como instinto a convivência grupal com homens que delatassem características semelhantes. Para o filósofo, isto nada mais era do que um reflexo do homem primitivo, que se sentia seguro apenas sobre a presença de seu bando, pois sabia que estranhos poderiam ser perigosos - comida e território estavam em jogo.
Desta forma, se ficamos com "nosso bando", isto nos ajuda a nos sentir confortáveis e seguros, avessos a conflitos - tudo não passa, no geral, de um instinto de sobrevivência.
No geral, tendemos a "traduzir" estes instintos primitivos e de sobrevivência em aspectos de personalidade e hábitos modernos, como completa Sigmund Freud.
Colocando isto em uma situação "gamer": à primeira vista é um pouco óbvio nos sentirmos melhores com pessoas que preferem a mesma marca do que nós, mas no mundo moderno, existem diversas variáveis que mostram que isto está além do sentido de sobrevivência primitivo. Por exemplo, eu saber que outra pessoa optou pelo mesmo produto que eu pode ser um reforço de minha inteligência ou sinal de "estar fazendo a coisa certa". Quanto mais destes encontramos, mais reforçamos esta tese, o que reforça nosso ego. Há também o fator do esforço, do dinheiro que foi impregnado ou mesmo da impossibilidade de contar com as outras opções. Por fim, indo para Freud de novo, a tranquilidade nos dá a "certeza", como uma espécie de "fé incondicional" - semelhante à religiosa.
Por isto, tranquilamente posso afirmar que ser fã incondicional de uma marca é muito mais tranquilizante do que se manter "isento". A imparcialidade (desmentida pelo discípulo de Freud, Jean-Jacques Lacan, em seu sentido mais profundo) exige sempre a análise e o "afastamento" da tranquilidade da certeza - ou, em outros casos, também acaba virando um aspecto projetivo. Passamos a "criar regras", normalmente ligadas aos momentos marcantes que tivemos com os games e tudo aquilo que não se encaixa nelas, é duramente criticado (não importando o lado), conceito definido de forma mais profunda por Carl Gustav Jung.
Assim, posso afirmar que esta "parcialidade" pode ser um tanto quanto saudável ou não, dependendo do momento da vida que estamos e também de qual é nossa relação prática com os games. Um simples consumidor, que apenas joga, dono de um Playstation 4, talvez não deva "se estressar" se perguntando se State of Decay 2 é bom - se expor ao jogo irá apenas lhe gerar dúvidas e tirá-lo do conforto de "seu bando". Por outro lado, esta não deixa de ser uma possibilidade que ele possa escolher, afinal, trata-se de sua vida e suas escolhas.
Mas e a guerra de consoles? Quando o fanboy passa a atacar de forma violenta o lado oposto?
Como eu disse, a guerra de consoles pode ser nada mais do que um bando primitivo que ganhou uma batalha contra outro e comemora entre si sobre quão mais fortes são. Isto lhes dá confiança para seguir adiante. No entanto, no sentido moderno, quando o integrante ou mesmo o grupo abandona os argumentos e o pensar, trocando-os por ofensas e ameaças físicas, provavelmente algo não está bem com ele (s) - a agressividade e quebra de regras a este ponto sinaliza problema. E dependendo do quanto esta prática está presente na vida do indivíduo, pode ser que sejam aspectos projetivos de revoltas interiores que nada têm a ver com videogames, indicando necessidade de tratamento.
Se conclui então que ser fanboy pode não ser todo este monstro dos quais os "intelectuais" criticam. Como também pode ser (um beijo para o pessoal de exatas).
Trata-se de ser humano. De querer estar seguro com aqueles que se confia e evitar o desconforto de pensar que tudo aquilo pelo qual lutamos pode não ser algo de qualidade - a escolha do questionar é sua.
Abraço e até o próximo texto!
Este texto é um complemento ao vídeo do canal Detonando Gueek do grande youtuber Gotikozzy, uma das raras mentes inteligentes deste meio. Gotikozzy utilizou um estudo do psicólogo norte-americano Edward Thorndike como referência e definição do conceito de ser fanboy. Embora a psicologia experimental não seja necessariamente de minha especialidade, percebi que o conceito de Thorndike se assemelha aos estudos de alguns autores dos quais domino mais. Entre eles, o filósofo Arthur Schopenhauer e o psicanalista Sigmund Freud. Por isso utilizarei mais esta via, por questão de experiência e domínio.
Schopenhauer, de sua forma polêmica, expressava que o "homem comum", isto é, aquele que havia aperfeiçoado pouco suas faculdades mentais, tendia a ter como instinto a convivência grupal com homens que delatassem características semelhantes. Para o filósofo, isto nada mais era do que um reflexo do homem primitivo, que se sentia seguro apenas sobre a presença de seu bando, pois sabia que estranhos poderiam ser perigosos - comida e território estavam em jogo.
Desta forma, se ficamos com "nosso bando", isto nos ajuda a nos sentir confortáveis e seguros, avessos a conflitos - tudo não passa, no geral, de um instinto de sobrevivência.
No geral, tendemos a "traduzir" estes instintos primitivos e de sobrevivência em aspectos de personalidade e hábitos modernos, como completa Sigmund Freud.
Colocando isto em uma situação "gamer": à primeira vista é um pouco óbvio nos sentirmos melhores com pessoas que preferem a mesma marca do que nós, mas no mundo moderno, existem diversas variáveis que mostram que isto está além do sentido de sobrevivência primitivo. Por exemplo, eu saber que outra pessoa optou pelo mesmo produto que eu pode ser um reforço de minha inteligência ou sinal de "estar fazendo a coisa certa". Quanto mais destes encontramos, mais reforçamos esta tese, o que reforça nosso ego. Há também o fator do esforço, do dinheiro que foi impregnado ou mesmo da impossibilidade de contar com as outras opções. Por fim, indo para Freud de novo, a tranquilidade nos dá a "certeza", como uma espécie de "fé incondicional" - semelhante à religiosa.
Por isto, tranquilamente posso afirmar que ser fã incondicional de uma marca é muito mais tranquilizante do que se manter "isento". A imparcialidade (desmentida pelo discípulo de Freud, Jean-Jacques Lacan, em seu sentido mais profundo) exige sempre a análise e o "afastamento" da tranquilidade da certeza - ou, em outros casos, também acaba virando um aspecto projetivo. Passamos a "criar regras", normalmente ligadas aos momentos marcantes que tivemos com os games e tudo aquilo que não se encaixa nelas, é duramente criticado (não importando o lado), conceito definido de forma mais profunda por Carl Gustav Jung.
Assim, posso afirmar que esta "parcialidade" pode ser um tanto quanto saudável ou não, dependendo do momento da vida que estamos e também de qual é nossa relação prática com os games. Um simples consumidor, que apenas joga, dono de um Playstation 4, talvez não deva "se estressar" se perguntando se State of Decay 2 é bom - se expor ao jogo irá apenas lhe gerar dúvidas e tirá-lo do conforto de "seu bando". Por outro lado, esta não deixa de ser uma possibilidade que ele possa escolher, afinal, trata-se de sua vida e suas escolhas.
Mas e a guerra de consoles? Quando o fanboy passa a atacar de forma violenta o lado oposto?
Como eu disse, a guerra de consoles pode ser nada mais do que um bando primitivo que ganhou uma batalha contra outro e comemora entre si sobre quão mais fortes são. Isto lhes dá confiança para seguir adiante. No entanto, no sentido moderno, quando o integrante ou mesmo o grupo abandona os argumentos e o pensar, trocando-os por ofensas e ameaças físicas, provavelmente algo não está bem com ele (s) - a agressividade e quebra de regras a este ponto sinaliza problema. E dependendo do quanto esta prática está presente na vida do indivíduo, pode ser que sejam aspectos projetivos de revoltas interiores que nada têm a ver com videogames, indicando necessidade de tratamento.
Se conclui então que ser fanboy pode não ser todo este monstro dos quais os "intelectuais" criticam. Como também pode ser (um beijo para o pessoal de exatas).
Trata-se de ser humano. De querer estar seguro com aqueles que se confia e evitar o desconforto de pensar que tudo aquilo pelo qual lutamos pode não ser algo de qualidade - a escolha do questionar é sua.
Abraço e até o próximo texto!
sexta-feira, 4 de maio de 2018
Apenas Jogue!
Como psicólogo e gamer, muitas vezes consigo fazer analogias de minhas próprias sensações corporais em relação ao jogar e nisto produzir um material que pode ajudar quem me acompanha, tanto no consumo, quanto na própria qualidade de vida - leia-se aqui, satisfação com os produtos que compra.
Lembro da Microsoft ter liberado versões "closed" de Sea Of Thieves para os Xbox Insiders, das quais fui lá e tive experiências com o jogo. E uma mesma história de minha vida se repetiu. Contarei depois.
Depois de ver "fulano youtuber" ter falado "x" e "y" sobre o jogo, fui lá e adivinhem que impressões eu tive? Exatamente estas impressões "x" e "y" que ele havia descrito. A lógica é você pensar: "Uau, esse fulano entende mesmo de games!", certo? Pois é. Porém é em situações como estas que esquecemos de um fator crucial para que aproveitemos bem nosso produto: nossa individualidade.
Basicamente então, "desisti" de SoT. Desinstalei o jogo, fui para novos ares. Quando tive oportunidade de jogar a versão final, sequer fiz questão - minha opinião já estava formada e acabou. Que dirá em relação à data de lançamento, vendas, reviews e vai por aí. Até o "algo que já havia acontecido comigo uma vez" aconteceu de novo e conseguiu mudar completamente minha opinião.
Jogar. Mas eu digo jogar de verdade.
Apareceu então meu primo com o jogo, todo empolgado para jogarmos em multiplayer. Ele tem treze anos, eu, vinte e oito e uma das coisas que sempre faço é "ceder" (no sentido de jogar o que eu não quero) só para incentivar o moleque a jogar videogame - coisas de "tiozão". Fui lá e comecei a jogar, meio desanimado. O resultado foi que nenhum jogo do qual eu me recordo recentemente fez eu me divertir tanto quanto Sea of Thieves.
E aqui entra todos os quesitos: gráfico, jogabilidade, diversão (leia-se aqui humor e risadas) e até mesmo a tal "imersão" - eu realmente sentia que "estava no mar", assim como realmente "sofria" com os perigos e suas expectativas como naufrágios e tubarões. O trabalho em equipe era algo crucial. Quanto melhor agíamos em dupla, mais sucesso tínhamos nos objetivos do jogo, tão criticados, mas dos quais é necessário a obtenção do sucesso nos mesmos para se compreender.
E então finalmente revelo a vocês o tal "fato que já havia acontecido comigo": às vezes nós temos determinada experiência com algum jogo - criamos uma opinião sobre ele depois de jogarmos por algum tempo. Esta opinião pode ser negativa. No entanto, acredito que para que essa opinião seja realmente pertinente e não deixemos escapar um tesouro valioso de nossas mãos, são necessários duas coisas: uma "mente limpa", juntamente com uma "devida compreensão".
Vou explicar o que seriam estes itens.
Devida compreensão é você literalmente compreender a essência, o TODO, o sentido que o jogo propaga. Em resumo, você precisa APRENDER A JOGÁ-LO - e isso não se baseia em "saber o que cada botão faz". E isso você não vai conseguir em 15min - possivelmente nem em 1h. É um processo que exige mais do quão do imerso você está no jogo do que necessariamente em tempo, algo mais psicológico, embora o tempo de jogo também possa ser um bom item de entrada nesta imersão. E aqui entram fatores que normalmente os gamers não observam em si-mesmos antes de começar a jogar qualquer jogo, dentre eles, seu próprio estado emocional e mental.
Não adianta. Se você chegou em casa estressado do trabalho, só querendo sua partida de FIFA ou Call of Duty para relaxar, é natural que você ache um The Witcher 3 uma merda - não afirmando também que você TEM QUE achar ele sensacional. Nós apenas não admitimos isto. Por que? Aqui entra diretamente o segundo conceito, a "mente limpa".
Aqui entra a diferença entre eu e meu primo. Para mim, Sea of Thieves era um game que um youtuber tinha tecido a opinião dele sobre, fui lá e "acabei vendo a mesma coisa". Para meu primo, era um game que ele "nunca havia jogado" e ele só sabia que estava sendo muito falado a respeito. A opinião dele, tirando a parte do hype, era nula - ele não tinha um conceito de "bom" ou "ruim". Devido a esta "mente limpa", ele conseguiu absorver fatores do jogo que eu não consegui de primeira, pois estava "intoxicado" pela opinião de outra pessoa - e isto pode se aplicar à qualquer experiência na vida, não só em games.
Por isto é importante a prática do questionamento, a mentalidade aberta, a boa saúde mental e até mesmo esta "distância" da opinião alheia quando vamos ter experiência com algo. Diferente do que pensamos, não, saber a opinião do outro não é algo bom! É um verdadeiro "material tóxico" que destrói nossa experiência individual, pois propaga nela um "vírus" de uma individualidade que não é nossa!
Por isso, eu deixo um recado à todos os gamers, inclusive os youtubers e jornalistas, que "precisam" criar opiniões sobre jogos: não se baseiem na opinião de ninguém, não joguem quando não quiserem jogar, estão estressados ou simplesmente querem jogar outra coisa - a experiência legítima de vocês com o jogo será prejudicada ou pior, falsificada. O gamer consumidor jogará seu dinheiro fora e o youtuber/jornalista propagará uma informação "falsa" que terá um ímpeto mais negativo do que positivo.
Não precisamos de informações para jogar, se não aquelas que o próprio console já nos dá - gênero, número de jogadores, imagens, videos, demos e até versões avaliação. Outro fator que realmente nos faz lavagens cerebrais são esses outros aí: notas, vendas, números...eles não dizem nada que realmente importa, a menos que você trabalhe com o mercado gamer. Tua experiência com teu jogo, como eu falei, é algo único e individual. Se você quer conteúdo gamer na internet, busque gameplays mudas ou narrativas, artigos que falam mais de informações técnicas (como as que o console já traz) e vai por aí. Mas o principal é jogar. Jogar de verdade, de alma limpa.
Sem ter assistido. Sem ter lido.
Lembro da Microsoft ter liberado versões "closed" de Sea Of Thieves para os Xbox Insiders, das quais fui lá e tive experiências com o jogo. E uma mesma história de minha vida se repetiu. Contarei depois.
Depois de ver "fulano youtuber" ter falado "x" e "y" sobre o jogo, fui lá e adivinhem que impressões eu tive? Exatamente estas impressões "x" e "y" que ele havia descrito. A lógica é você pensar: "Uau, esse fulano entende mesmo de games!", certo? Pois é. Porém é em situações como estas que esquecemos de um fator crucial para que aproveitemos bem nosso produto: nossa individualidade.
Basicamente então, "desisti" de SoT. Desinstalei o jogo, fui para novos ares. Quando tive oportunidade de jogar a versão final, sequer fiz questão - minha opinião já estava formada e acabou. Que dirá em relação à data de lançamento, vendas, reviews e vai por aí. Até o "algo que já havia acontecido comigo uma vez" aconteceu de novo e conseguiu mudar completamente minha opinião.
Jogar. Mas eu digo jogar de verdade.
Apareceu então meu primo com o jogo, todo empolgado para jogarmos em multiplayer. Ele tem treze anos, eu, vinte e oito e uma das coisas que sempre faço é "ceder" (no sentido de jogar o que eu não quero) só para incentivar o moleque a jogar videogame - coisas de "tiozão". Fui lá e comecei a jogar, meio desanimado. O resultado foi que nenhum jogo do qual eu me recordo recentemente fez eu me divertir tanto quanto Sea of Thieves.
E aqui entra todos os quesitos: gráfico, jogabilidade, diversão (leia-se aqui humor e risadas) e até mesmo a tal "imersão" - eu realmente sentia que "estava no mar", assim como realmente "sofria" com os perigos e suas expectativas como naufrágios e tubarões. O trabalho em equipe era algo crucial. Quanto melhor agíamos em dupla, mais sucesso tínhamos nos objetivos do jogo, tão criticados, mas dos quais é necessário a obtenção do sucesso nos mesmos para se compreender.
E então finalmente revelo a vocês o tal "fato que já havia acontecido comigo": às vezes nós temos determinada experiência com algum jogo - criamos uma opinião sobre ele depois de jogarmos por algum tempo. Esta opinião pode ser negativa. No entanto, acredito que para que essa opinião seja realmente pertinente e não deixemos escapar um tesouro valioso de nossas mãos, são necessários duas coisas: uma "mente limpa", juntamente com uma "devida compreensão".
Vou explicar o que seriam estes itens.
Devida compreensão é você literalmente compreender a essência, o TODO, o sentido que o jogo propaga. Em resumo, você precisa APRENDER A JOGÁ-LO - e isso não se baseia em "saber o que cada botão faz". E isso você não vai conseguir em 15min - possivelmente nem em 1h. É um processo que exige mais do quão do imerso você está no jogo do que necessariamente em tempo, algo mais psicológico, embora o tempo de jogo também possa ser um bom item de entrada nesta imersão. E aqui entram fatores que normalmente os gamers não observam em si-mesmos antes de começar a jogar qualquer jogo, dentre eles, seu próprio estado emocional e mental.
Não adianta. Se você chegou em casa estressado do trabalho, só querendo sua partida de FIFA ou Call of Duty para relaxar, é natural que você ache um The Witcher 3 uma merda - não afirmando também que você TEM QUE achar ele sensacional. Nós apenas não admitimos isto. Por que? Aqui entra diretamente o segundo conceito, a "mente limpa".
Aqui entra a diferença entre eu e meu primo. Para mim, Sea of Thieves era um game que um youtuber tinha tecido a opinião dele sobre, fui lá e "acabei vendo a mesma coisa". Para meu primo, era um game que ele "nunca havia jogado" e ele só sabia que estava sendo muito falado a respeito. A opinião dele, tirando a parte do hype, era nula - ele não tinha um conceito de "bom" ou "ruim". Devido a esta "mente limpa", ele conseguiu absorver fatores do jogo que eu não consegui de primeira, pois estava "intoxicado" pela opinião de outra pessoa - e isto pode se aplicar à qualquer experiência na vida, não só em games.
Por isto é importante a prática do questionamento, a mentalidade aberta, a boa saúde mental e até mesmo esta "distância" da opinião alheia quando vamos ter experiência com algo. Diferente do que pensamos, não, saber a opinião do outro não é algo bom! É um verdadeiro "material tóxico" que destrói nossa experiência individual, pois propaga nela um "vírus" de uma individualidade que não é nossa!
Por isso, eu deixo um recado à todos os gamers, inclusive os youtubers e jornalistas, que "precisam" criar opiniões sobre jogos: não se baseiem na opinião de ninguém, não joguem quando não quiserem jogar, estão estressados ou simplesmente querem jogar outra coisa - a experiência legítima de vocês com o jogo será prejudicada ou pior, falsificada. O gamer consumidor jogará seu dinheiro fora e o youtuber/jornalista propagará uma informação "falsa" que terá um ímpeto mais negativo do que positivo.
Não precisamos de informações para jogar, se não aquelas que o próprio console já nos dá - gênero, número de jogadores, imagens, videos, demos e até versões avaliação. Outro fator que realmente nos faz lavagens cerebrais são esses outros aí: notas, vendas, números...eles não dizem nada que realmente importa, a menos que você trabalhe com o mercado gamer. Tua experiência com teu jogo, como eu falei, é algo único e individual. Se você quer conteúdo gamer na internet, busque gameplays mudas ou narrativas, artigos que falam mais de informações técnicas (como as que o console já traz) e vai por aí. Mas o principal é jogar. Jogar de verdade, de alma limpa.
Sem ter assistido. Sem ter lido.
sexta-feira, 13 de abril de 2018
A Doença da Nostalgia
Todos sabemos a incrível habilidade que a internet tem de nos irritar.
Principalmente aqueles que lá passam mais tempo. Ou já são, digamos, "macacos velhos".
Em minhas inevitáveis observações pela navegação, das quais naturalmente vou construindo padrões, pois penso, logo existo, tenho percebido que existe um fenômeno que está simplesmente fora de controle - embora seja importante citar que este é meu mero pensamento. Na verdade isto provavelmente sempre existiu e sempre existirá, do ponto de vista acadêmico. Só que no caso, só percebemos estas coisas quando elas passam a fazer parte de nossa vida.
Talvez o texto de hoje fuja um pouco dos conceitos do blog, mas tudo bem. Cultura nunca é demais.
Ao observar a internet de hoje (assim como outras realidades), por diversos motivos pessoais (um deles o fato de eu estar chegando aos trinta anos), tenho percebido que a doença da nostalgia tem sido protuberante nos comentários de todos os sites. Pessoas que vão lá e comentam assuntos municiados diretamente pelo material afetivo mais influente de suas vidas, as lembranças de sua infância e adolescência.
Pelo fato de meu campo acadêmico principal ser a psicologia, compreendo bem o que exatamente acontece.
De fato, como bem explica o psicanalista Sigmund Freud, a primeira etapa de nossas vidas possui um valor crucial em todo o resto - se pode dizer que é a raiz de toda nossa personalidade. Nossas relações interpessoais e culturais deste período acabam sendo grandes influências nas experiências da idade adulta. Isto porque, a grosso modo, um cérebro novo, recém saído de um ventre materno é bem mais maleável e sensível que a dura cabeça de um adulto, já construído fisicamente e com opiniões e crenças fortes devido à experiência de vida.
Mas se é um fenômeno natural por que questioná-lo ou irritar-se com ele?
A questão é que nem tudo é tão simples como parece. Nossa mente nos deu uma habilidade que consegue, vezes sim, vezes não, bater de frente ou ser tão forte contra estes impulsos infantis que é nosso intelecto - caso contrário você chamaria sua mãe chorando quando seu chefe não lhe desse aumento. Nossa capacidade de livre-arbítrio nos permite lidar e controlar com nossos impulsos mais primitivos, conseguindo até mesmo condicioná-los ao estado de meras alegorias. Tudo depende da disciplina e do autocontrole ou, até mesmo, de novas relações afetivas pois, apesar de serem menos regulares do que na infância, novas descobertas e emoções não deixam de acontecer em nossas vidas. Nossa totalidade do eu não é unicamente a juventude. Não deixamos de viver e mudar afetivamente em nossas vidas adultas - a diferença está mais na regularidade.
Agora, depois de explicar o conceito teórico, posso falar sobre a questão prática.
Muitas pessoas tem vindo sempre com aquelas conversas do tipo "a música do meu tempo era melhor", "as pessoas eram mais honestas" e até mesmo "minha geração de games era melhor". Obviamente que, pelos motivos que citei, as nossas mais intensas lembranças são as joviais. Porém, esta relação afetiva com a nostalgia, muitas vezes acaba desligando nosso senso crítico, fazendo com que nossos olhos se fechem para coisas que, no sentido funcional e técnico, de fato, são melhores, mas acabam batendo de frente com nossas paixões antigas, mergulhadas em um afeto que cega nossa inteligência.
Parabéns aos guerreiros que até aqui conseguiram vir: a grande recompensa será agora!
Aqui que acaba por entrar um dos grandes motivos do sucesso do Playstation.
Todos sabemos que o mercado gamer de hoje é constituído em grande parte por crianças e adolescentes, mas seu nível de adultos é extremamente (eu digo, extremamente, podendo se aproximar da metade) significativo. Todos sabemos que os dois primeiros consoles da Sony, por diversos motivos (leitura de CD's e DVD's e pirataria, por exemplo) foram o grande sucesso comercial perante seus concorrentes e certamente estiveram nas estantes da maioria destes gamers adultos. Gamers adultos que hoje, por sinal, fazem parte de uma publicidade gigantesca, inexistente em suas infâncias, quer sejam jornalistas, vloggers e até mesmo, bloggers - qualquer integrante da comunicação em si, que deixou de ser algo de nicho, devido à internet, principalmente.
O próprio papel social dos games mudou, hoje possuindo mais prestígio e influência, além de investimentos cada vez mais milionários. O que era brincadeira, hoje, de fato ficou sério.
E que fique bem claro que este foi apenas um dos tantos motivos do sucesso do Playstation - não é isto que estou tentando explicar aqui. Trata-se de um pequeno exemplo do efeito da "doença da nostalgia". Posso citar também questões como o gaming online e o multiplayer - métodos de jogo populares e significativos para os mais jovens, mas para a maioria dos mais velhos, sem tanta relevância assim, pois era uma realidade inexistente em "nosso tempo". Tantos outros exemplos poderiam ser citados, mas acredito que minha analogia já está clara, certo? Resumindo: queremos ver nossa realidade jovial em nossa realidade atual, seja nos games, seja na vida em si. E aí que entra o perigo.
A Sony trabalha se utilizando deste recurso psicológico - esperta, ela, pois tem este poder. Diferente da Microsoft, que só surgiu posteriormente neste mercado.
O principal problema da mesma trabalhar assim (problema para nós, lucro para eles) é que muitas vezes, deixamos de ver a realidade exata das coisas. Posso citar minha experiência pessoal com o novo God of War: posso dizer que fiquei simplesmente emocionado; senti minha identificação pessoal com o protagonista Kratos, sua maturidade expressa no game (assim como aconteceu em minha vida pessoal) e tudo aquilo que me fazia ser fã da série. No entanto, depois de me desprender um pouco desta questão afetiva e ver o game de forma mais crítica, o que encontrei acabou não sendo tão bom assim, longe de ser ruim. No geral, um caso de superestima - um game que no sentido técnico não merecia tanto "amor" assim.
Por isto muitas vezes o Xbox é taxado de "vilão". Ainda mais para nós, brasileiros.
Sabemos que sua primeira versão, o Xbox original de 2001, foi a realidade de muito poucos aqui - assim como seu direto "ancestral", o protocolo do Windows conhecido como DirectX, que lhe permitia rodar games de forma mais otimizada. A maioria dos computadores brasileiros eram bem de nicho e quase sempre voltados ao trabalho - PC Gamers eram praticamente inexistentes ou incomparáveis aos videogames.
A grande questão e motivação deste texto não é pedir, porém, que "amem o Xbox". Longe disso.
Cada um consome o produto que quer, na medida que quer - é um direito cívico básico. No entanto, é sempre importante que nós, gamers - pessoas que já tem um apelo amoroso pelo hábito de jogar - não fechemos nossos olhos para a qualidade do serviço que estamos consumindo. Devemos ver o Playstation 4 como o Playstation 4, não como o 2 ou o 1, assim como o novo God of War em comparação com seus títulos originais de PS2. Da mesma forma que devemos ver o Xbox One ou o Sea of Thieves como aquilo que realmente são - não são Playstations, nem God of Wars, nem single-players.
Talvez o que esteja faltando neste universo e em outros seja esta capacidade de discernir o nostálgico do real. Nos adaptarmos e vivenciarmos estes tempos de forma mais presente, sem relevar tanto o que já foi.
Temos cérebro para isto, garanto. Basta pensar um pouco.
Espero que tenham gostado e até mais ver, sempre pensando e existindo.
Principalmente aqueles que lá passam mais tempo. Ou já são, digamos, "macacos velhos".
Em minhas inevitáveis observações pela navegação, das quais naturalmente vou construindo padrões, pois penso, logo existo, tenho percebido que existe um fenômeno que está simplesmente fora de controle - embora seja importante citar que este é meu mero pensamento. Na verdade isto provavelmente sempre existiu e sempre existirá, do ponto de vista acadêmico. Só que no caso, só percebemos estas coisas quando elas passam a fazer parte de nossa vida.
Talvez o texto de hoje fuja um pouco dos conceitos do blog, mas tudo bem. Cultura nunca é demais.
Ao observar a internet de hoje (assim como outras realidades), por diversos motivos pessoais (um deles o fato de eu estar chegando aos trinta anos), tenho percebido que a doença da nostalgia tem sido protuberante nos comentários de todos os sites. Pessoas que vão lá e comentam assuntos municiados diretamente pelo material afetivo mais influente de suas vidas, as lembranças de sua infância e adolescência.
Pelo fato de meu campo acadêmico principal ser a psicologia, compreendo bem o que exatamente acontece.
De fato, como bem explica o psicanalista Sigmund Freud, a primeira etapa de nossas vidas possui um valor crucial em todo o resto - se pode dizer que é a raiz de toda nossa personalidade. Nossas relações interpessoais e culturais deste período acabam sendo grandes influências nas experiências da idade adulta. Isto porque, a grosso modo, um cérebro novo, recém saído de um ventre materno é bem mais maleável e sensível que a dura cabeça de um adulto, já construído fisicamente e com opiniões e crenças fortes devido à experiência de vida.
Mas se é um fenômeno natural por que questioná-lo ou irritar-se com ele?
A questão é que nem tudo é tão simples como parece. Nossa mente nos deu uma habilidade que consegue, vezes sim, vezes não, bater de frente ou ser tão forte contra estes impulsos infantis que é nosso intelecto - caso contrário você chamaria sua mãe chorando quando seu chefe não lhe desse aumento. Nossa capacidade de livre-arbítrio nos permite lidar e controlar com nossos impulsos mais primitivos, conseguindo até mesmo condicioná-los ao estado de meras alegorias. Tudo depende da disciplina e do autocontrole ou, até mesmo, de novas relações afetivas pois, apesar de serem menos regulares do que na infância, novas descobertas e emoções não deixam de acontecer em nossas vidas. Nossa totalidade do eu não é unicamente a juventude. Não deixamos de viver e mudar afetivamente em nossas vidas adultas - a diferença está mais na regularidade.
Agora, depois de explicar o conceito teórico, posso falar sobre a questão prática.
Muitas pessoas tem vindo sempre com aquelas conversas do tipo "a música do meu tempo era melhor", "as pessoas eram mais honestas" e até mesmo "minha geração de games era melhor". Obviamente que, pelos motivos que citei, as nossas mais intensas lembranças são as joviais. Porém, esta relação afetiva com a nostalgia, muitas vezes acaba desligando nosso senso crítico, fazendo com que nossos olhos se fechem para coisas que, no sentido funcional e técnico, de fato, são melhores, mas acabam batendo de frente com nossas paixões antigas, mergulhadas em um afeto que cega nossa inteligência.
Parabéns aos guerreiros que até aqui conseguiram vir: a grande recompensa será agora!
Aqui que acaba por entrar um dos grandes motivos do sucesso do Playstation.
Todos sabemos que o mercado gamer de hoje é constituído em grande parte por crianças e adolescentes, mas seu nível de adultos é extremamente (eu digo, extremamente, podendo se aproximar da metade) significativo. Todos sabemos que os dois primeiros consoles da Sony, por diversos motivos (leitura de CD's e DVD's e pirataria, por exemplo) foram o grande sucesso comercial perante seus concorrentes e certamente estiveram nas estantes da maioria destes gamers adultos. Gamers adultos que hoje, por sinal, fazem parte de uma publicidade gigantesca, inexistente em suas infâncias, quer sejam jornalistas, vloggers e até mesmo, bloggers - qualquer integrante da comunicação em si, que deixou de ser algo de nicho, devido à internet, principalmente.
O próprio papel social dos games mudou, hoje possuindo mais prestígio e influência, além de investimentos cada vez mais milionários. O que era brincadeira, hoje, de fato ficou sério.
E que fique bem claro que este foi apenas um dos tantos motivos do sucesso do Playstation - não é isto que estou tentando explicar aqui. Trata-se de um pequeno exemplo do efeito da "doença da nostalgia". Posso citar também questões como o gaming online e o multiplayer - métodos de jogo populares e significativos para os mais jovens, mas para a maioria dos mais velhos, sem tanta relevância assim, pois era uma realidade inexistente em "nosso tempo". Tantos outros exemplos poderiam ser citados, mas acredito que minha analogia já está clara, certo? Resumindo: queremos ver nossa realidade jovial em nossa realidade atual, seja nos games, seja na vida em si. E aí que entra o perigo.
A Sony trabalha se utilizando deste recurso psicológico - esperta, ela, pois tem este poder. Diferente da Microsoft, que só surgiu posteriormente neste mercado.
O principal problema da mesma trabalhar assim (problema para nós, lucro para eles) é que muitas vezes, deixamos de ver a realidade exata das coisas. Posso citar minha experiência pessoal com o novo God of War: posso dizer que fiquei simplesmente emocionado; senti minha identificação pessoal com o protagonista Kratos, sua maturidade expressa no game (assim como aconteceu em minha vida pessoal) e tudo aquilo que me fazia ser fã da série. No entanto, depois de me desprender um pouco desta questão afetiva e ver o game de forma mais crítica, o que encontrei acabou não sendo tão bom assim, longe de ser ruim. No geral, um caso de superestima - um game que no sentido técnico não merecia tanto "amor" assim.
Por isto muitas vezes o Xbox é taxado de "vilão". Ainda mais para nós, brasileiros.
Sabemos que sua primeira versão, o Xbox original de 2001, foi a realidade de muito poucos aqui - assim como seu direto "ancestral", o protocolo do Windows conhecido como DirectX, que lhe permitia rodar games de forma mais otimizada. A maioria dos computadores brasileiros eram bem de nicho e quase sempre voltados ao trabalho - PC Gamers eram praticamente inexistentes ou incomparáveis aos videogames.
A grande questão e motivação deste texto não é pedir, porém, que "amem o Xbox". Longe disso.
Cada um consome o produto que quer, na medida que quer - é um direito cívico básico. No entanto, é sempre importante que nós, gamers - pessoas que já tem um apelo amoroso pelo hábito de jogar - não fechemos nossos olhos para a qualidade do serviço que estamos consumindo. Devemos ver o Playstation 4 como o Playstation 4, não como o 2 ou o 1, assim como o novo God of War em comparação com seus títulos originais de PS2. Da mesma forma que devemos ver o Xbox One ou o Sea of Thieves como aquilo que realmente são - não são Playstations, nem God of Wars, nem single-players.
Talvez o que esteja faltando neste universo e em outros seja esta capacidade de discernir o nostálgico do real. Nos adaptarmos e vivenciarmos estes tempos de forma mais presente, sem relevar tanto o que já foi.
Temos cérebro para isto, garanto. Basta pensar um pouco.
Espero que tenham gostado e até mais ver, sempre pensando e existindo.
quinta-feira, 12 de abril de 2018
Uma Review Sincera
Texto dedicado a um canal que gosto, Xbox Mil Grau.
O jogo escolhido foi o remaster de Darksiders 1 para Xbox One. Minha gamertag é jeanfernandes34.
Confesso que eu não conhecia esta franquia, até há pouco tempo. Joguei bem pouco tanto a versão de Xbox 360, quanto recentemente a nova que adquiri pelas promoções de outono da Microsoft, juntamente com Darksiders 2. Somando a versão do 360 com a do One, devo ter menos de trinta minutos de jogo.
Confesso que o que despertou meu interesse no jogo foi um vídeo de Darksiders 2. Como velho fã de God of War, sinto que esta temática está em falta no mercado, principalmente depois de ver as gameplays do novo God of War de abril de 2018. Temática que, pessoalmente, gosto muito. Assim como GoW, o gênero, conhecido como "hack'n slash" para "ser bom" deve seguir a fórmula de GoW, não só em jogabilidade mas em temática. Adaptações de história ou mitologia acadêmica é o que tornam games como GoW e Dante's Inferno, por exemplo, "superiores" à Devil May Cry 5, na minha preferência.
Em resumo, a história de Kratos me atraía pelo enredo, pela jogabilidade, violência e temática erótica, mas também principalmente pela cultura grega disseminada. Um bom ponto de aprendizagem, digamos.
Voltando à Darksiders, confesso que não li nenhum texto da história - pulei as CG's ou li "por cima". O jogo começa com uma invasão do inferno na Terra contemporânea, contida pelas forças do Céu, lembrando o livro bíblico de Apocalipse. No entanto, ao me lembrar da gameplay de Darksiders 2 que vi, que se passava na neve, me questionei se o tema de Darksiders é bíblico realmente ou nórdico, devido a aparência do personagem - se usa de semelhança com deuses nórdicos, como Odin e Thor. Sequer sei quem ele é e não, não vou pesquisar na Wikipedia.
Irei começar falando dos gráficos. Sem dúvidas existem grandes evoluções da versão 360 para a do One - é aquele raro tipo de remaster que você vê que "foi realmente remasterizado". Porém, pelo fato de ser o remaster de um jogo antigo, não existe o número de detalhes que você, fã de Forza Horizon 3, poderia exigir. É tudo bem feito e otimizado, porém, simples. Um adendo determinante na comparação das duas versões é que o game busca contar uma história e a versão 360 é em inglês - diferente da nova, em português e se não me engano, dublada.
Chega então a parte da jogabilidade. O jogo bebe da exata fonte que popularizou God of War - é um hack'n slash OCIDENTAL legítimo. Até mesmo detalhes como escaladas, ataques aéreos e finalizações nos combates estão presentes - apesar dessas não terem o mesmo nível de violência de GoW ou de Dante's Inferno. Deve haver sim algum sistema de evolução, mas que também parece ser bem mais simples do que os games que citei, o que para uma versão de geração posterior, pode soar meio absurdo.
A trilha sonora não me marcou, pois eu não prestei atenção realmente. No entanto acredito que se assim tivesse feito, poderia dar um feedback diferente.
Conclusão: Darksiders é um game simples, mas com uma simplicidade bem-feita. É uma ótima pedida para os fãs de Kratos ou de Dante (de Dante's Inferno) no Xbox One, justamente pelo escassez do gênero. Não posso opinar sobre suas demais qualidades ou defeitos (como narrativa ou sistema de evolução) pois não os vi. Minha nota final para o jogo, baseado em quinze minutos de gameplay é 7,5/10.
Vou perguntar agora: o que escrevi ajudaria você na compra de Darksiders?
Me colocando como leitor do que escrevi, acredito que não. O motivo principal nem chega a ser o texto em si, do qual fui completamente parcial e baseado em minhas opiniões assumidamente - o que pode ser melhor do que o contrário. Porém, como minha experiência foi limitada, não há o nível de informação para o investimento, penso eu.
Mas digamos que eu fosse um "gamer influente", como o Zangado. Zangado então, ao invés de tentar fazer análises imparciais, dá sua cara à tapa e conta suas experiências pessoais que têm com os jogos - certamente os que ele "gostasse pessoalmente", automaticamente se tornariam os "jogos bons" e vice-versa. Meu relato foi extremamente pessoal, além de ser verdadeiro e onde apontei toda minha limitada experiência com o jogo - acredito que seja mais ou menos assim, com este nível de limitação, que o jornalista gamer faça sua "review".
Porém, ele vai fazer algumas coisas diferentes. Buscar informações técnicas como data de lançamento, empresa do jogo e vai por aí. Vai também usar uma parcialidade "enrustida", no qual está dando uma opinião pessoal, mas usa de palavras e termos técnicos que dão impressão que assim não está sendo. E aí que possivelmente mora o perigo.
O que penso de reviews e análises?
Enquanto não forem substituídas por experiências pessoais, se tornam completamente inúteis. E na própria experiência pessoal, o escritor deve expressar seus gostos pessoais - meu primo, por exemplo, não gosta deste gênero, certamente escreveria algo bem diferente. E ainda que ele tenha capacidade para ser "imparcial", de nossa escrita sairia algo diferente, pois somos pessoas diferentes.
Uma review pode ser útil, desde que tirado este negócio de imparcialidade. Ela deve oferecer um sistema de identificação entre leitor e escritor - uma identificação pessoal - pois através disso as chances de "acerto" são plenamente maiores. Ainda que o escritor não goste do gênero, o texto dele teria utilidade para os que não gostam do gênero - saberiam se vale a pena andar por este terreno de onde guardam más lembranças. Porém, isto se torna impossível enquanto o escritor tornar sua opinião pessoal "isenta", pois se trata de uma farsa, uma impossibilidade, um travestismo: sua opinião sempre estará ali, não importa como. E como não é retratada de forma pessoal a identificação, o grande fator determinante, acaba por ser prejudicado.
Devido a tudo isto, concluo de forma simples: reviews da imprensa, atualmente, são completamente descartáveis e inúteis. Faz muito mais sentido, antes de tudo, jogar a demo ou versão de avaliação; assistir gameplays sem comentários; e por último e totalmente opcional, buscar relatos de experiências pessoais de gamers que você sabe que possuem preferências semelhantes às tuas - assim como terem tido experiências significativas em tempo e progresso com o game (aí que entra a importância da gamertag). Desta forma, mais uma vez, as chances de acerto são maiores, afinal, ninguém quer jogar seu santo dinheiro no lixo.
Termino por aqui, espero que tenham gostado. Um abraço e até o próximo texto.
O jogo escolhido foi o remaster de Darksiders 1 para Xbox One. Minha gamertag é jeanfernandes34.
Confesso que eu não conhecia esta franquia, até há pouco tempo. Joguei bem pouco tanto a versão de Xbox 360, quanto recentemente a nova que adquiri pelas promoções de outono da Microsoft, juntamente com Darksiders 2. Somando a versão do 360 com a do One, devo ter menos de trinta minutos de jogo.
Confesso que o que despertou meu interesse no jogo foi um vídeo de Darksiders 2. Como velho fã de God of War, sinto que esta temática está em falta no mercado, principalmente depois de ver as gameplays do novo God of War de abril de 2018. Temática que, pessoalmente, gosto muito. Assim como GoW, o gênero, conhecido como "hack'n slash" para "ser bom" deve seguir a fórmula de GoW, não só em jogabilidade mas em temática. Adaptações de história ou mitologia acadêmica é o que tornam games como GoW e Dante's Inferno, por exemplo, "superiores" à Devil May Cry 5, na minha preferência.
Em resumo, a história de Kratos me atraía pelo enredo, pela jogabilidade, violência e temática erótica, mas também principalmente pela cultura grega disseminada. Um bom ponto de aprendizagem, digamos.
Voltando à Darksiders, confesso que não li nenhum texto da história - pulei as CG's ou li "por cima". O jogo começa com uma invasão do inferno na Terra contemporânea, contida pelas forças do Céu, lembrando o livro bíblico de Apocalipse. No entanto, ao me lembrar da gameplay de Darksiders 2 que vi, que se passava na neve, me questionei se o tema de Darksiders é bíblico realmente ou nórdico, devido a aparência do personagem - se usa de semelhança com deuses nórdicos, como Odin e Thor. Sequer sei quem ele é e não, não vou pesquisar na Wikipedia.
Irei começar falando dos gráficos. Sem dúvidas existem grandes evoluções da versão 360 para a do One - é aquele raro tipo de remaster que você vê que "foi realmente remasterizado". Porém, pelo fato de ser o remaster de um jogo antigo, não existe o número de detalhes que você, fã de Forza Horizon 3, poderia exigir. É tudo bem feito e otimizado, porém, simples. Um adendo determinante na comparação das duas versões é que o game busca contar uma história e a versão 360 é em inglês - diferente da nova, em português e se não me engano, dublada.
Chega então a parte da jogabilidade. O jogo bebe da exata fonte que popularizou God of War - é um hack'n slash OCIDENTAL legítimo. Até mesmo detalhes como escaladas, ataques aéreos e finalizações nos combates estão presentes - apesar dessas não terem o mesmo nível de violência de GoW ou de Dante's Inferno. Deve haver sim algum sistema de evolução, mas que também parece ser bem mais simples do que os games que citei, o que para uma versão de geração posterior, pode soar meio absurdo.
A trilha sonora não me marcou, pois eu não prestei atenção realmente. No entanto acredito que se assim tivesse feito, poderia dar um feedback diferente.
Conclusão: Darksiders é um game simples, mas com uma simplicidade bem-feita. É uma ótima pedida para os fãs de Kratos ou de Dante (de Dante's Inferno) no Xbox One, justamente pelo escassez do gênero. Não posso opinar sobre suas demais qualidades ou defeitos (como narrativa ou sistema de evolução) pois não os vi. Minha nota final para o jogo, baseado em quinze minutos de gameplay é 7,5/10.
Vou perguntar agora: o que escrevi ajudaria você na compra de Darksiders?
Me colocando como leitor do que escrevi, acredito que não. O motivo principal nem chega a ser o texto em si, do qual fui completamente parcial e baseado em minhas opiniões assumidamente - o que pode ser melhor do que o contrário. Porém, como minha experiência foi limitada, não há o nível de informação para o investimento, penso eu.
Mas digamos que eu fosse um "gamer influente", como o Zangado. Zangado então, ao invés de tentar fazer análises imparciais, dá sua cara à tapa e conta suas experiências pessoais que têm com os jogos - certamente os que ele "gostasse pessoalmente", automaticamente se tornariam os "jogos bons" e vice-versa. Meu relato foi extremamente pessoal, além de ser verdadeiro e onde apontei toda minha limitada experiência com o jogo - acredito que seja mais ou menos assim, com este nível de limitação, que o jornalista gamer faça sua "review".
Porém, ele vai fazer algumas coisas diferentes. Buscar informações técnicas como data de lançamento, empresa do jogo e vai por aí. Vai também usar uma parcialidade "enrustida", no qual está dando uma opinião pessoal, mas usa de palavras e termos técnicos que dão impressão que assim não está sendo. E aí que possivelmente mora o perigo.
O que penso de reviews e análises?
Enquanto não forem substituídas por experiências pessoais, se tornam completamente inúteis. E na própria experiência pessoal, o escritor deve expressar seus gostos pessoais - meu primo, por exemplo, não gosta deste gênero, certamente escreveria algo bem diferente. E ainda que ele tenha capacidade para ser "imparcial", de nossa escrita sairia algo diferente, pois somos pessoas diferentes.
Uma review pode ser útil, desde que tirado este negócio de imparcialidade. Ela deve oferecer um sistema de identificação entre leitor e escritor - uma identificação pessoal - pois através disso as chances de "acerto" são plenamente maiores. Ainda que o escritor não goste do gênero, o texto dele teria utilidade para os que não gostam do gênero - saberiam se vale a pena andar por este terreno de onde guardam más lembranças. Porém, isto se torna impossível enquanto o escritor tornar sua opinião pessoal "isenta", pois se trata de uma farsa, uma impossibilidade, um travestismo: sua opinião sempre estará ali, não importa como. E como não é retratada de forma pessoal a identificação, o grande fator determinante, acaba por ser prejudicado.
Devido a tudo isto, concluo de forma simples: reviews da imprensa, atualmente, são completamente descartáveis e inúteis. Faz muito mais sentido, antes de tudo, jogar a demo ou versão de avaliação; assistir gameplays sem comentários; e por último e totalmente opcional, buscar relatos de experiências pessoais de gamers que você sabe que possuem preferências semelhantes às tuas - assim como terem tido experiências significativas em tempo e progresso com o game (aí que entra a importância da gamertag). Desta forma, mais uma vez, as chances de acerto são maiores, afinal, ninguém quer jogar seu santo dinheiro no lixo.
Termino por aqui, espero que tenham gostado. Um abraço e até o próximo texto.
segunda-feira, 2 de abril de 2018
Videogames e a Vida Humana
Antes de escrever este texto, acabei por ver um pouco de um vídeo que sempre tive medo, chamado "Videogame não é tudo", do canal "100% Games". Fui com o intuito de mergulhar um pouco em outra ideia semelhante à deste texto para assim fazer algo de melhor conteúdo. Infelizmente, aconteceu de o nível técnico do vídeo ter sido baixo para meus parâmetros, mergulhado em tendenciosismo e emoção. Mas ainda assim, com certo esforço, consegui captar em seu autor aquilo que eu esperava.
De fato, videogames não são tudo. Mas é preciso mais que "uma vida social" para retirar os "bitolados" deste mundo.
Veja bem.
Recentemente, eu tive uma experiência prática envolvendo tudo isso. Minha vida estava complicada e sem perspectiva quando comprei meu Xbox One e ele acabou por oferecer tudo que eu precisava - pena que eu não usei com sabedoria. Nem sempre é assim, mas no meu caso foi - jogar se tornou minha "válvula de escape" para meus problemas. Meu erro foi, ao invés de usar a paz interior que jogar me deu para resolver estas questões pessoais, simplesmente virei totalmente as costas para elas. O resultado foi que, assim como todo analgésico tomado regularmente, um dia ele deixa de funcionar. Foi o que aconteceu comigo.
Assim, acordei em um "choque de realidade", um mundo pegando fogo e uma sensação de desespero e angústia. Meu relacionamento, minha idade, minha vida profissional - tudo estava desmoronando ao meu redor. Coisas que me regiam, que eram meus pilares para enfrentar a vida, eu havia deixado de lado, simplesmente pelo "vício em analgésico", que se não usado com sabedoria, serve apenas para "tapar feridas". Para curar, pouco serve.
O que lhe perturba e o que lhe faz feliz?
O que você precisa fazer para se curar? Para chegar à felicidade?
Não deixe que a "ilusão gamer", seja de jogar, seja de framewar, vlogs e tudo que este universo engloba faça com que não resolva coisas mais importantes - coisas que realmente lhe dão paz. O efeito de jogar é falho - é bem inferior ao da atividade física, ao da sensação de crescimento profissional, ao de construir uma vida ao lado de quem você ama. E se tu fores adolescente ainda, traduza as coisas que falei no progresso na vida escolar, no obter do conhecimento, no prazer de descobrir as coisas da vida prática e de dar risada com as pessoas de quem tu aprecias a companhia. Lhe garanto, não vais se arrepender.
(In) Felizmente eu estava errado. Talvez até nosso destino humano seja uma tragédia, uma distopia e tudo mais.
Mas existe o porém. E este porém faz toda a diferença.
O porém é que nosso corpo, nossa mente simplesmente não consegue suportar uma vida de tragédia e ociosidade. Ele pode aguentar cinco, dez, talvez vinte anos. Mas existe um momento que este balão explode - isto é nossa "ligação" com o restante da sociedade humana. E ainda que sejamos eremitas ou solitários, pertencemos de corpo e alma à humanidade - chega um momento que nosso "lado coletivo" irá querer o que é dele. Assim, se isso não lhe damos, o sofrimento doentio acaba por se tornar nosso destino. Ansiedade, depressão, esquizofrenia e vícios são pequenos exemplos da "fuga excessiva da realidade".
Por isso, da mesma forma que você progride com tua gamertag, com teu número de games terminados ou teu "número de kills" no multiplayer, progride também nos outros setores de tua vida. Sejas um bom aluno, um bom profissional. Aumentas tua autoestima. Tens bons hábitos. Sinta o crescimento em todos os setores de tua vida. Equilibras.
Que parte de minha vida está "mais fraca"? Como fortalecê-la?
Pode ser minha saúde orgânica. Minha saúde mental. Minha saúde profissional. Social. Amorosa. É importante frisar também que nada se resolve da noite para o dia - é um progresso, uma escada. O mais é importante é sempre o desenho da meta - dar o primeiro passo até sentir o maravilhoso gosto de que está na direção correta. Aí, basta caminhar, lutar - vem então a primeira vitória, a segunda...podem até virem mil derrotas antes, mas se sabes que este é teu adversário, o enfrentará quantas vezes for necessário até vencer. Como um Dark Souls.
E então? Já deu seu seu primeiro passo no fortalecimento de tuas fraquezas hoje?
Sai deste dispositivo tecnológico e o fazes agora. Ou fazes nele próprio, se assim for necessário. Mas fazes.
Simples assim.
De fato, videogames não são tudo. Mas é preciso mais que "uma vida social" para retirar os "bitolados" deste mundo.
Veja bem.
Recentemente, eu tive uma experiência prática envolvendo tudo isso. Minha vida estava complicada e sem perspectiva quando comprei meu Xbox One e ele acabou por oferecer tudo que eu precisava - pena que eu não usei com sabedoria. Nem sempre é assim, mas no meu caso foi - jogar se tornou minha "válvula de escape" para meus problemas. Meu erro foi, ao invés de usar a paz interior que jogar me deu para resolver estas questões pessoais, simplesmente virei totalmente as costas para elas. O resultado foi que, assim como todo analgésico tomado regularmente, um dia ele deixa de funcionar. Foi o que aconteceu comigo.
Assim, acordei em um "choque de realidade", um mundo pegando fogo e uma sensação de desespero e angústia. Meu relacionamento, minha idade, minha vida profissional - tudo estava desmoronando ao meu redor. Coisas que me regiam, que eram meus pilares para enfrentar a vida, eu havia deixado de lado, simplesmente pelo "vício em analgésico", que se não usado com sabedoria, serve apenas para "tapar feridas". Para curar, pouco serve.
O que lhe perturba e o que lhe faz feliz?
O que você precisa fazer para se curar? Para chegar à felicidade?
Não deixe que a "ilusão gamer", seja de jogar, seja de framewar, vlogs e tudo que este universo engloba faça com que não resolva coisas mais importantes - coisas que realmente lhe dão paz. O efeito de jogar é falho - é bem inferior ao da atividade física, ao da sensação de crescimento profissional, ao de construir uma vida ao lado de quem você ama. E se tu fores adolescente ainda, traduza as coisas que falei no progresso na vida escolar, no obter do conhecimento, no prazer de descobrir as coisas da vida prática e de dar risada com as pessoas de quem tu aprecias a companhia. Lhe garanto, não vais se arrepender.
(In) Felizmente eu estava errado. Talvez até nosso destino humano seja uma tragédia, uma distopia e tudo mais.
Mas existe o porém. E este porém faz toda a diferença.
O porém é que nosso corpo, nossa mente simplesmente não consegue suportar uma vida de tragédia e ociosidade. Ele pode aguentar cinco, dez, talvez vinte anos. Mas existe um momento que este balão explode - isto é nossa "ligação" com o restante da sociedade humana. E ainda que sejamos eremitas ou solitários, pertencemos de corpo e alma à humanidade - chega um momento que nosso "lado coletivo" irá querer o que é dele. Assim, se isso não lhe damos, o sofrimento doentio acaba por se tornar nosso destino. Ansiedade, depressão, esquizofrenia e vícios são pequenos exemplos da "fuga excessiva da realidade".
Por isso, da mesma forma que você progride com tua gamertag, com teu número de games terminados ou teu "número de kills" no multiplayer, progride também nos outros setores de tua vida. Sejas um bom aluno, um bom profissional. Aumentas tua autoestima. Tens bons hábitos. Sinta o crescimento em todos os setores de tua vida. Equilibras.
Que parte de minha vida está "mais fraca"? Como fortalecê-la?
Pode ser minha saúde orgânica. Minha saúde mental. Minha saúde profissional. Social. Amorosa. É importante frisar também que nada se resolve da noite para o dia - é um progresso, uma escada. O mais é importante é sempre o desenho da meta - dar o primeiro passo até sentir o maravilhoso gosto de que está na direção correta. Aí, basta caminhar, lutar - vem então a primeira vitória, a segunda...podem até virem mil derrotas antes, mas se sabes que este é teu adversário, o enfrentará quantas vezes for necessário até vencer. Como um Dark Souls.
E então? Já deu seu seu primeiro passo no fortalecimento de tuas fraquezas hoje?
Sai deste dispositivo tecnológico e o fazes agora. Ou fazes nele próprio, se assim for necessário. Mas fazes.
Simples assim.
quarta-feira, 28 de março de 2018
Como Aproveitar a Geração
Ao longo desta minha jornada recente pelos games, uma das coisas que mais tem me intrigado é isto: como, de fato, devemos jogar videogame, ou melhor, como nós, em específico, devemos fazê-lo? Afinal, sabemos, antes de tudo que as pessoas são diferentes, únicas. Nós próprios somos assim - mudamos com o tempo, com o humor.
A pergunta parece simples, até idiota no quesito geral. Mas definitivamente, não é.
Sim, de fato, nosso estilo de jogar muda conforme a pessoa, conforme a circunstância. Mas acredito, no meu caso, que uma essência deve ser mantida. A minha no caso, acredito que se baseia no "bom consumo".
Serei mais específico para que compreendam o que quero dizer.
Digamos que você comprou seu console no dia do lançamento. Veio com ele seu primeiro exclusivo. Tem coisa melhor? Você começa então a jogá-lo e, dentro de um certo tempo, sente que precisa de mais variação - de jogos diferentes. Você compra outro jogo e joga - mas será que seu jogo "antigo" deu tudo já que tinha que dar? Você zerou sua campanha? Aproveitou seu online? Fez um bom número de conquistas? Esta é a essência de meu questionamento: o intervalo entre compras de jogos e o quanto desfrutamos deles.
Isto vem de uma espécie de "trauma" meu.
Vivi a época de outro da pirataria no Brasil. Tive muitos jogos de PS1, PS2, X360. E tenho certeza, de pernas juntas, que não terminei nem 50% dos games que tive em todas as plataformas. Hoje tenho praticamente 150 games em minha conta de XONE - nunca tinha tido um número tão alto. E sei que não terminei a metade, mas também me questiono o que é de fato, "terminar".
Se você não se incomoda com os jogos que "desiste" ou não termina, devo dizer que eu me importo. Assim como grandes jogos da geração que deixo de aproveitar, por qualquer motivo que seja - PRINCIPALMENTE por estar prendido demais a algum, fazendo coisas que, digamos, desnecessárias, como horas demais em conquistas, missões secundárias, coletáveis e por aí vai. Um jogo, para mim, é sua campanha principal, terminada entre e o normal e o difícil e acabou. Luta e esportes (inclusive corrida) você estabelece uma meta ou joga sem compromisso, como qualquer multiplayer online. Sempre sem exagero.
A busca por gamescore e os indies fizeram com que eu alavancasse muito meu número de jogos. Some isto aos Games With Gold, ao EA Acess, ao Xbox Game Pass - serviços do XONE que simplesmente "lhe entopem" de jogos. Posso dizer que games de maior orçamento, de meus 150, posso dizer que são a metade. E desta metade (75) se terminei 20, foi muito.
Obviamente que houveram motivos para isto acontecer. Por exemplo, um de meus parâmetros para considerar um game terminado, era de ter conseguido pelo menos 50% de suas conquistas. Alguns deu, outros não - simplesmente impossível. Assim se gerou uma disparidade em minha gamertag. Enquanto Sleeping Dogs eu fiz 70%, Gears of War 3, consegui 20%.
Também fui vítima do "câncer" da franquia. Decidi terminar toda a franquia Assassin's Creed em sequência, por qual me apaixonei. E quando falo terminar é buscar o 100%, no caso, o do jogo.
A conclusão que cheguei é que não devia ter feito as coisas desta maneira. Em meu primeiro ano de XONE, também comprei muitos Triple A's que ainda estão ali, parados, me perturbando. Não, eu não teria deixado de jogar os indies para fazer GS - me orgulho de minha pontuação. Porém, talvez eu tivesse dado um intervalo maior entre e um Assassin's Creed e outro, além de não ter feito missões secundárias ao nível que fiz. A minha conclusão é que devemos deixar nossa "gamertag bonita" - sem arrogância ou preconceito. E esta beleza não vem com um monte de 100% - pode até vir - mas não faz com que você aproveite o melhor de uma geração.
Se eu pudesse voltar no tempo, teria feito assim:
Comprei meu XONE no segundo semestre de 2016, um período de grandes lançamentos e de uma boa biblioteca já - somando à retrocompatibilidade e aos serviços então, nem se fala. Meu console veio com Gears of War Ultimate e um resgate que variava entre escolher Forza Motosport 6, Rise of the Tomb Raider e Halo 5. Teria terminado Gears Ultimate, no difícil, e teria resgatado Forza 6 - estilos distantes um do outro. Enquanto Gears eu terminaria em um dia, Forza eu "escolheria um fim", pois é praticamente sem. Aí então, provavelmente compraria o Sleeping Dogs e o intercalaria sempre com os indies e até mesmo com outro grande, de estilo distante (tipo Halo: Masterchief Collection, que também comprei).
Esta seria minha regra e na verdade ainda é: um grande intercalado com indies é uma boa forma de aproveitar o ano. Porém, aqui entra os "tabus", como os sucessos antigos, lançamentos e jogos de serviços - - sentir sua biblioteca "dosada e aproveitável" é quase impossível. Mas acredito que este seria meu objetivo principal. Talvez eu não assinasse nem Live Gold, nem EA Acess, nem Game Pass - não sou grande fã de multiplayer, quanto mais dos games EA, salve a sagrada exceção, FIFA. Então, eu poderia comprar um lançamento da época que iria me render muito tempo de jogo: Gears of War 4, que vinha com todos os Gears antigos, em sua versão física. Assim, depois de ter terminado o Gears Ultimate, poderia ir para o Gears 1, depois para o Halo 1, depois Gears 2...ir intercalando.
Sei que com isto eu iria perder muita coisa boa. Final Fantasy XV e Doom são alguns exemplos.
Mas acredito que a conclusão final seja esta: não há como aproveitar TOTALMENTE uma geração: você provavelmente terá que abrir mão de algumas franquias e priorizar outras, principalmente se você compra seu console no meio da geração - e nem mesmo comprando no início você estaria livre, pois há franquias que começam em gerações anteriores. Por isto, acredito que o melhor é você escolher sabiamente poucas franquias que você queira acompanhar desde gerações anteriores (eu escolheria Halo, Gears e Assassin's Creed, por exemplo) e se focar mais naquelas que começam em sua própria geração.
Tudo que escrevi, se resume em comprar com sabedoria e acima de tudo, CONSUMIR, não deixar lá, parado. Isto significa selecionar bem aquilo que você joga - jogue e compre apenas aquilo que você quer muito, não aquilo que você "achou legal", apenas. No Xbox, existem os serviços, as demos, as versões de avaliação - é sempre bom contar com elas. E se não há nada, sobra o Youtube - mas antes de comprar qualquer coisa, o importante é se questionar se você está sem o que jogar, principalmente em jogos grandes.
Só compre um jogo novo (grande), quando tiver todos os seus (grandes) terminados. E não perca muitas horas em singles com fatores secundários - é perda de tempo. Enquanto você pega todos os baús do Assassin's Creed, poderia estar jogando The Witcher - bem melhor. Indies e gamescore são legais, mas não abuse disto - não deixe ser sua prioridade. Escolha eles próprios com sabedoria, priorizando o tempo de jogo/qualidade, fatores que fazem com que você "não veja o tempo passar".
Para mim, hoje, só resta fazer cada vez menos aquisições e sempre com sabedoria. Quanto aos meus triple A's, devo me conformar que alguns nem terminarei, mas aqueles que farei, será desfrutando do jogo, sem me importar com qualquer percentual. Também não recomendo expansões ou season pass - deixam você mais horas no mesmo jogo, por mais maravilhoso que seja. É sempre melhor mudar. Irei terminar estas minhas três prioridades de franquia (AC, Halo e Gears) e então partir para outra (provavelmente Fable), intercalada com outra, de estilo diferente. E entender que jogos de corrida ou de luta, não valem a pena "serem terminados", pois não têm fim - são apenas diversão ou um modo história rápido.
Espero que meu relato tenha ajudado. Lembrando que tudo isto é apenas a minha opinião. Abraço.
A pergunta parece simples, até idiota no quesito geral. Mas definitivamente, não é.
Sim, de fato, nosso estilo de jogar muda conforme a pessoa, conforme a circunstância. Mas acredito, no meu caso, que uma essência deve ser mantida. A minha no caso, acredito que se baseia no "bom consumo".
Serei mais específico para que compreendam o que quero dizer.
Digamos que você comprou seu console no dia do lançamento. Veio com ele seu primeiro exclusivo. Tem coisa melhor? Você começa então a jogá-lo e, dentro de um certo tempo, sente que precisa de mais variação - de jogos diferentes. Você compra outro jogo e joga - mas será que seu jogo "antigo" deu tudo já que tinha que dar? Você zerou sua campanha? Aproveitou seu online? Fez um bom número de conquistas? Esta é a essência de meu questionamento: o intervalo entre compras de jogos e o quanto desfrutamos deles.
Isto vem de uma espécie de "trauma" meu.
Vivi a época de outro da pirataria no Brasil. Tive muitos jogos de PS1, PS2, X360. E tenho certeza, de pernas juntas, que não terminei nem 50% dos games que tive em todas as plataformas. Hoje tenho praticamente 150 games em minha conta de XONE - nunca tinha tido um número tão alto. E sei que não terminei a metade, mas também me questiono o que é de fato, "terminar".
Se você não se incomoda com os jogos que "desiste" ou não termina, devo dizer que eu me importo. Assim como grandes jogos da geração que deixo de aproveitar, por qualquer motivo que seja - PRINCIPALMENTE por estar prendido demais a algum, fazendo coisas que, digamos, desnecessárias, como horas demais em conquistas, missões secundárias, coletáveis e por aí vai. Um jogo, para mim, é sua campanha principal, terminada entre e o normal e o difícil e acabou. Luta e esportes (inclusive corrida) você estabelece uma meta ou joga sem compromisso, como qualquer multiplayer online. Sempre sem exagero.
A busca por gamescore e os indies fizeram com que eu alavancasse muito meu número de jogos. Some isto aos Games With Gold, ao EA Acess, ao Xbox Game Pass - serviços do XONE que simplesmente "lhe entopem" de jogos. Posso dizer que games de maior orçamento, de meus 150, posso dizer que são a metade. E desta metade (75) se terminei 20, foi muito.
Obviamente que houveram motivos para isto acontecer. Por exemplo, um de meus parâmetros para considerar um game terminado, era de ter conseguido pelo menos 50% de suas conquistas. Alguns deu, outros não - simplesmente impossível. Assim se gerou uma disparidade em minha gamertag. Enquanto Sleeping Dogs eu fiz 70%, Gears of War 3, consegui 20%.
Também fui vítima do "câncer" da franquia. Decidi terminar toda a franquia Assassin's Creed em sequência, por qual me apaixonei. E quando falo terminar é buscar o 100%, no caso, o do jogo.
A conclusão que cheguei é que não devia ter feito as coisas desta maneira. Em meu primeiro ano de XONE, também comprei muitos Triple A's que ainda estão ali, parados, me perturbando. Não, eu não teria deixado de jogar os indies para fazer GS - me orgulho de minha pontuação. Porém, talvez eu tivesse dado um intervalo maior entre e um Assassin's Creed e outro, além de não ter feito missões secundárias ao nível que fiz. A minha conclusão é que devemos deixar nossa "gamertag bonita" - sem arrogância ou preconceito. E esta beleza não vem com um monte de 100% - pode até vir - mas não faz com que você aproveite o melhor de uma geração.
Se eu pudesse voltar no tempo, teria feito assim:
Comprei meu XONE no segundo semestre de 2016, um período de grandes lançamentos e de uma boa biblioteca já - somando à retrocompatibilidade e aos serviços então, nem se fala. Meu console veio com Gears of War Ultimate e um resgate que variava entre escolher Forza Motosport 6, Rise of the Tomb Raider e Halo 5. Teria terminado Gears Ultimate, no difícil, e teria resgatado Forza 6 - estilos distantes um do outro. Enquanto Gears eu terminaria em um dia, Forza eu "escolheria um fim", pois é praticamente sem. Aí então, provavelmente compraria o Sleeping Dogs e o intercalaria sempre com os indies e até mesmo com outro grande, de estilo distante (tipo Halo: Masterchief Collection, que também comprei).
Esta seria minha regra e na verdade ainda é: um grande intercalado com indies é uma boa forma de aproveitar o ano. Porém, aqui entra os "tabus", como os sucessos antigos, lançamentos e jogos de serviços - - sentir sua biblioteca "dosada e aproveitável" é quase impossível. Mas acredito que este seria meu objetivo principal. Talvez eu não assinasse nem Live Gold, nem EA Acess, nem Game Pass - não sou grande fã de multiplayer, quanto mais dos games EA, salve a sagrada exceção, FIFA. Então, eu poderia comprar um lançamento da época que iria me render muito tempo de jogo: Gears of War 4, que vinha com todos os Gears antigos, em sua versão física. Assim, depois de ter terminado o Gears Ultimate, poderia ir para o Gears 1, depois para o Halo 1, depois Gears 2...ir intercalando.
Sei que com isto eu iria perder muita coisa boa. Final Fantasy XV e Doom são alguns exemplos.
Mas acredito que a conclusão final seja esta: não há como aproveitar TOTALMENTE uma geração: você provavelmente terá que abrir mão de algumas franquias e priorizar outras, principalmente se você compra seu console no meio da geração - e nem mesmo comprando no início você estaria livre, pois há franquias que começam em gerações anteriores. Por isto, acredito que o melhor é você escolher sabiamente poucas franquias que você queira acompanhar desde gerações anteriores (eu escolheria Halo, Gears e Assassin's Creed, por exemplo) e se focar mais naquelas que começam em sua própria geração.
Tudo que escrevi, se resume em comprar com sabedoria e acima de tudo, CONSUMIR, não deixar lá, parado. Isto significa selecionar bem aquilo que você joga - jogue e compre apenas aquilo que você quer muito, não aquilo que você "achou legal", apenas. No Xbox, existem os serviços, as demos, as versões de avaliação - é sempre bom contar com elas. E se não há nada, sobra o Youtube - mas antes de comprar qualquer coisa, o importante é se questionar se você está sem o que jogar, principalmente em jogos grandes.
Só compre um jogo novo (grande), quando tiver todos os seus (grandes) terminados. E não perca muitas horas em singles com fatores secundários - é perda de tempo. Enquanto você pega todos os baús do Assassin's Creed, poderia estar jogando The Witcher - bem melhor. Indies e gamescore são legais, mas não abuse disto - não deixe ser sua prioridade. Escolha eles próprios com sabedoria, priorizando o tempo de jogo/qualidade, fatores que fazem com que você "não veja o tempo passar".
Para mim, hoje, só resta fazer cada vez menos aquisições e sempre com sabedoria. Quanto aos meus triple A's, devo me conformar que alguns nem terminarei, mas aqueles que farei, será desfrutando do jogo, sem me importar com qualquer percentual. Também não recomendo expansões ou season pass - deixam você mais horas no mesmo jogo, por mais maravilhoso que seja. É sempre melhor mudar. Irei terminar estas minhas três prioridades de franquia (AC, Halo e Gears) e então partir para outra (provavelmente Fable), intercalada com outra, de estilo diferente. E entender que jogos de corrida ou de luta, não valem a pena "serem terminados", pois não têm fim - são apenas diversão ou um modo história rápido.
Espero que meu relato tenha ajudado. Lembrando que tudo isto é apenas a minha opinião. Abraço.
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
Sem Exclusivos
Gostaria, antes de tudo, de parabenizar o youtuber Salatiel do canal AMX Gameplays, de quem "roubei" a ideia para este texto. Pois é, de fato, como seria um universo gamer sem exclusivos?
Quando Sala falou que gostaria que fosse assim, rapidamente eu concordei. E se, como eu, Sala pode ter falado isto com um certo ceticismo pela total obviedade que isto não acontecer, vou além: vou tentar me aprofundar neste sonho. Por que não?
Antes de mais nada, eis a fonte da qual me inspirei. O texto é quase que completamente baseado no video, mas principalmente em seus comentários. Fiquem à vontade: https://www.youtube.com/watch?v=y2AupwktD1w
E o fato é que o desejo dos inscritos é unânime: concordam plenamente com a utopia.
É claro que já teve muito "economista" e "administrador em marketing" que afirmou que um mercado assim jamais daria certo. Primeiro, vamos partir do pressuposto do que é "dar certo" - para mim, trata-se da empresa obter lucro para então reinvestir, sempre aumentando a qualidade do produto deixando o consumidor feliz. Tudo isso se baseia na relação empresa-consumidor e a principal essência é o produto de qualidade - aqui entra, dentre tudo, principalmente o preço.
A primeira coisa que me veio à cabeça, saindo desta questão mais teórica óbvia, foi o Nintendo Switch. Afinal, o "pequeno" console da Nintendo é baseado totalmente na venda de exclusivos - devido à sua inferioridade em hardware, provavelmente pereceria, por um lado. Mas por outro, a existência de franquias poderosas no híbrido, tais como Halo, God of War ou Mortal Kombat poderiam fazer uma compensação desta perda. Voltando para o lado negro, porém, isto dependeria das empresas investirem no Nintendo, afinal, se sabe que devido suas características de hardware, o custo de produzir um game multiplataforma e incluir o Switch, acaba aumentando. Por fim entra o consumidor que pensaria se as características do console (como a portatibilidade) conseguiriam bater de frente com, por exemplo, o hardware de um Xbox One X. Restaria a Nintendo, como já fez em outras gerações, apelar para o preço. Eis a possível maior "vítima" do mundo gamer sem exclusivos.
Ao falar sobre o Nintendo Switch, percebi que basicamente, o mundo gamer funcionaria como já funciona nas duas grandes plataformas de mesa, Playstation e Xbox: uma hierarquia de preços.
Hoje, você tem a opção de desfrutar a geração completamente de acordo com sua rentabilidade. Há o de menor preço (Xbox One, Playstation 4), o intermediário (Xbox One S, Playstation 4 Slim) e o premium (Xbox One X, Playstation 4 Pro).
Assim sendo, se baseando pelo Brasil, o gamer, ao escolher seu videogame teria uma escala mais ou menos assim: Xbox One, Playstation 4, Xbox One S, Playstation 4 Slim, Nintendo Switch, Playstation 4 Pro e Xbox One X. E ele saberia que lá ele encontraria em todos um Halo, um God of War e até um Mario. Nem convém citar PC, pois se sabe de suas inúmeras possibilidades.
Mas na e "batalha dos grandes", como seria? Que motivos eu teria para escolher um Playstation e não um Xbox e vice-versa?
Aí acabariam entrando outros apelos, como inicialmente o hardware do console ou mesmo, o preço. Se estou ruim de grana, por exemplo, poderia optar pelo console mais barato de todos, o primeiro Xbox One ou investir um pouquinho mais e comprar um Playstation 4. No entanto aqui entrariam os fatores mais secundários e este seria um possível motivo do qual o Playstation poderia se complicar. Poderia.
Partindo do lado negro, se sabe que o único "serviço" que a Sony se utiliza é a PSNow, ainda incompatível com a realidade brasileira e quiçá, mundial - no exterior onde a internet é melhor, não sei se o problema é o "atraso" na possibilidade de rodar games em streaming ou se é a escassez de títulos disponibilizados pela Sony. Será que se neste serviço rolasse um FIFA, um GTA V ou um Call of Duty não poderiam melhorar exponencialmente a qualidade do serviço? Não há duvida. Porém, por mais que alguns países possuam velocidades de internet incríveis (indo desde "simples" 100mb até 1gb!), ainda fica difícil acreditar que não seja necessário uma internet de pelo menos uns 50 gb para rodar os 50 gb do jogo com extrema qualidade, sem lags. Aí entrariam outros fatores, como modem, empresa de telefone...enfim. De fato, melhorar o PSNow não seria tarefa fácil, o que pesaria contra a japonesa Sony.
Entraria então aqui seus concorrentes diretos: os verdes EA Acess e Xbox Game Pass. Enquanto um é baseado em jogos multiplataforma, o outro mantém contratos com várias empresas, além de ceder os lançamentos Microsoft atualmente. Se não houvesse exclusivos, como seria? Bom, primeiro acredito que nada mais justo seria que a Sony construísse seus serviços de aluguel, assim como aceitasse o EA Acess - sobre isto não há muito o que discutir. E na Microsoft, acredito que a única mudança seria a possibilidade de franquias da Nintendo e da Sony em seu catálogo. Quanto ao lance dos lançamentos Microsoft irem diretamente, bom, aí deixo este critério em aberto. Pessoalmente, acho que deveria ficar assim, pois caso contrário, seria descaracterizar demais o console.
Quanto ao Nintendo Switch, a mesma coisa - serviços de aluguel próprios da Nintendo, assim como o EA Acess. Também seria interessante que, assim como a Microsoft, o Playstation 4 e o Switch se utilizassem de métodos que favorecessem seus usuários quanto aos exclusivos. Sim, eles estariam lá nos outros consoles, mas os donos do console da marca poderiam manter algum privilégio pelo mesmo motivo que já citei - não descaracterizar demais os consoles. E obviamente que serviços não são tudo. Assim, tanto a Nintendo, quanto a Sony poderiam se utilizar de outros métodos em favor do consumidor - um deles, tão falado pelos jogadores de PS4, é o "gaming offline". Por que não?
Também ficaria mais viável o investimento em retrocompatibilidade, afinal, as possibilidades seriam maiores. Mesmo a Microsoft que já tem um serviço volumoso, poderia investir mais, trazendo mais jogos e se preocupando menos com direitos. A Sony e a Nintendo poderiam se dar muito bem investindo em seus mercados antigos - o que também ajudaria a manter a "essência" de um console. O grande porém é que se houvesse esta retrocompatibilidade, a "praga dos exclusivos" ainda existiria, afinal, o dono de Xbox One e Switch não poderia jogar um God of War 2 ou um dono de Playstation, um Super Mario World. No entanto o mercado dos games antigos não envolve tanto capital, o que seria algo "mais sereno". Também poderia acontecer algo maior, que eu acho que seria a melhor proposta: as empresas poderiam liberar ALGUNS de seus retrocompatíveis para os outros consoles. Não doeria. Por exemplo, Last of Us do PS3, não teria porquê, afinal, existe a versão remasterizada, o que daria vantagem para a Sony e seria algo mais realista. Da mesma forma que um Super Mario World, por toda importância cultural e até mesmo social que possui, poderia ser um grande presente que a Nintendo daria para as nações verde e azul.
Por fim, sobrariam os serviços de jogatina online, assim como as lojas. A Live Gold e a PSN Plus, assim como o provisório atual "Nintendo Switch Online" e a Steam. A Live Gold conta com seus dois games de brinde à mais e sua suposta estabilidade. A PSN Plus conta com seu preço menor. E a Steam com sua infinidade de possibilidades, como reembolso, outras formas de pagamento e por aí vai - aqui faço adendo: o serviço da Valve bem que poderia ser uma opção aos consoles não é? Afinal, se sabe que a Steam, em essência, é uma loja.
E então chegamos na parte final. Daria certo mesmo?
Podemos apenas imaginar uma teoria, pois infelizmente, nunca saberemos. Será que as empresas obteriam a "roda do lucro-qualidade ao consumidor"? Certamente algum console sairia na frente, enquanto outro ficaria por último - é uma lei natural do business. Mas no geral, será que não "quebraria" a indústria dos games? Para responder isto, nada melhor que um exemplo. Ou dois.
Primeiro, quero citar um exclusivo de sucesso comercial e depois um que "floopou".
Como conheço melhor Xbox, me atearei em games dele. O game de sucesso seria Halo 5. Digamos que a Microsoft investiu seus tantos milhões na produção do jogo - provavelmente teria de investir um pouquinho mais devido ao Switch. Será que o game faria sucesso nas outras plataformas? Acredito que seria um sucesso parecido com os Xbox, talvez, no máximo, levemente inferior - mundialmente falando, pois no mercado japonês seria bem pouco, assim como os games de lá aqui. No entanto, o lucro se basearia nas vendas em quatro plataformas (One, PS4, Switch e PC), não importa se com compras ou com assinaturas de serviço ou qualquer outra forma de obtenção de lucro. Acredito que, se comparado com o real, onde a MS só lucra com o Xbox (e não com Halo vendendo em outros videogames, óbvio), obviamente ela obteria mais lucro - e antes que você me diga que menos pessoas comprariam o Xbox, veja no início do texto que, mais do que óbvio, exclusivos deixariam de ser um fator a considerar na escolha do console.
Do outro lado, citarei Quantum Break, um game que de forma comercial, não rendeu tão bem assim. Iria lá a Microsoft, investiria seus milhões no game, mas no final, as vendas acabariam menores que o esperado - vou dizer o óbvio: ainda que vendessem menos, haveriam as vendas do PS4 e do Switch, que, por menores que fossem, já aumentariam em relação à realidade. Sem falar dos serviços e blá, blá.
A conclusão que se chega é que sim, as empresas obteriam mais lucro, talvez haveria mais investimento - haveria mais giro do capital. Também como teriam que investir um pouco mais devido ao Switch. A grande descoberta de todo este texto surge aqui: no final, o grande diferencial de "um mundo sem exclusivos" se basearia simplesmente na "expectativa" da empresa em relação ao quanto um jogo deveria vender ou não. O investimento, sabemos que não mudaria muito, pois PS4, XONE e PC trabalham com módulos de software muito semelhantes - o mais diferente seria o Switch, mas que se aproximou muito em relação às gerações passadas. Concluo, portanto que seria um lucro mais instável - a possibilidade de sucesso, como de fracasso, seria mais "extrema", rápida.
Mas então, por que as empresas simplesmente não fazem assim?
Sinceramente, acredito que seja por dois motivos: o primeiro seria que se um game fosse um fracasso, por exemplo, o prejuízo seria alarmante, talvez incapaz da empresa cobrir. Sabemos que a empresa sempre quer andar por zonas seguras. E o segundo motivo seria algo completamente idiota, em minha opinião, que sim, descobri que as empresas grandes cultuam: o fator tradição. Muitas dessas empresas gostam de ser reconhecidas por serem quem são - do tipo que entre isto ou ser melhor que a outra, preferem o primeiro. A Nintendo está aí para comprovar. E sim, existem gamers mais de nicho que dão muita importância ao fator marca - compram e jogam o que gostam com o coração. Porém, temos visto que o mercado está mais aberto ultimamente, investindo mais em tornar uma pessoa "não-gamer" em um gamer, do que necessariamente "melhorar a qualidade dos games". O público casual é o novo alvo das empresas - O Nintendo Wii mostrou isto na geração passada e todos estão indo pela mesma onda.
Assim, finalizo o texto apontando que, de uma forma ou outra, estamos indo para um universo gamer mais "cosmopolita". O fator "exclusivo" é um coisa que as empresas não dão o mesmo valor que já deram - afinal, isto não é o que dá lucro e isto é comprovado. A "console wars" é mais coisa de fãs ou mesmo deste fator "tradição" que citei ali antes - principalmente por parte das empresas japonesas, onde culturalmente o nacionalismo é muito forte. Porém, empresas como a Sony e a Squarenix viram que seguir isso em exagero poderia facilmente significar a falência. Em um mundo cosmopolita e se tratando de multinacionais, não se adaptar é caminhar para a destruição. Termino por aqui.
Espero que tenham gostado do texto e que não tenha viajado demais. Um abraço e até a próxima!
Quando Sala falou que gostaria que fosse assim, rapidamente eu concordei. E se, como eu, Sala pode ter falado isto com um certo ceticismo pela total obviedade que isto não acontecer, vou além: vou tentar me aprofundar neste sonho. Por que não?
Antes de mais nada, eis a fonte da qual me inspirei. O texto é quase que completamente baseado no video, mas principalmente em seus comentários. Fiquem à vontade: https://www.youtube.com/watch?v=y2AupwktD1w
E o fato é que o desejo dos inscritos é unânime: concordam plenamente com a utopia.
É claro que já teve muito "economista" e "administrador em marketing" que afirmou que um mercado assim jamais daria certo. Primeiro, vamos partir do pressuposto do que é "dar certo" - para mim, trata-se da empresa obter lucro para então reinvestir, sempre aumentando a qualidade do produto deixando o consumidor feliz. Tudo isso se baseia na relação empresa-consumidor e a principal essência é o produto de qualidade - aqui entra, dentre tudo, principalmente o preço.
A primeira coisa que me veio à cabeça, saindo desta questão mais teórica óbvia, foi o Nintendo Switch. Afinal, o "pequeno" console da Nintendo é baseado totalmente na venda de exclusivos - devido à sua inferioridade em hardware, provavelmente pereceria, por um lado. Mas por outro, a existência de franquias poderosas no híbrido, tais como Halo, God of War ou Mortal Kombat poderiam fazer uma compensação desta perda. Voltando para o lado negro, porém, isto dependeria das empresas investirem no Nintendo, afinal, se sabe que devido suas características de hardware, o custo de produzir um game multiplataforma e incluir o Switch, acaba aumentando. Por fim entra o consumidor que pensaria se as características do console (como a portatibilidade) conseguiriam bater de frente com, por exemplo, o hardware de um Xbox One X. Restaria a Nintendo, como já fez em outras gerações, apelar para o preço. Eis a possível maior "vítima" do mundo gamer sem exclusivos.
Ao falar sobre o Nintendo Switch, percebi que basicamente, o mundo gamer funcionaria como já funciona nas duas grandes plataformas de mesa, Playstation e Xbox: uma hierarquia de preços.
Hoje, você tem a opção de desfrutar a geração completamente de acordo com sua rentabilidade. Há o de menor preço (Xbox One, Playstation 4), o intermediário (Xbox One S, Playstation 4 Slim) e o premium (Xbox One X, Playstation 4 Pro).
Assim sendo, se baseando pelo Brasil, o gamer, ao escolher seu videogame teria uma escala mais ou menos assim: Xbox One, Playstation 4, Xbox One S, Playstation 4 Slim, Nintendo Switch, Playstation 4 Pro e Xbox One X. E ele saberia que lá ele encontraria em todos um Halo, um God of War e até um Mario. Nem convém citar PC, pois se sabe de suas inúmeras possibilidades.
Mas na e "batalha dos grandes", como seria? Que motivos eu teria para escolher um Playstation e não um Xbox e vice-versa?
Aí acabariam entrando outros apelos, como inicialmente o hardware do console ou mesmo, o preço. Se estou ruim de grana, por exemplo, poderia optar pelo console mais barato de todos, o primeiro Xbox One ou investir um pouquinho mais e comprar um Playstation 4. No entanto aqui entrariam os fatores mais secundários e este seria um possível motivo do qual o Playstation poderia se complicar. Poderia.
Partindo do lado negro, se sabe que o único "serviço" que a Sony se utiliza é a PSNow, ainda incompatível com a realidade brasileira e quiçá, mundial - no exterior onde a internet é melhor, não sei se o problema é o "atraso" na possibilidade de rodar games em streaming ou se é a escassez de títulos disponibilizados pela Sony. Será que se neste serviço rolasse um FIFA, um GTA V ou um Call of Duty não poderiam melhorar exponencialmente a qualidade do serviço? Não há duvida. Porém, por mais que alguns países possuam velocidades de internet incríveis (indo desde "simples" 100mb até 1gb!), ainda fica difícil acreditar que não seja necessário uma internet de pelo menos uns 50 gb para rodar os 50 gb do jogo com extrema qualidade, sem lags. Aí entrariam outros fatores, como modem, empresa de telefone...enfim. De fato, melhorar o PSNow não seria tarefa fácil, o que pesaria contra a japonesa Sony.
Entraria então aqui seus concorrentes diretos: os verdes EA Acess e Xbox Game Pass. Enquanto um é baseado em jogos multiplataforma, o outro mantém contratos com várias empresas, além de ceder os lançamentos Microsoft atualmente. Se não houvesse exclusivos, como seria? Bom, primeiro acredito que nada mais justo seria que a Sony construísse seus serviços de aluguel, assim como aceitasse o EA Acess - sobre isto não há muito o que discutir. E na Microsoft, acredito que a única mudança seria a possibilidade de franquias da Nintendo e da Sony em seu catálogo. Quanto ao lance dos lançamentos Microsoft irem diretamente, bom, aí deixo este critério em aberto. Pessoalmente, acho que deveria ficar assim, pois caso contrário, seria descaracterizar demais o console.
Quanto ao Nintendo Switch, a mesma coisa - serviços de aluguel próprios da Nintendo, assim como o EA Acess. Também seria interessante que, assim como a Microsoft, o Playstation 4 e o Switch se utilizassem de métodos que favorecessem seus usuários quanto aos exclusivos. Sim, eles estariam lá nos outros consoles, mas os donos do console da marca poderiam manter algum privilégio pelo mesmo motivo que já citei - não descaracterizar demais os consoles. E obviamente que serviços não são tudo. Assim, tanto a Nintendo, quanto a Sony poderiam se utilizar de outros métodos em favor do consumidor - um deles, tão falado pelos jogadores de PS4, é o "gaming offline". Por que não?
Também ficaria mais viável o investimento em retrocompatibilidade, afinal, as possibilidades seriam maiores. Mesmo a Microsoft que já tem um serviço volumoso, poderia investir mais, trazendo mais jogos e se preocupando menos com direitos. A Sony e a Nintendo poderiam se dar muito bem investindo em seus mercados antigos - o que também ajudaria a manter a "essência" de um console. O grande porém é que se houvesse esta retrocompatibilidade, a "praga dos exclusivos" ainda existiria, afinal, o dono de Xbox One e Switch não poderia jogar um God of War 2 ou um dono de Playstation, um Super Mario World. No entanto o mercado dos games antigos não envolve tanto capital, o que seria algo "mais sereno". Também poderia acontecer algo maior, que eu acho que seria a melhor proposta: as empresas poderiam liberar ALGUNS de seus retrocompatíveis para os outros consoles. Não doeria. Por exemplo, Last of Us do PS3, não teria porquê, afinal, existe a versão remasterizada, o que daria vantagem para a Sony e seria algo mais realista. Da mesma forma que um Super Mario World, por toda importância cultural e até mesmo social que possui, poderia ser um grande presente que a Nintendo daria para as nações verde e azul.
Por fim, sobrariam os serviços de jogatina online, assim como as lojas. A Live Gold e a PSN Plus, assim como o provisório atual "Nintendo Switch Online" e a Steam. A Live Gold conta com seus dois games de brinde à mais e sua suposta estabilidade. A PSN Plus conta com seu preço menor. E a Steam com sua infinidade de possibilidades, como reembolso, outras formas de pagamento e por aí vai - aqui faço adendo: o serviço da Valve bem que poderia ser uma opção aos consoles não é? Afinal, se sabe que a Steam, em essência, é uma loja.
E então chegamos na parte final. Daria certo mesmo?
Podemos apenas imaginar uma teoria, pois infelizmente, nunca saberemos. Será que as empresas obteriam a "roda do lucro-qualidade ao consumidor"? Certamente algum console sairia na frente, enquanto outro ficaria por último - é uma lei natural do business. Mas no geral, será que não "quebraria" a indústria dos games? Para responder isto, nada melhor que um exemplo. Ou dois.
Primeiro, quero citar um exclusivo de sucesso comercial e depois um que "floopou".
Como conheço melhor Xbox, me atearei em games dele. O game de sucesso seria Halo 5. Digamos que a Microsoft investiu seus tantos milhões na produção do jogo - provavelmente teria de investir um pouquinho mais devido ao Switch. Será que o game faria sucesso nas outras plataformas? Acredito que seria um sucesso parecido com os Xbox, talvez, no máximo, levemente inferior - mundialmente falando, pois no mercado japonês seria bem pouco, assim como os games de lá aqui. No entanto, o lucro se basearia nas vendas em quatro plataformas (One, PS4, Switch e PC), não importa se com compras ou com assinaturas de serviço ou qualquer outra forma de obtenção de lucro. Acredito que, se comparado com o real, onde a MS só lucra com o Xbox (e não com Halo vendendo em outros videogames, óbvio), obviamente ela obteria mais lucro - e antes que você me diga que menos pessoas comprariam o Xbox, veja no início do texto que, mais do que óbvio, exclusivos deixariam de ser um fator a considerar na escolha do console.
Do outro lado, citarei Quantum Break, um game que de forma comercial, não rendeu tão bem assim. Iria lá a Microsoft, investiria seus milhões no game, mas no final, as vendas acabariam menores que o esperado - vou dizer o óbvio: ainda que vendessem menos, haveriam as vendas do PS4 e do Switch, que, por menores que fossem, já aumentariam em relação à realidade. Sem falar dos serviços e blá, blá.
A conclusão que se chega é que sim, as empresas obteriam mais lucro, talvez haveria mais investimento - haveria mais giro do capital. Também como teriam que investir um pouco mais devido ao Switch. A grande descoberta de todo este texto surge aqui: no final, o grande diferencial de "um mundo sem exclusivos" se basearia simplesmente na "expectativa" da empresa em relação ao quanto um jogo deveria vender ou não. O investimento, sabemos que não mudaria muito, pois PS4, XONE e PC trabalham com módulos de software muito semelhantes - o mais diferente seria o Switch, mas que se aproximou muito em relação às gerações passadas. Concluo, portanto que seria um lucro mais instável - a possibilidade de sucesso, como de fracasso, seria mais "extrema", rápida.
Mas então, por que as empresas simplesmente não fazem assim?
Sinceramente, acredito que seja por dois motivos: o primeiro seria que se um game fosse um fracasso, por exemplo, o prejuízo seria alarmante, talvez incapaz da empresa cobrir. Sabemos que a empresa sempre quer andar por zonas seguras. E o segundo motivo seria algo completamente idiota, em minha opinião, que sim, descobri que as empresas grandes cultuam: o fator tradição. Muitas dessas empresas gostam de ser reconhecidas por serem quem são - do tipo que entre isto ou ser melhor que a outra, preferem o primeiro. A Nintendo está aí para comprovar. E sim, existem gamers mais de nicho que dão muita importância ao fator marca - compram e jogam o que gostam com o coração. Porém, temos visto que o mercado está mais aberto ultimamente, investindo mais em tornar uma pessoa "não-gamer" em um gamer, do que necessariamente "melhorar a qualidade dos games". O público casual é o novo alvo das empresas - O Nintendo Wii mostrou isto na geração passada e todos estão indo pela mesma onda.
Assim, finalizo o texto apontando que, de uma forma ou outra, estamos indo para um universo gamer mais "cosmopolita". O fator "exclusivo" é um coisa que as empresas não dão o mesmo valor que já deram - afinal, isto não é o que dá lucro e isto é comprovado. A "console wars" é mais coisa de fãs ou mesmo deste fator "tradição" que citei ali antes - principalmente por parte das empresas japonesas, onde culturalmente o nacionalismo é muito forte. Porém, empresas como a Sony e a Squarenix viram que seguir isso em exagero poderia facilmente significar a falência. Em um mundo cosmopolita e se tratando de multinacionais, não se adaptar é caminhar para a destruição. Termino por aqui.
Espero que tenham gostado do texto e que não tenha viajado demais. Um abraço e até a próxima!
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
A Importância do Enredo de Um Game
Já virou clichê.
Ao longo dos últimos anos, com a evolução da tecnologia e com a "ocidentalização" dos videogames, podemos notar que as produções mais notórias das últimas gerações têm tido uma inspiração em específico: o cinema, para não dizer o cinema americano. Games que agregam histórias que envolvem do mais tradicional da sétima arte, como dramas, expressões faciais, trilhas sonoras épicas e por aí vai. Não foram poucas as vezes que a jogabilidade acabou ficando em segundo plano, diferente de antigamente.
Mas como era antigamente?
Serei um pouco generalista aqui para não me delongar. Antigamente, dava-se a entender que a jogabilidade e a diversão do jogo eram a prioridade. O enredo sim, tinha seu lugar, mas parecia que ele ficava mais a cargo da imaginação do jogador fazê-lo, construí-lo. Os jogos possuíam poucas animações, por isso aquelas que haviam eram um tanto quanto valorizadas.
No entanto, tudo tem o seu efeito colateral.
Se por uma direção os games tomaram essa priorização da sua parte artística, deixando a jogabilidade em segundo plano, na outra aconteceu justamente o contrário. Games com o enredo clichê ou mesmo simples, mas que investiram em opções criativas e viciantes no jogar acabaram por também obter seu papel de destaque. Inclusive alguns deles atingindo posições de sucesso impressionantes.
O grande problema nisso tudo foi uma espécie de "polarização".
Pode-se dizer que alguns games priorizaram o enredo em excesso, enquanto outros o esqueceram por completo. Em uma pequena comparação, cito o aclamado game The Last of Us como um exemplo de game que correu por fora na temática zumbi, se utilizando do drama humano e do realismo de enredo como características principais. Do outro lado é possível citar a série Playerunknowns Battlegrounds (PUGB), que mesmo sem possuir uma história, hoje, é o game de maior sucesso do planeta com sua ação multiplayer (põe multiplayer nisso!).
Mas afinal, qual a importância do enredo para um game?
Depende a perspectiva. Existem pessoas interessadas em enredos que acreditam que o melhor dos games é esta oportunidade de, vamos dizer, "interagir com um filme, um livro", enquanto para outros, mais frenéticos, tudo isso é irrelevante e o importante é se a jogabilidade é satisfatória. As empresas que priorizam mais o lucro já perceberam que a segunda opção é de longe mais lucrativa, pois tende a fazer pessoas que não costumavam jogar a se aproximar deste universo. Em ambos os casos eu vejo problemas.
Na priorização do enredo é simples: é óbvio que o problema é a "terceirização" da jogabilidade, pois para mim, o quão agradável é o controle de um jogo, determina praticamente quão bom ele é. Além do mais, em um game onde você sente que "controlou mais o jogo do que assistiu", ao terminá-lo, é um tanto quanto satisfatório devido a impregnação de seu esforço. Por fim, fecho o caixão dos argumentos dizendo que um game é para se jogar e não para assistir. Não em primeiro lugar.
Do outro lado, também penso que o descaso com o que posso chamar de "parte artística" do game, pode um tanto quanto prejudicar a própria jogabilidade. Às vezes você só vai se sentir motivado a "apertar os botões" de um game quando sentir um carisma nos personagens, uma boa trilha sonora, cenários bonitos e por aí vai. Sou a favor de boas histórias, mas nem de longe penso que elas devam ser complexas como Goethe ou Shakespeare - o clichê pode agradar significativamente.
Mas alto lá: talvez não seja sempre que queiramos jogos assim. Há um outro tipo, que por sinal, está meio escasso. Ou abundante de forma diferente, posso dizer.
Jogos de nicho como os de estratégia ou de jogabilidade mais complexa, têm sido esquecidos pelas produtoras. O motivo é óbvio: lucro. Por serem de nicho eles acabam atingindo apenas uma parte dos jogadores. Devido ao capitalismo selvagem que os games hoje circundam, o trabalho legítimo do artista acaba ficando em segundo plano. Felizmente, os estúdios independentes têm tentado remediar um pouco esta situação, seja com games com jogabilidades complexas (e gráficos simples como posso citar Hue) ou simplesmente narrativas para conhecermos uma história (como What Remains About Edith Finch). Mas claro que nada como o "antigamente" e seus Legend of Mana ou Chrono Trigger.
Esta polarização também gerou em outra situação desconfortável, conforme afirmam alguns "entendedores" que foi a de ter "viralizado" os dois principais consoles do mercado, Playstation 4 e Xbox One, com tipos de games diferentes. PS4 acabou sendo o console dos enredos, enquanto XONE o da jogabilidade. O maior problema é: mas e o jogador de PS4 que busca mais jogabilidade? E o jogador do XONE que busca enredo? Você pode me dizer que eles compraram o videogame errado, mas acredito que seja obrigação de qualquer biblioteca gamer possuir opções e não fechar os olhos para nenhuma. Além do mais, este tipo de informação não é algo que a maioria das pessoas saiba ou pelo menos, saiba explicar.
No meu caso, que tenho Xbox, acredito que no total e na pesagem de vantagens e desvantagens, escolhi o melhor console para mim. No entanto, acabo sentindo falta de algumas temáticas de jogos, como os de cultura oriental. Estes jogos não são lançados no Xbox justamente porque as "temáticas americanas" preenchem a necessidade da maioria dos jogadores. No meu caso, apesar de apreciar boa parte destes jogos, sinto a carência japonesa, ao ponto de pensar em comprar um PS4. Esperamos que essas repartições culturais um dia tenham um fim, embora saiba eu o quanto isso é difícil.
Concluindo, acredito que as empresas devem oferecer opções em todas as plataformas. Prioridade do enredo com esquecimento da jogabilidade, da jogabilidade com esquecimento do enredo, equilíbrio entre os dois, estilo oriental, ocidental...opções para todos os gostos. Isto que haveria de não só "gerar lucros" mas satisfazer os gamers mais alternativos, viúvos de velhas escolas ou mesmo de estilos pouco valorizados pela mídia - não podemos esquecer que graças a eles que muitas empresas são o que são hoje.
Todos os gostos. Todos os tipos de gamers. Todas as plataformas.
Eis o verdadeiro clichê.
Ao longo dos últimos anos, com a evolução da tecnologia e com a "ocidentalização" dos videogames, podemos notar que as produções mais notórias das últimas gerações têm tido uma inspiração em específico: o cinema, para não dizer o cinema americano. Games que agregam histórias que envolvem do mais tradicional da sétima arte, como dramas, expressões faciais, trilhas sonoras épicas e por aí vai. Não foram poucas as vezes que a jogabilidade acabou ficando em segundo plano, diferente de antigamente.
Mas como era antigamente?
Serei um pouco generalista aqui para não me delongar. Antigamente, dava-se a entender que a jogabilidade e a diversão do jogo eram a prioridade. O enredo sim, tinha seu lugar, mas parecia que ele ficava mais a cargo da imaginação do jogador fazê-lo, construí-lo. Os jogos possuíam poucas animações, por isso aquelas que haviam eram um tanto quanto valorizadas.
No entanto, tudo tem o seu efeito colateral.
Se por uma direção os games tomaram essa priorização da sua parte artística, deixando a jogabilidade em segundo plano, na outra aconteceu justamente o contrário. Games com o enredo clichê ou mesmo simples, mas que investiram em opções criativas e viciantes no jogar acabaram por também obter seu papel de destaque. Inclusive alguns deles atingindo posições de sucesso impressionantes.
O grande problema nisso tudo foi uma espécie de "polarização".
Pode-se dizer que alguns games priorizaram o enredo em excesso, enquanto outros o esqueceram por completo. Em uma pequena comparação, cito o aclamado game The Last of Us como um exemplo de game que correu por fora na temática zumbi, se utilizando do drama humano e do realismo de enredo como características principais. Do outro lado é possível citar a série Playerunknowns Battlegrounds (PUGB), que mesmo sem possuir uma história, hoje, é o game de maior sucesso do planeta com sua ação multiplayer (põe multiplayer nisso!).
Mas afinal, qual a importância do enredo para um game?
Depende a perspectiva. Existem pessoas interessadas em enredos que acreditam que o melhor dos games é esta oportunidade de, vamos dizer, "interagir com um filme, um livro", enquanto para outros, mais frenéticos, tudo isso é irrelevante e o importante é se a jogabilidade é satisfatória. As empresas que priorizam mais o lucro já perceberam que a segunda opção é de longe mais lucrativa, pois tende a fazer pessoas que não costumavam jogar a se aproximar deste universo. Em ambos os casos eu vejo problemas.
Na priorização do enredo é simples: é óbvio que o problema é a "terceirização" da jogabilidade, pois para mim, o quão agradável é o controle de um jogo, determina praticamente quão bom ele é. Além do mais, em um game onde você sente que "controlou mais o jogo do que assistiu", ao terminá-lo, é um tanto quanto satisfatório devido a impregnação de seu esforço. Por fim, fecho o caixão dos argumentos dizendo que um game é para se jogar e não para assistir. Não em primeiro lugar.
Do outro lado, também penso que o descaso com o que posso chamar de "parte artística" do game, pode um tanto quanto prejudicar a própria jogabilidade. Às vezes você só vai se sentir motivado a "apertar os botões" de um game quando sentir um carisma nos personagens, uma boa trilha sonora, cenários bonitos e por aí vai. Sou a favor de boas histórias, mas nem de longe penso que elas devam ser complexas como Goethe ou Shakespeare - o clichê pode agradar significativamente.
Mas alto lá: talvez não seja sempre que queiramos jogos assim. Há um outro tipo, que por sinal, está meio escasso. Ou abundante de forma diferente, posso dizer.
Jogos de nicho como os de estratégia ou de jogabilidade mais complexa, têm sido esquecidos pelas produtoras. O motivo é óbvio: lucro. Por serem de nicho eles acabam atingindo apenas uma parte dos jogadores. Devido ao capitalismo selvagem que os games hoje circundam, o trabalho legítimo do artista acaba ficando em segundo plano. Felizmente, os estúdios independentes têm tentado remediar um pouco esta situação, seja com games com jogabilidades complexas (e gráficos simples como posso citar Hue) ou simplesmente narrativas para conhecermos uma história (como What Remains About Edith Finch). Mas claro que nada como o "antigamente" e seus Legend of Mana ou Chrono Trigger.
Esta polarização também gerou em outra situação desconfortável, conforme afirmam alguns "entendedores" que foi a de ter "viralizado" os dois principais consoles do mercado, Playstation 4 e Xbox One, com tipos de games diferentes. PS4 acabou sendo o console dos enredos, enquanto XONE o da jogabilidade. O maior problema é: mas e o jogador de PS4 que busca mais jogabilidade? E o jogador do XONE que busca enredo? Você pode me dizer que eles compraram o videogame errado, mas acredito que seja obrigação de qualquer biblioteca gamer possuir opções e não fechar os olhos para nenhuma. Além do mais, este tipo de informação não é algo que a maioria das pessoas saiba ou pelo menos, saiba explicar.
No meu caso, que tenho Xbox, acredito que no total e na pesagem de vantagens e desvantagens, escolhi o melhor console para mim. No entanto, acabo sentindo falta de algumas temáticas de jogos, como os de cultura oriental. Estes jogos não são lançados no Xbox justamente porque as "temáticas americanas" preenchem a necessidade da maioria dos jogadores. No meu caso, apesar de apreciar boa parte destes jogos, sinto a carência japonesa, ao ponto de pensar em comprar um PS4. Esperamos que essas repartições culturais um dia tenham um fim, embora saiba eu o quanto isso é difícil.
Concluindo, acredito que as empresas devem oferecer opções em todas as plataformas. Prioridade do enredo com esquecimento da jogabilidade, da jogabilidade com esquecimento do enredo, equilíbrio entre os dois, estilo oriental, ocidental...opções para todos os gostos. Isto que haveria de não só "gerar lucros" mas satisfazer os gamers mais alternativos, viúvos de velhas escolas ou mesmo de estilos pouco valorizados pela mídia - não podemos esquecer que graças a eles que muitas empresas são o que são hoje.
Todos os gostos. Todos os tipos de gamers. Todas as plataformas.
Eis o verdadeiro clichê.
sábado, 6 de janeiro de 2018
Porque Comprei um Xbox One
Minha intenção era fazer um texto que apresentasse com propriedade as vantagens e desvantagens de todas as plataformas gamers do mercado atual, na intenção de ajudar quem busca um novo método de jogatina.
Infelizmente não foi possível.
Tudo isso por um motivo simples que tolamente percebi: isto é tão subjetivo, mas tão subjetivo que se sobrepõe ao fatídico. Além do mais, números ou nomes não são garantia direta de expressar o que um console ou PC é em seu todo ou em como se ajusta a determinada pessoa. Por isso, a única opção que encontrei foi contar a minha história pessoal e recente, de como escolhi o Xbox em detrimento de outras plataformas. Pretendo ser detalhista, no intuito de ajudar e passar a informação através de um relato pessoal. Mas é importante citar novamente que é algo pessoal e não a verdade geral de toda a coisa.
Minha história começa com uma observação de tempos mais antigos. De quando comprei o Xbox 360 desbloqueado.
Quando comprei este console da Microsoft, minhas plataformas eram o Playstation 2 desbloqueado e um PC Gamer um pouco mais forte. Obviamente que o PS2 tinha ficado para trás e minha fonte de game maior era o PC. Mas quando surgiu a nova geração e percebi que meu PC não conseguiu acompanhá-la, foi bem irritante. Isto porque este era meu segundo PC Gamer - haviam passado dois anos desde o primeiro. Esta obrigação de ficar fazendo upgrades ou comprar peças caras me desanimou. Isto que eu não jogava online ou dava muita bola para questões como travamentos, afinal, sou técnico em informática sabia sempre deixar o PC em boa manutenção. Então estabeleci que PC não seria mais para games, comprando meu Xbox 360 e meu primeiro notebook. Digamos que estou satisfeito com esta filosofia até hoje: console de mesa para jogar e notebook para trabalhar e demais utilidades.
Era 2010. Vamos então para 2016, onde a história realmente começa.
Iria me formar na faculdade este ano - sequer sabia do rito do "presente". E fiquei impressionado que uns ganhavam carros ou até apartamentos - a coisa era grande mesmo. Como achei besteira investir dinheiro em qualquer festa de formatura, meu desejo era poder investir em meu consultório - me formei em psicologia. Mas comprar um imóvel (ou mantê-lo em aluguel sem renda fixa) no centro de uma cidade e manter, era algo completamente fora dos meus padrões e dos de minha família. Também enfrentava um período difícil de saúde mental, chegando próximo de uma depressão. Decidi, por pequenas experiências em emuladores em meu notebook, que jogar fazia bem para minha cabeça. Me ajudava a ter paz. Estava mais certo que eu imaginava, mais tarde, descobri.
É importante citar que, em princípio, eu iria investir no 360.
O meu não tinha HD, planejava colocar um, além de instalar aqueles programas que lhe permitiam baixar games da internet e transferir para o console, vulgo pirataria. Como se nota, eu já apreciava sem saber a ideia de "jogo digital". Acabei vendo então que meu modelo de 360, o Arcade não era compatível com os maiores HD's da Microsoft e sequer com estes programas - estava completamente esquecido e dependente dos irritantes discos piratas, que fizeram eu aproveitar muito pouco a grandeza do que este console foi. Culpado fui eu obviamente, de investir em pirataria. De não buscar informação. Além de tudo, é importante citar os preços exorbitantes dos discos rígidos deste console - completamente absurdos pelo que traziam.
Eu já havia me irritado com tudo isso. Decidi então, investir em uma nova geração.
A oportunidade era agora. Já havia ganhado uma televisão Full HD de minha família como primeiro presente, pois a minha havia queimado em definitivo. Iria ganhar agora o presente de meus pais. Decidi que seria um console. Não pensem que eu era algum fã da Sony, Nintendo ou Microsoft: apenas queria o melhor console, não importando de que marca fosse - comigo também não tinha essa de "nostalgia Playstation"; se eu achasse o Xbox ou o Wii U melhores, o Sony cairia fora fácil. Em minhas pesquisas, apesar de ponderar comprar o Wii U, acabei o descartando por sua falta de jogos de outras empresas que não a Nintendo, hardware e o mais absurdo: games ainda mais caros que os das outras empresas. Ainda bem que fiz isto, pois o Switch estava chegando, logo ali.
Sobrou, para variar, a clássica disputa, tida por muitas como a maior da história dos games: Playstation versus Xbox.
A primeira coisa que ponderei foi o preço. De fato o Xbox estava mais barato. Eu me perguntava por que, afinal, os hardwares eram parecidos - os 10% a mais do PS4 não justificavam o preço que eu via, cerca de mil reais a mais. Então entendi que isto estava vinculado com a fabricação ou algo do tipo - o One era feito ou vendido em versão brasileira e o PS4, não. Recentemente havia ouvido a notícia que a Nintendo havia saído do país. O que me veio a cabeça era de que as empresas japonesas não estavam nem aí para o consumidor de terceiro mundo. Diferente da Microsoft que apenas com isto, já se mostrava decisiva em minha escolha. Depois descobri que era muito mais do que eu imaginava, em relação a Sony com o brasileiro.
Havia também a questão do HD externo.
Planejava eu nunca mais me incomodar com discos ou espaço. Assim ter um HD bom era algo de visceral importância. Descobri que o PS4 não aceitava HD's externos e para instalar os da Sony era necessário abrir o console, numa operação não recomendada para leigos. Devido ao meu "trauma" com os preços dos HD's do X360, eu já imaginava o preço alto dos de uma geração posterior e de uma marca "importada". É importante citar que hoje este fato mudou e a Sony resolveu permitir os HD's externos, finalmente. Mas não era a realidade de minha época, logo, pesou. Eu também não conhecia as vantagens da Live Gold ou o EA Acess. Meu conceito de videogames ainda estava na época do PS2 desbloqueado.
Mas havia mais uma coisa que eu ouvi falar. A tal da retrocompatibilidade.
Achei demais a ideia de poder jogar os games do 360 - uma oportunidade nova de viver uma geração que não vivi direito, como considero. Ouvi falar sobre um serviço semelhante no PS4, mas não tinha comparação. Era com o PS2 e alguns games custavam até 80 reais - dera eu pagando 80 reais por games de um console de 2001, além de não aceitar mídia física, diferente do One. Seria bom se fosse com o PS3 e claro, também com o PS2. Mas que os games custassem na base dos trinta reais. Oitenta por um game de PS3/360 já é um absurdo - mas que vale até pensar a respeito. Mas PS2 ou Xbox Clássico que seja, nem pensar.
Por fim aconteceu meu desafio final: o dos exclusivos.
Se optasse pelo Xbox, mais uma vez (como foi no 360), iria ficar sem um personagem marcante para mim, o espartano Kratos. Mas fora ele, que mais que tinha? Uncharted? Lembro de, quando ouvi e vi gameplays deste game e o sucesso dele, de ficar indignado, por ser grande fã da Lara Croft, achando que queriam substituí-la ou "copiá-la em versão masculina". Descobri então que a pegada do game era outra, mais focada no roteiro e mais linear, mas mesmo assim, não gostei da ideia. Explorador de tumbas, nos games, para mim só tem um - uma. Sou do tipo que não gosto de ter muitos games do mesmo gênero - gosto de variação. No Xbox também, nada diretamente me chamava atenção, a não ser o novo Killer Instinct - que só fui saber mais tarde que era exclusivo, tamanha ignorância. God of War e suas remasterizações não foram suficiente para me levar para o lado azul da Força. Depois de ponderar tudo isto, comprei o Xbox One, dando meu 360 como volta, comprando o segundo controle e o game Mortal Kombat X em mídia física.
Meu modelo já vinha com dois games digitais: Gears of War Ultimate e um a escolha entre Halo 5, Forza Motosport 6 e Rise of Tomb Rider. Escolhi Tomb, obviamente. Quando comecei a jogar, senti que havia feito a escolha certa - estava bem satisfeito com meu produto. Mas o sentimento de certeza foi para "amor" quando comprei Forza Horizon 3 - fiquei extasiado com a jogabilidade e os gráficos do jogo. Mais tarde descobri os serviços, dos quais gostei mesmo da Live Gold - EA Acess eu chamaria de razoável, mas por 60 reais valia a pena; infelizmente hoje o serviço foi para 109 reais, quase o dobro. Chegaria então o Game Pass e a retrocompatibilidade com o Xbox Clássico - experiências únicas, principalmente a segunda.
Mas o que mais me marcou (ou têm me marcado) foi a questão do gamescore. No Xbox 360 eu não dava muito bola para isto, embora gostava de ver que no único perfil que havia feito no console desde que comprei, offline, sem terminar jogos grandes ou indies, estava anos luz à frente de meu primo, que não administrava muito bem esta questão. Decidi então dar uma chance aos indies, dos quais eu tinha preconceito e, hoje, ouso dizer que conseguem me divertir mais que as grandes produções. Não virei um grande jogador online, mas volta e meia, obviamente que aproveito. Mas o serviço que mais gostei e mais uso são as Deals with Gold e os saldões - sequer imaginava eu que poderia comprar um grande jogo por bem menos que seu absurdo preço original - que inclusive era um preconceito que me impediu de migrar para a nova geração antes. Eu pensava que teria que jogar apenas os games que vieram junto com o console por um bom tempo, mas não. A Live Gold me mostrou isto. Uma pequena referência aos Games with Gold, ora bons, ora ruins. Mas a ideia, sempre boa.
E por fim, depois de um texto gigante, encerro por aqui. Acompanho no youtube principalmente as maiores referências que considero da comunidade Xbox, como ArnaldoDK e Xbox Mil Grau - sempre filtrando meu pensamento do extremismo deles. Respeito muito a Sony e a Nintendo, tanto que até pondero se compraria uma nova plataforma ou o "monstro" Xbox One X. Mas concluindo: recomendo o Xbox One S ou FAT para quem busca o melhor custo-benefício em jogos e é mais fã da cultura ocidental de games. Tiro, ficção científica realista e RPG's de ação vivenciados na Europa Medieval são a base desta cultura, diferente da oriental, onde vemos uma ficção científica mais fantasiosa, mais batalhas de corpo-a-corpo do que com armas de fogo e games que prezam mais pelo roteiro e jogabilidade linear. Curiosamente, eu sou grande fã da cultura oriental, tanto que Sleeping Dogs é meu game preferido de One. Mas o estilo de game japonês, salvo exceções como Yakuza, Nioh e Shenmue, raramente reproduz aquilo que gosto com fidelidade (vide Final Fantasy), acabando por serem fantasiosos demais, tais como os animes, repassando algo fora da realidade das tradições de artes marciais, Japão Feudal e China Imperial, samurais, budismo, mitologia e máfias chinesa e japonesa - coisas que eu gosto. Há jogos sim, mas são mais de nicho - e isto é encontrado no Xbox também.
Espero que tenham gostado de meu relato e, acima de tudo, que tenha ajudado quem está buscando por um console.
Namaste.
Infelizmente não foi possível.
Tudo isso por um motivo simples que tolamente percebi: isto é tão subjetivo, mas tão subjetivo que se sobrepõe ao fatídico. Além do mais, números ou nomes não são garantia direta de expressar o que um console ou PC é em seu todo ou em como se ajusta a determinada pessoa. Por isso, a única opção que encontrei foi contar a minha história pessoal e recente, de como escolhi o Xbox em detrimento de outras plataformas. Pretendo ser detalhista, no intuito de ajudar e passar a informação através de um relato pessoal. Mas é importante citar novamente que é algo pessoal e não a verdade geral de toda a coisa.
Minha história começa com uma observação de tempos mais antigos. De quando comprei o Xbox 360 desbloqueado.
Quando comprei este console da Microsoft, minhas plataformas eram o Playstation 2 desbloqueado e um PC Gamer um pouco mais forte. Obviamente que o PS2 tinha ficado para trás e minha fonte de game maior era o PC. Mas quando surgiu a nova geração e percebi que meu PC não conseguiu acompanhá-la, foi bem irritante. Isto porque este era meu segundo PC Gamer - haviam passado dois anos desde o primeiro. Esta obrigação de ficar fazendo upgrades ou comprar peças caras me desanimou. Isto que eu não jogava online ou dava muita bola para questões como travamentos, afinal, sou técnico em informática sabia sempre deixar o PC em boa manutenção. Então estabeleci que PC não seria mais para games, comprando meu Xbox 360 e meu primeiro notebook. Digamos que estou satisfeito com esta filosofia até hoje: console de mesa para jogar e notebook para trabalhar e demais utilidades.
Era 2010. Vamos então para 2016, onde a história realmente começa.
Iria me formar na faculdade este ano - sequer sabia do rito do "presente". E fiquei impressionado que uns ganhavam carros ou até apartamentos - a coisa era grande mesmo. Como achei besteira investir dinheiro em qualquer festa de formatura, meu desejo era poder investir em meu consultório - me formei em psicologia. Mas comprar um imóvel (ou mantê-lo em aluguel sem renda fixa) no centro de uma cidade e manter, era algo completamente fora dos meus padrões e dos de minha família. Também enfrentava um período difícil de saúde mental, chegando próximo de uma depressão. Decidi, por pequenas experiências em emuladores em meu notebook, que jogar fazia bem para minha cabeça. Me ajudava a ter paz. Estava mais certo que eu imaginava, mais tarde, descobri.
É importante citar que, em princípio, eu iria investir no 360.
O meu não tinha HD, planejava colocar um, além de instalar aqueles programas que lhe permitiam baixar games da internet e transferir para o console, vulgo pirataria. Como se nota, eu já apreciava sem saber a ideia de "jogo digital". Acabei vendo então que meu modelo de 360, o Arcade não era compatível com os maiores HD's da Microsoft e sequer com estes programas - estava completamente esquecido e dependente dos irritantes discos piratas, que fizeram eu aproveitar muito pouco a grandeza do que este console foi. Culpado fui eu obviamente, de investir em pirataria. De não buscar informação. Além de tudo, é importante citar os preços exorbitantes dos discos rígidos deste console - completamente absurdos pelo que traziam.
Eu já havia me irritado com tudo isso. Decidi então, investir em uma nova geração.
A oportunidade era agora. Já havia ganhado uma televisão Full HD de minha família como primeiro presente, pois a minha havia queimado em definitivo. Iria ganhar agora o presente de meus pais. Decidi que seria um console. Não pensem que eu era algum fã da Sony, Nintendo ou Microsoft: apenas queria o melhor console, não importando de que marca fosse - comigo também não tinha essa de "nostalgia Playstation"; se eu achasse o Xbox ou o Wii U melhores, o Sony cairia fora fácil. Em minhas pesquisas, apesar de ponderar comprar o Wii U, acabei o descartando por sua falta de jogos de outras empresas que não a Nintendo, hardware e o mais absurdo: games ainda mais caros que os das outras empresas. Ainda bem que fiz isto, pois o Switch estava chegando, logo ali.
Sobrou, para variar, a clássica disputa, tida por muitas como a maior da história dos games: Playstation versus Xbox.
A primeira coisa que ponderei foi o preço. De fato o Xbox estava mais barato. Eu me perguntava por que, afinal, os hardwares eram parecidos - os 10% a mais do PS4 não justificavam o preço que eu via, cerca de mil reais a mais. Então entendi que isto estava vinculado com a fabricação ou algo do tipo - o One era feito ou vendido em versão brasileira e o PS4, não. Recentemente havia ouvido a notícia que a Nintendo havia saído do país. O que me veio a cabeça era de que as empresas japonesas não estavam nem aí para o consumidor de terceiro mundo. Diferente da Microsoft que apenas com isto, já se mostrava decisiva em minha escolha. Depois descobri que era muito mais do que eu imaginava, em relação a Sony com o brasileiro.
Havia também a questão do HD externo.
Planejava eu nunca mais me incomodar com discos ou espaço. Assim ter um HD bom era algo de visceral importância. Descobri que o PS4 não aceitava HD's externos e para instalar os da Sony era necessário abrir o console, numa operação não recomendada para leigos. Devido ao meu "trauma" com os preços dos HD's do X360, eu já imaginava o preço alto dos de uma geração posterior e de uma marca "importada". É importante citar que hoje este fato mudou e a Sony resolveu permitir os HD's externos, finalmente. Mas não era a realidade de minha época, logo, pesou. Eu também não conhecia as vantagens da Live Gold ou o EA Acess. Meu conceito de videogames ainda estava na época do PS2 desbloqueado.
Mas havia mais uma coisa que eu ouvi falar. A tal da retrocompatibilidade.
Achei demais a ideia de poder jogar os games do 360 - uma oportunidade nova de viver uma geração que não vivi direito, como considero. Ouvi falar sobre um serviço semelhante no PS4, mas não tinha comparação. Era com o PS2 e alguns games custavam até 80 reais - dera eu pagando 80 reais por games de um console de 2001, além de não aceitar mídia física, diferente do One. Seria bom se fosse com o PS3 e claro, também com o PS2. Mas que os games custassem na base dos trinta reais. Oitenta por um game de PS3/360 já é um absurdo - mas que vale até pensar a respeito. Mas PS2 ou Xbox Clássico que seja, nem pensar.
Por fim aconteceu meu desafio final: o dos exclusivos.
Se optasse pelo Xbox, mais uma vez (como foi no 360), iria ficar sem um personagem marcante para mim, o espartano Kratos. Mas fora ele, que mais que tinha? Uncharted? Lembro de, quando ouvi e vi gameplays deste game e o sucesso dele, de ficar indignado, por ser grande fã da Lara Croft, achando que queriam substituí-la ou "copiá-la em versão masculina". Descobri então que a pegada do game era outra, mais focada no roteiro e mais linear, mas mesmo assim, não gostei da ideia. Explorador de tumbas, nos games, para mim só tem um - uma. Sou do tipo que não gosto de ter muitos games do mesmo gênero - gosto de variação. No Xbox também, nada diretamente me chamava atenção, a não ser o novo Killer Instinct - que só fui saber mais tarde que era exclusivo, tamanha ignorância. God of War e suas remasterizações não foram suficiente para me levar para o lado azul da Força. Depois de ponderar tudo isto, comprei o Xbox One, dando meu 360 como volta, comprando o segundo controle e o game Mortal Kombat X em mídia física.
Meu modelo já vinha com dois games digitais: Gears of War Ultimate e um a escolha entre Halo 5, Forza Motosport 6 e Rise of Tomb Rider. Escolhi Tomb, obviamente. Quando comecei a jogar, senti que havia feito a escolha certa - estava bem satisfeito com meu produto. Mas o sentimento de certeza foi para "amor" quando comprei Forza Horizon 3 - fiquei extasiado com a jogabilidade e os gráficos do jogo. Mais tarde descobri os serviços, dos quais gostei mesmo da Live Gold - EA Acess eu chamaria de razoável, mas por 60 reais valia a pena; infelizmente hoje o serviço foi para 109 reais, quase o dobro. Chegaria então o Game Pass e a retrocompatibilidade com o Xbox Clássico - experiências únicas, principalmente a segunda.
Mas o que mais me marcou (ou têm me marcado) foi a questão do gamescore. No Xbox 360 eu não dava muito bola para isto, embora gostava de ver que no único perfil que havia feito no console desde que comprei, offline, sem terminar jogos grandes ou indies, estava anos luz à frente de meu primo, que não administrava muito bem esta questão. Decidi então dar uma chance aos indies, dos quais eu tinha preconceito e, hoje, ouso dizer que conseguem me divertir mais que as grandes produções. Não virei um grande jogador online, mas volta e meia, obviamente que aproveito. Mas o serviço que mais gostei e mais uso são as Deals with Gold e os saldões - sequer imaginava eu que poderia comprar um grande jogo por bem menos que seu absurdo preço original - que inclusive era um preconceito que me impediu de migrar para a nova geração antes. Eu pensava que teria que jogar apenas os games que vieram junto com o console por um bom tempo, mas não. A Live Gold me mostrou isto. Uma pequena referência aos Games with Gold, ora bons, ora ruins. Mas a ideia, sempre boa.
E por fim, depois de um texto gigante, encerro por aqui. Acompanho no youtube principalmente as maiores referências que considero da comunidade Xbox, como ArnaldoDK e Xbox Mil Grau - sempre filtrando meu pensamento do extremismo deles. Respeito muito a Sony e a Nintendo, tanto que até pondero se compraria uma nova plataforma ou o "monstro" Xbox One X. Mas concluindo: recomendo o Xbox One S ou FAT para quem busca o melhor custo-benefício em jogos e é mais fã da cultura ocidental de games. Tiro, ficção científica realista e RPG's de ação vivenciados na Europa Medieval são a base desta cultura, diferente da oriental, onde vemos uma ficção científica mais fantasiosa, mais batalhas de corpo-a-corpo do que com armas de fogo e games que prezam mais pelo roteiro e jogabilidade linear. Curiosamente, eu sou grande fã da cultura oriental, tanto que Sleeping Dogs é meu game preferido de One. Mas o estilo de game japonês, salvo exceções como Yakuza, Nioh e Shenmue, raramente reproduz aquilo que gosto com fidelidade (vide Final Fantasy), acabando por serem fantasiosos demais, tais como os animes, repassando algo fora da realidade das tradições de artes marciais, Japão Feudal e China Imperial, samurais, budismo, mitologia e máfias chinesa e japonesa - coisas que eu gosto. Há jogos sim, mas são mais de nicho - e isto é encontrado no Xbox também.
Espero que tenham gostado de meu relato e, acima de tudo, que tenha ajudado quem está buscando por um console.
Namaste.
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